Dêem uma olhada nessas notícias:
http://archives.lematin.ch/LM/LMS/suisse/article-2008-07-84/le-tribunal-de-police-a-tranche-plus-vite-que-prevu-dans-l-affaire-du-cheikh-au-ceinturon-falah
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/07/01/corte_suica_condena_xeque_arabe_por_atacar_americano_em_hotel_de_luxo_1406064.html
Esse é o tipo de notícia que você não encontrará em nenhum jornal dos Emirados Árabes. Censura à parte, o conteúdo delas pouco interessa: é uma questão de trato pessoal, e que de fato, não há interesse (público) em ser noticiada.
Mas se você fosse dono de um país, você permitiria que falassem mal de você nos jornais? Daí vem o ditado:
Sheik manda prendê. E depois manda soltá.
O curioso é que eu tenho quase certeza de ter lido esta notícia no Le Monde à época. E pesquisando nos arquivos, não a encontro. Oxi... que esquisito. Eu devo estar ficando louco.
27.3.09
21.3.09
Sobre os boatos
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Dubai e a crise: o estouro da bolha":
Postado por Anônimo no blog Dubai F. C. em Sábado, 21 Março, 2009
Oi Sheika,
Diz o dito popular: "toda mentira tem um fundo de verdade". Penso que para a atual conjuntura, esse não é o caso.
Apesar das disputas pelas ilhas do Golfo, os Emirados Árabes é um importante parceiro de Teheran, servindo como intermediário para driblar o embargo econômico imposto ao país.
Essa hipótese só ganharia sentido em caso de um eventual confronto entre o Irã e forças israelenses ou americanas no Golfo. Neste caso, tudo ficaria imprevisível.
Mas se um eventual ataque à Dubai era uma hipótese paupável durante a Era Bush, hoje, após o discurso conciliatório de Obama em pleno Noruz, torna essa possibilidade ainda mais remota.
A ver como se desenvolve o relacionamento entre Irã e Estados Unidos daqui pra frente. O resto são boatos e suposições.
Abraços de ex-xeque,
Luis
Ya Habib!! Pera ai!! Olha euzinha na area!!
Estas a par do boato de que o Iran vai atacar Dubai brevemente?
Por gentileza....estude o caso, pesquise e apague esse comentario....sabe como eh....tudo conspira e melhor eh deixarmos a massa longe disso afinal, eu e familia ( incluindo os animais que os viadinhos gringos abandonam na rua e eu recolho!) estamos aqui em Dubai ainda! Mas gostaria muuito de saber tua opiniao. Tentarei achar seu email aqui para, se vc quiser, trocarmos figurinhas!
Massalama,
XXXXXX
Postado por Anônimo no blog Dubai F. C. em Sábado, 21 Março, 2009
Oi Sheika,
Diz o dito popular: "toda mentira tem um fundo de verdade". Penso que para a atual conjuntura, esse não é o caso.
Apesar das disputas pelas ilhas do Golfo, os Emirados Árabes é um importante parceiro de Teheran, servindo como intermediário para driblar o embargo econômico imposto ao país.
Essa hipótese só ganharia sentido em caso de um eventual confronto entre o Irã e forças israelenses ou americanas no Golfo. Neste caso, tudo ficaria imprevisível.
Mas se um eventual ataque à Dubai era uma hipótese paupável durante a Era Bush, hoje, após o discurso conciliatório de Obama em pleno Noruz, torna essa possibilidade ainda mais remota.
A ver como se desenvolve o relacionamento entre Irã e Estados Unidos daqui pra frente. O resto são boatos e suposições.
Abraços de ex-xeque,
Luis
13.3.09
Dubai e a crise: o estouro da bolha
Tocou hoje o telefone aqui. Atendi e era o Norman. Grande, Norman! Ele veio lá da Tailândia visitar a família aqui em Paris. Saímos para por o papo em dia.

E não é que o cara lembrou de mim? Trouxe um pacote de biscoito lá da Tailândia. "É caseiro!", disse ele. Puxa, que legal. E o biscoito é bom... já quase matei o pacote enquanto escrevo esse post.

Isso me deixou meio saudoso. Chegando aqui em casa, resolvi olhar o passado e encontrei essas fotos:


Essa foto foi tirada em 2007. Dois anos depois, não sobrou um por lá para contar história: o Driss voltou pra Nice, o Pankaj casou com uma garota sugerida pelo pai e foi para Nova Iorque trabalhar, o Eduardo não casou mas também foi para os Estados Unidos, e por fim, o Norman, que foi para a Tailândia em busca do amor.
Estranho fenômeno esse das migrações. O que motiva essa gente toda, com histórias e motivações tão distintas, a entrar e sair de um país, como em um movimento sincronizado? Seria a crise ou simplesmente a concretização de um movimento natural, como as ondas do mar? Por esta lógica, nós todos da foto chegamos ao mesmo tempo, e teríamos já pré-programado um prazo-limite no país destino. Ou talvez seja a crise...
Seja qual for a razão, o fato é que muita gente tem abandonado o "sonho" e a "magia" (hahahahaha) de Dubai nos últimos meses. E não são poucas: tenho conversado bastante com meus amigos que lá estão, e as histórias são as mesmas:
- a Shaikh Zayed Road está vazia. Cadê os congestionamentos de antes?
- boatos dão conta de que em dezembro passado, os pedidos de cancelamento de vistos atingiram uma taxa de 5.000/dia;
- meu amigo Norman contesta o número acima, mas ele mesmo foi embora...
- o governo começa a organizar leilões de carros abandonados há meses no aeroporto de Dubai;
- empresas anunciam unilateralmente e deliberadamente reduções de salários (isso mesmo! Leis trabalhistas? Isso é coisa de paises que ainda usam esse sistema politico atrasado chamado "democracia");
- boatos de que o Sheik está "quebrado" (duvido!);
Mas até aí, boato é boato. Mas aí a coisa começa a ficar interessante quando os boatos começam a ser embasados por notícias de fontes sérias e oficiais. A Arabian Business informa que, ali no Qatar, o país-ilha ao lado, observou-se um aumento de 791% no número de carros abandonados.
Como assim, carros abandonados? Explico o óbvio: o cidadão vislumbrado, que se "encanta" pelas "magias" do Golfo, que adora ostentar, vai lá no banco e pega um financiamento de um carro cuja parcela custa metade do seu salário mensal. Com a outra metade, ele paga um financiamento de apartamento de luxo. Aí um belo dia ele descobre que foi demitido. O que ele faz? Isso: vai dirigindo até o aeroporto, estaciona calmamente o veículo direitinho no aeroporto e... bye-bye Oriente Médio! Vai com a roupa do corpo, deixa pra trás até animal de estimação, abandonado na rua.
E por mais boatos que circulem, todos os indicadores básicos mostram que sim, Dubai tem motivos para se preocupar e que a crise chegou:
O petróleo
O petróleo caiu de US$ 121/barril em maio/2008 para pouco mais de US$ 47/barril (cotação desta semana);
O turismo
Até o ano passado, Dubai era o principal destino aéreo do Reino Unido, transportando mais de 1 milhão de passageiros nessa linha em um ano. Foi mais gente de Londres à Dubai, do que de Londres à Nova Iorque! Só que agora... basta dizer que com a crise, a libra esterlina, que antes valia perto de 1,5 euros, está muito próximo da paridade com a moeda única européia. Dá pra imaginar o impacto dessa crise sobre esses "vôos recreacionais" que enchiam os malls da cidade, não? Isso afeta o carro-chefe de Dubai, que aposta no Turismo como tábua de salvação;
Fundos soberanos
Dizem que os fundos soberanos de Dubai (esse mesmo que o Ministro Mantega começou a tocar no assunto, mas que agora ninguém sabe, ninguém viu) estavam aplicados em grande parte nos mercados americano e britânico... que derreteram. Um bom exemplo (que não tem a ver com Dubai, mas que ilustra bem a situação) é o preço da ação do Citi: a ação do banco chegou a valer 55 dólares, e no pior momento da crise, era negociada a menos de 1 dólar. Um dos grandes recapitalizadores do Citi em mais de uma oportunidade foi o Rei Abdullah, da Arábia Saudita. Dinheiro que evaporou.
Crise de crédito
Como você já deve ter ouvido por aí, a crise mundial é de crédito. E em Dubai não é diferente. Vamos a um exemplo e suas conseqüências: quando cheguei em Dubai, no banco me deram 2 cartões de crédito cada um com 22 mil dirhams de crédito (dava pra comprar um carro zero no cartão!) e mil e uma ofertas de empréstimos à 4,5%a.a.: para mobiliar a casa, adiantar o aluguel...
... qual era o impacto de tanto dinheiro na praça?
1. Um monte de libanêses de camisa aberta e gel no cabelo e ingleses de cabeça raspada andando de porsche, mercedes e outros carros caros;
2. Uma espiral nos preços de aluguel e uma arrogância dos proprietários e agentes imobiliários: pagamento de aluguel? Só em um ou dois cheques anuais!
Agora a coisa mudou: o Norman me conta que, para conceder empréstimos, o HSBC exige comprovação de salário de no mínimo 20 mil dirhams/mês. E agora não é mais 4,5%. Já é 5, 6%...
... o impacto no setor imobiliário está sendo hilário e com um delicioso sabor de vingança contra esses bandidos que controlam o setor:
- você lembra da Damac? Isso, aquela que rifava jatinhos e ilhas, e dava um carro de luxo na compra de uma propriedade? Pois é, ela já dispensou mais de 200 funcionários e recebeu uma injeção de 60% de capital de um grupo egípcio.
- e agora, o mais gostoso: o preço dos imóveis dá indícios de entrar em queda-livre. O anúncio abaixo (no Dubizzle), uma casa nos Springs a 90 mil dirhams/ano, já representa 50% de queda em relação aos valores negociados no ano passado. E os proprietários, de uma hora pra outra, ficaram humildes, humildes, aceitando pagamento em 12 cheques:

E aqui, uma reportagem sobre a queda nos preços do mercado imobiliário em Dubai.
Conclusões
O comportamento do xeque
Não é a primeira vez que Dubai enfrenta uma crise, embora essa tenha características peculiares: petróleo em baixa, mercado imobiliário em queda.
Ele vai o que sempre fez em tempos de crise: continuar a investir.
Para os oportunistas do Real State
Se você é mais um "bem sucedido empreendedor do mundo imobiliario norte-americano" que teve a genial ideia de "expandir seus negócios" abrindo uma filial de sua "multinacional" de três funcionários em Dubai, amiguinho, a farra acabou!
Foi-se o tempo em que você ganhava em comissão de venda de uma casa mais que o salário anual de um engenheiro qualificado. Agora é re-a-li-da-de, camarada! Todo mundo está acordando para o fato que ganhar o pão do dia-a-dia é mais difícil do que se imagina.
Mas na crise de uns pode estar a oportunidade de outros: se você recebeu agora uma oportunidade para seguir para o Golfo, se tiver margem para negociar seu salário, você encontrará uma Dubai mais humilde, com agentes imobiliários mais modestos. E com sorte, pagará pelo preço do aluguel de uma casa um valor mais próximo do "justo".
Dica: a hora da revanche
Na hora de fechar um contrato de aluguel, faça como a maioria dos bandidos que trabalhavam no setor imobiliário ate o ano passado (isso o Amaury Júnior e a Hebe não contam, né?). Aperte a mão do cidadão, diga verbalmente que "fechou". Continue, mesmo após dar a sua palavra, a negociar com outros agentes. Na hora de assinar o contrato, diga que mudou de ideia e que voce só paga 75% do valor acertado. Vigança é um prato que se saboreia frio... e a mesa está pronta.
E não é que o cara lembrou de mim? Trouxe um pacote de biscoito lá da Tailândia. "É caseiro!", disse ele. Puxa, que legal. E o biscoito é bom... já quase matei o pacote enquanto escrevo esse post.
Isso me deixou meio saudoso. Chegando aqui em casa, resolvi olhar o passado e encontrei essas fotos:


Essa foto foi tirada em 2007. Dois anos depois, não sobrou um por lá para contar história: o Driss voltou pra Nice, o Pankaj casou com uma garota sugerida pelo pai e foi para Nova Iorque trabalhar, o Eduardo não casou mas também foi para os Estados Unidos, e por fim, o Norman, que foi para a Tailândia em busca do amor.
Estranho fenômeno esse das migrações. O que motiva essa gente toda, com histórias e motivações tão distintas, a entrar e sair de um país, como em um movimento sincronizado? Seria a crise ou simplesmente a concretização de um movimento natural, como as ondas do mar? Por esta lógica, nós todos da foto chegamos ao mesmo tempo, e teríamos já pré-programado um prazo-limite no país destino. Ou talvez seja a crise...
Seja qual for a razão, o fato é que muita gente tem abandonado o "sonho" e a "magia" (hahahahaha) de Dubai nos últimos meses. E não são poucas: tenho conversado bastante com meus amigos que lá estão, e as histórias são as mesmas:
- a Shaikh Zayed Road está vazia. Cadê os congestionamentos de antes?
- boatos dão conta de que em dezembro passado, os pedidos de cancelamento de vistos atingiram uma taxa de 5.000/dia;
- meu amigo Norman contesta o número acima, mas ele mesmo foi embora...
- o governo começa a organizar leilões de carros abandonados há meses no aeroporto de Dubai;
- empresas anunciam unilateralmente e deliberadamente reduções de salários (isso mesmo! Leis trabalhistas? Isso é coisa de paises que ainda usam esse sistema politico atrasado chamado "democracia");
- boatos de que o Sheik está "quebrado" (duvido!);
Mas até aí, boato é boato. Mas aí a coisa começa a ficar interessante quando os boatos começam a ser embasados por notícias de fontes sérias e oficiais. A Arabian Business informa que, ali no Qatar, o país-ilha ao lado, observou-se um aumento de 791% no número de carros abandonados.
Como assim, carros abandonados? Explico o óbvio: o cidadão vislumbrado, que se "encanta" pelas "magias" do Golfo, que adora ostentar, vai lá no banco e pega um financiamento de um carro cuja parcela custa metade do seu salário mensal. Com a outra metade, ele paga um financiamento de apartamento de luxo. Aí um belo dia ele descobre que foi demitido. O que ele faz? Isso: vai dirigindo até o aeroporto, estaciona calmamente o veículo direitinho no aeroporto e... bye-bye Oriente Médio! Vai com a roupa do corpo, deixa pra trás até animal de estimação, abandonado na rua.
E por mais boatos que circulem, todos os indicadores básicos mostram que sim, Dubai tem motivos para se preocupar e que a crise chegou:
O petróleo
O petróleo caiu de US$ 121/barril em maio/2008 para pouco mais de US$ 47/barril (cotação desta semana);
O turismo
Até o ano passado, Dubai era o principal destino aéreo do Reino Unido, transportando mais de 1 milhão de passageiros nessa linha em um ano. Foi mais gente de Londres à Dubai, do que de Londres à Nova Iorque! Só que agora... basta dizer que com a crise, a libra esterlina, que antes valia perto de 1,5 euros, está muito próximo da paridade com a moeda única européia. Dá pra imaginar o impacto dessa crise sobre esses "vôos recreacionais" que enchiam os malls da cidade, não? Isso afeta o carro-chefe de Dubai, que aposta no Turismo como tábua de salvação;
Fundos soberanos
Dizem que os fundos soberanos de Dubai (esse mesmo que o Ministro Mantega começou a tocar no assunto, mas que agora ninguém sabe, ninguém viu) estavam aplicados em grande parte nos mercados americano e britânico... que derreteram. Um bom exemplo (que não tem a ver com Dubai, mas que ilustra bem a situação) é o preço da ação do Citi: a ação do banco chegou a valer 55 dólares, e no pior momento da crise, era negociada a menos de 1 dólar. Um dos grandes recapitalizadores do Citi em mais de uma oportunidade foi o Rei Abdullah, da Arábia Saudita. Dinheiro que evaporou.
Crise de crédito
Como você já deve ter ouvido por aí, a crise mundial é de crédito. E em Dubai não é diferente. Vamos a um exemplo e suas conseqüências: quando cheguei em Dubai, no banco me deram 2 cartões de crédito cada um com 22 mil dirhams de crédito (dava pra comprar um carro zero no cartão!) e mil e uma ofertas de empréstimos à 4,5%a.a.: para mobiliar a casa, adiantar o aluguel...
... qual era o impacto de tanto dinheiro na praça?
1. Um monte de libanêses de camisa aberta e gel no cabelo e ingleses de cabeça raspada andando de porsche, mercedes e outros carros caros;
2. Uma espiral nos preços de aluguel e uma arrogância dos proprietários e agentes imobiliários: pagamento de aluguel? Só em um ou dois cheques anuais!
Agora a coisa mudou: o Norman me conta que, para conceder empréstimos, o HSBC exige comprovação de salário de no mínimo 20 mil dirhams/mês. E agora não é mais 4,5%. Já é 5, 6%...
... o impacto no setor imobiliário está sendo hilário e com um delicioso sabor de vingança contra esses bandidos que controlam o setor:
- você lembra da Damac? Isso, aquela que rifava jatinhos e ilhas, e dava um carro de luxo na compra de uma propriedade? Pois é, ela já dispensou mais de 200 funcionários e recebeu uma injeção de 60% de capital de um grupo egípcio.
- e agora, o mais gostoso: o preço dos imóveis dá indícios de entrar em queda-livre. O anúncio abaixo (no Dubizzle), uma casa nos Springs a 90 mil dirhams/ano, já representa 50% de queda em relação aos valores negociados no ano passado. E os proprietários, de uma hora pra outra, ficaram humildes, humildes, aceitando pagamento em 12 cheques:
E aqui, uma reportagem sobre a queda nos preços do mercado imobiliário em Dubai.
Conclusões
O comportamento do xeque
Não é a primeira vez que Dubai enfrenta uma crise, embora essa tenha características peculiares: petróleo em baixa, mercado imobiliário em queda.
Ele vai o que sempre fez em tempos de crise: continuar a investir.
Para os oportunistas do Real State
Se você é mais um "bem sucedido empreendedor do mundo imobiliario norte-americano" que teve a genial ideia de "expandir seus negócios" abrindo uma filial de sua "multinacional" de três funcionários em Dubai, amiguinho, a farra acabou!
Foi-se o tempo em que você ganhava em comissão de venda de uma casa mais que o salário anual de um engenheiro qualificado. Agora é re-a-li-da-de, camarada! Todo mundo está acordando para o fato que ganhar o pão do dia-a-dia é mais difícil do que se imagina.
Mas na crise de uns pode estar a oportunidade de outros: se você recebeu agora uma oportunidade para seguir para o Golfo, se tiver margem para negociar seu salário, você encontrará uma Dubai mais humilde, com agentes imobiliários mais modestos. E com sorte, pagará pelo preço do aluguel de uma casa um valor mais próximo do "justo".
Dica: a hora da revanche
Na hora de fechar um contrato de aluguel, faça como a maioria dos bandidos que trabalhavam no setor imobiliário ate o ano passado (isso o Amaury Júnior e a Hebe não contam, né?). Aperte a mão do cidadão, diga verbalmente que "fechou". Continue, mesmo após dar a sua palavra, a negociar com outros agentes. Na hora de assinar o contrato, diga que mudou de ideia e que voce só paga 75% do valor acertado. Vigança é um prato que se saboreia frio... e a mesa está pronta.
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Aconteceu em Dubai,
O preço das coisas
11.3.09
O que é um Sheik?
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Fugindo da mordida do leão":
Postado por Anônimo no blog Dubai F. C. em Quarta-feira, 11 Março, 2009
Olá Mirella,
Um sheik é a mesma coisa que Xeque árabe. Escrevo sheik porque estou "inovando" com a língua.
Mas há uma razão para isso: sheik é a maneira como anglófonos chamam o xeque. Na verdade, nem isso: a transliteração mais correta do som dessa palavra em árabe para o inglês é shaikh.
Escrevo errado? Aí é o caso de se perguntar o que é o certo, pois a pronúncia de xeque não tem nada a ver com o som da sua palavra de origem. Em árabe, diz algo como xêrhh (esse rhh é pra imitar o som aspirado e raspado, gutural, de um 'r' carioca). Enfim, como já disse em outras oportunidades, o correto mesmo só em árabe. E para o feminino, adiciona-se um 'a' ao final: xêrhhha.
Para terminar: sheik, shaikh, , xeque, xêr em árabe é apenas um título de respeito. Você não precisa ser dono de um Emirado e das pessoas que nele vive para ser chamado como tal. Pessoas mais idosas e respeitadas por sua autoridade ou notoriedade também são chamados de sheik. A tradução mais próxima para o português dessa palavra acho que é "o fudidão".
Para designar especificamente o dono de um Emirado e das almas que nele vivem, o termo mais preciso (e nem sempre usado) é Emir (ou Amir, mais uma vez, o correto, só em árabe), que tem mais a ver com "chefe". Daí vem a palavra Emirado para designar a região onde moram seus súditos, e Amiri Guard, para a sua guarda especial que o protege.
Bom, é isso.
Abraço de ex-sheikh, xêrhh, shaikh, Cheik, xeque...
Luís
Luis,
Por favor, não encontrei um lugar melhor para colocar minha pergunta então vai aqui mesmo. Desculpe a minha ignorância mas o que é um sheik e o que ele faz? Qual a diferença para Xeque árabe?
Obrigada,
Mirella
Postado por Anônimo no blog Dubai F. C. em Quarta-feira, 11 Março, 2009
Olá Mirella,
Um sheik é a mesma coisa que Xeque árabe. Escrevo sheik porque estou "inovando" com a língua.
Mas há uma razão para isso: sheik é a maneira como anglófonos chamam o xeque. Na verdade, nem isso: a transliteração mais correta do som dessa palavra em árabe para o inglês é shaikh.
Escrevo errado? Aí é o caso de se perguntar o que é o certo, pois a pronúncia de xeque não tem nada a ver com o som da sua palavra de origem. Em árabe, diz algo como xêrhh (esse rhh é pra imitar o som aspirado e raspado, gutural, de um 'r' carioca). Enfim, como já disse em outras oportunidades, o correto mesmo só em árabe. E para o feminino, adiciona-se um 'a' ao final: xêrhhha.
Para terminar: sheik, shaikh, , xeque, xêr em árabe é apenas um título de respeito. Você não precisa ser dono de um Emirado e das pessoas que nele vive para ser chamado como tal. Pessoas mais idosas e respeitadas por sua autoridade ou notoriedade também são chamados de sheik. A tradução mais próxima para o português dessa palavra acho que é "o fudidão".
Para designar especificamente o dono de um Emirado e das almas que nele vivem, o termo mais preciso (e nem sempre usado) é Emir (ou Amir, mais uma vez, o correto, só em árabe), que tem mais a ver com "chefe". Daí vem a palavra Emirado para designar a região onde moram seus súditos, e Amiri Guard, para a sua guarda especial que o protege.
Bom, é isso.
Abraço de ex-sheikh, xêrhh, shaikh, Cheik, xeque...
Luís
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O nome das coisas,
Sheik Luís responde
6.3.09
Fugindo da mordida do leão
Nando Melo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Declaração
de sada definitiva II":
Postado por Nando Melo no blog Dubai F. C. em Terça-feira, 03 Março,
2009
Olá Fernando,
Essa sua dúvida é a de todos, hehehe. Mas vamos por partes:
1) Como transferir: essa é a mais fácil. Na verdade, pouco importa a maneira como você manda. Todo banco tem o serviço de transferência internacional. Para isso, você precisará do código IBAN de sua conta de destino (pergunte na sua agência no Brasil). O problema é que esse é um processo meio arcaico, às vezes a transferência se completa somente após a passagem da ordem por vários bancos, que cobram tarifa... se compensa fazer pelo banco ou através de agências de transferência, aí você precisa fazer as contas. Independente do meio, faça sempre primeiro uma transação de teste com baixo valor.
2) Montante da transferência: para uma transferência até 5.000 reais, em geral, os bancos já fazem o contrato de câmbio automático e o dinheiro já cai na sua conta. Para quantias maiores, você precisará que seu procurador legal no Brasil passe na agência para assinar o contrato de câmbio.
3) Durante a assinatura do contrato de câmbio, poderá ser solicitada uma justificativa da origem do dinheiro. O seu contrato de trabalho e cópia da declaração de saída definitiva servem como tal (até onde sei).
4) Como declarar no ano seguinte: aí, há controvérsias. O texto da Receita dá margem a diversas interpretações. Vejamos o que ele diz:
Consultei aqui o conselho de sábios barbudos, e em uma mesa redonda calorosa, chegou-se ao seguinte entendimento:
Essas regras referem-se a rendas geradas no Brasil, ou seja, pagamentos efetuados ao não-residente de uma fonte situada no Brasil. Para rendimentos recebidos no exterior, vale a legislação do país de onde os recursos são originários.
Desta forma, você pode transferir seus recursos sem medo de ser feliz. Você não pagará imposto sobre o montante enviado, mas apenas sobre a renda gerada por ele em caso de aplicá-lo no Brasil. Se você aplicar esse dinheiro e ainda assim, sobre o lucro auferido. Aliás, se não me engano, a poupança é isenta de imposto.
Bom, acho que é isso. Não agradeça a mim, mas ao conselho de sábios barbudos.
Abraço de ex-sheik,
Luís
de sada definitiva II":
Olá Sheik,
Lendo suas valiosas explicações, me deparei com uma dúvida em
relação ao envio do dinheiro ganho no exterior para o Brasil.
Tendo eu, feito a declaração de sada definitiva do País, posso enviar
todos os meses valores para uma conta poupança no Brasil no período em
que estiver no exterior? Se eu enviar valores durante este ano todo, como
terei que declarar esta poupança no ano que vem? Tenho que enviar de
alguma forma específica ou pode ser através de agências de envio?
Obrigado e um abraço,
Fernando
Postado por Nando Melo no blog Dubai F. C. em Terça-feira, 03 Março,
2009
Olá Fernando,
Essa sua dúvida é a de todos, hehehe. Mas vamos por partes:
1) Como transferir: essa é a mais fácil. Na verdade, pouco importa a maneira como você manda. Todo banco tem o serviço de transferência internacional. Para isso, você precisará do código IBAN de sua conta de destino (pergunte na sua agência no Brasil). O problema é que esse é um processo meio arcaico, às vezes a transferência se completa somente após a passagem da ordem por vários bancos, que cobram tarifa... se compensa fazer pelo banco ou através de agências de transferência, aí você precisa fazer as contas. Independente do meio, faça sempre primeiro uma transação de teste com baixo valor.
2) Montante da transferência: para uma transferência até 5.000 reais, em geral, os bancos já fazem o contrato de câmbio automático e o dinheiro já cai na sua conta. Para quantias maiores, você precisará que seu procurador legal no Brasil passe na agência para assinar o contrato de câmbio.
3) Durante a assinatura do contrato de câmbio, poderá ser solicitada uma justificativa da origem do dinheiro. O seu contrato de trabalho e cópia da declaração de saída definitiva servem como tal (até onde sei).
4) Como declarar no ano seguinte: aí, há controvérsias. O texto da Receita dá margem a diversas interpretações. Vejamos o que ele diz:
Remuneração do trabalho e de serviços
Os rendimentos do trabalho, com ou sem vínculo empregatício, e os da prestação de serviços, exceto serviços técnicos e de assistência técnica e administrativas, pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a não-residente sujeitam-se à incidência do imposto na fonte à alíquota de 25%.
Consultei aqui o conselho de sábios barbudos, e em uma mesa redonda calorosa, chegou-se ao seguinte entendimento:
Essas regras referem-se a rendas geradas no Brasil, ou seja, pagamentos efetuados ao não-residente de uma fonte situada no Brasil. Para rendimentos recebidos no exterior, vale a legislação do país de onde os recursos são originários.
Desta forma, você pode transferir seus recursos sem medo de ser feliz. Você não pagará imposto sobre o montante enviado, mas apenas sobre a renda gerada por ele em caso de aplicá-lo no Brasil. Se você aplicar esse dinheiro e ainda assim, sobre o lucro auferido. Aliás, se não me engano, a poupança é isenta de imposto.
Bom, acho que é isso. Não agradeça a mim, mas ao conselho de sábios barbudos.
Abraço de ex-sheik,
Luís
Marcadores:
Dicas para expatriados,
Sheik Luís responde
29.1.09
27.1.09
Brazilian English
xxxx deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Escola de futebol":
Postado por xxxx no blog Dubai F. C. em Segunda-feira, 26 Janeiro, 2009
Caro amigo,
Primeiramente, respeito muito os seus 46 anos de experiência. Infelizmente, não posso te ajudar, a não ser com meus humildes conselhos, que por vezes profiro enquanto lixo minhas belas unhas, entre uma baforada e outra de xixa sabor banana.
E se você quer um conselho, aqui vai um: muito cuidado com o que você escreve. Escrever é uma exposição imensa: através de nossas palavras, dizemos muito sobre nossa personalidade, muito mais do que imaginamos. Não é por outra razão que mantenho fiéis fileiras de escravos e conselheiros eunucos, que revisam cada letra, cada vírgula; reviram e desnudam cada nuance de meu texto, lançam-me uma intifada de pedras antes que este seja exposto aos leões. E nem este zelo me exime do ridículo.
Permita-me por alguns instantes ser um desses trabalhadores que, com um lustroso bigode, dá-lhe ardidas chicotadas em suas costas nuas: você claramente tentou caprichar em seu texto. Você deu o melhor de si, escrevendo em um idioma que ainda não domina. Respeitada a tentativa de comunicação - que é válida - a leitura de seu texto causa constrangimento, colocando em xeque a sua vasta experiência.
Constrangimento de quem assiste um casamento humilde: está lá o moço ao lado do altar; pela primeira vez ele veste um terno (alugado); passara a manhã tratando do cabelo (com gel). O topete ficou bonito. Colocou no pulso o relógio dourado que ganhou da avó. Diante de si, a cena não é diferente: seus pais estão ali, orgulhosos de casar um filho. Eles também vestem suas melhores roupas, o sapato que se guarda para as ocasiões especiais. O vestido de sua mãe, bem verdade, está um pouco apertado. Mas não há outro... a moça noiva chega na escadaria, saindo do carro do moço, um Volkswagen Apolo tunado - faróis de neon, rodas de liga leve, som para incomodar um quarteirão, ... - e só o seu deus sabe quanto sacrifício é que se fez para se ter esse rapaz cafona tocando trompete na Igreja, esse orgão, esse cantor de terno e gravata com voz mansa, toda essa decoração de flores organizada pela empresa que joga com a necessidade do moço de se sentir incluído, de não ser tratado mais uma vez como um humilde incitando-o a um gasto que lhe escravizará por meses, talvez anos. Mas pouco importa, agora os dois aguardam a benção da autoridade e o juramento: "Até que a morte os separe...". Marido e mulher! Na hora da foto, eles fazem caras de bonitos apaixonados. Horrível.
Tudo seria triste e doloroso demais a suportar, não fosse a festa que se segue. Na festa do moço está a sua salvação, caro amigo: já em casa, vestindo suas alpargatas, de bermuda e camiseta com a foto de seu candidato a vereador dando jóia e um copo de cerveja na mão ao som de pagode, o moço volta a ser ele mesmo.
Parece que já tem uma proposta. Pense bem: essa proposta é tão boa que aparentemente você tem que implorar para alguém te convidar a ir ao país. A leitura que se faz: a empresa está cagando pra você e não assume nenhum risco. E você vai por sua própria conta se mudar a um país cujo idioma você não domina e cuja cultura é diametralmente oposta a sua...
... muitos indianos também são assim: eles se arriscam. Mas nem é tão difícil: metade da população dos Emirados é composta de indianos. A cada esquina ele encontra um conterrâneo, alguém que fala seu idioma. E quando tem fome, tem um restaurante típico. Não é à toa que brincam, chamam o país de United Indian Emirates. Se eles ganham pouco, não há problema: o diram vale 10x a rúpia. E se der errado, ele ainda tem amigos no Qatar, no Bahrein, na Arábia Saudita, ... tudo para eles é familiar. Pense nisso.
Bom, cansei. Meus braços doem. Paro por aqui.
Nota: sinto que essa sessão "Sheik Luis responde" já está ficando repetitiva demais. E isso me incomoda.
Abraços eunucos de um humilde ex-sheik.
Hello;
My name is xxxxx, 02 children got married where I live and socially.
Objectives:
Be aware of new culture, improve the language, pay growth for professional goals, education.
Educational Level:
- Formed in Esdatual School of Government.
- Formed in theology in private schools.
- Technical degree in industrial mechanics private
- Formed in progress in the Police Fire Brigade for Fire Department of Brazil.
- Formed ongoing control of expenses and desperticios.
- Driver and mociclista approved by the organ of the federal government.
- course English organ of the government
Professional experience:
- 03 years Promenade hotel - motorist, Valet and reception.
- 09 years equity security of shopping.
- 03 years of help construction.
- 06 years of theology in IBL assistant.
- 07 years working private.
- 16 years driver and rider.
- 02 years in industry and maintenance assistant.
Charter:
I learned of a possible wave conceptualized this company where I am as a candidate to wave, I am immediately available for admission.
I am available full time or part.
just need an invitation letter to lodge immigration in Brazil.
thank
xxxx
Postado por xxxx no blog Dubai F. C. em Segunda-feira, 26 Janeiro, 2009
Caro amigo,
Primeiramente, respeito muito os seus 46 anos de experiência. Infelizmente, não posso te ajudar, a não ser com meus humildes conselhos, que por vezes profiro enquanto lixo minhas belas unhas, entre uma baforada e outra de xixa sabor banana.
E se você quer um conselho, aqui vai um: muito cuidado com o que você escreve. Escrever é uma exposição imensa: através de nossas palavras, dizemos muito sobre nossa personalidade, muito mais do que imaginamos. Não é por outra razão que mantenho fiéis fileiras de escravos e conselheiros eunucos, que revisam cada letra, cada vírgula; reviram e desnudam cada nuance de meu texto, lançam-me uma intifada de pedras antes que este seja exposto aos leões. E nem este zelo me exime do ridículo.
Permita-me por alguns instantes ser um desses trabalhadores que, com um lustroso bigode, dá-lhe ardidas chicotadas em suas costas nuas: você claramente tentou caprichar em seu texto. Você deu o melhor de si, escrevendo em um idioma que ainda não domina. Respeitada a tentativa de comunicação - que é válida - a leitura de seu texto causa constrangimento, colocando em xeque a sua vasta experiência.
Constrangimento de quem assiste um casamento humilde: está lá o moço ao lado do altar; pela primeira vez ele veste um terno (alugado); passara a manhã tratando do cabelo (com gel). O topete ficou bonito. Colocou no pulso o relógio dourado que ganhou da avó. Diante de si, a cena não é diferente: seus pais estão ali, orgulhosos de casar um filho. Eles também vestem suas melhores roupas, o sapato que se guarda para as ocasiões especiais. O vestido de sua mãe, bem verdade, está um pouco apertado. Mas não há outro... a moça noiva chega na escadaria, saindo do carro do moço, um Volkswagen Apolo tunado - faróis de neon, rodas de liga leve, som para incomodar um quarteirão, ... - e só o seu deus sabe quanto sacrifício é que se fez para se ter esse rapaz cafona tocando trompete na Igreja, esse orgão, esse cantor de terno e gravata com voz mansa, toda essa decoração de flores organizada pela empresa que joga com a necessidade do moço de se sentir incluído, de não ser tratado mais uma vez como um humilde incitando-o a um gasto que lhe escravizará por meses, talvez anos. Mas pouco importa, agora os dois aguardam a benção da autoridade e o juramento: "Até que a morte os separe...". Marido e mulher! Na hora da foto, eles fazem caras de bonitos apaixonados. Horrível.
Tudo seria triste e doloroso demais a suportar, não fosse a festa que se segue. Na festa do moço está a sua salvação, caro amigo: já em casa, vestindo suas alpargatas, de bermuda e camiseta com a foto de seu candidato a vereador dando jóia e um copo de cerveja na mão ao som de pagode, o moço volta a ser ele mesmo.
Parece que já tem uma proposta. Pense bem: essa proposta é tão boa que aparentemente você tem que implorar para alguém te convidar a ir ao país. A leitura que se faz: a empresa está cagando pra você e não assume nenhum risco. E você vai por sua própria conta se mudar a um país cujo idioma você não domina e cuja cultura é diametralmente oposta a sua...
... muitos indianos também são assim: eles se arriscam. Mas nem é tão difícil: metade da população dos Emirados é composta de indianos. A cada esquina ele encontra um conterrâneo, alguém que fala seu idioma. E quando tem fome, tem um restaurante típico. Não é à toa que brincam, chamam o país de United Indian Emirates. Se eles ganham pouco, não há problema: o diram vale 10x a rúpia. E se der errado, ele ainda tem amigos no Qatar, no Bahrein, na Arábia Saudita, ... tudo para eles é familiar. Pense nisso.
Bom, cansei. Meus braços doem. Paro por aqui.
Nota: sinto que essa sessão "Sheik Luis responde" já está ficando repetitiva demais. E isso me incomoda.
Abraços eunucos de um humilde ex-sheik.
Marcadores:
Dicas para expatriados,
Sheik Luís responde
24.1.09
Surreal: neve nos Emirados
Para quem já passou um verão nos UAE, essa notícia parece trote.
Mas aí os barbudinhos já viajam, já pensam em "capitalizar" a "atração": já falam em "pista de esqui". Oras... será que essa será a céu aberto ou vão cobrir a montanha? Não entendi nada.
Mas aí os barbudinhos já viajam, já pensam em "capitalizar" a "atração": já falam em "pista de esqui". Oras... será que essa será a céu aberto ou vão cobrir a montanha? Não entendi nada.
22.1.09
Índia: déjà vue
Um achado que me fez lembrar de algumas coisas:

Claude Lévi-Strauss, Tristes Tropiques, 1950, no capítulo "Multidão", sobre a Índia. Um cenário não muito diferente do que vi em 2007. Longe de ser uma verdade absoluta ou de propagar preconceitos, esse texto representa bem o choque dos ocidentais ao chegar às grandes cidades do país.

A repudiação permanente da noção de relações humanas. Oferece-se tudo, compromete-se a tudo, proclama-se todas as competências quando não se sabe nada. Assim, obrigam-nos de cara a negar no outro a qualidade humana que reside na boa fé, no senso de contrato e na capacidade de assumir uma obrigação. Os rickshaw boys propõem de te conduzir a qualquer lugar, quando eles são mais ignorantes que você sobre o itinerário. Como então não se importar e - qualquer escrúpulo que a gente tenha em montar em sua veículo e se deixar levar por eles - não os tratá-los como bichos porque eles te forçam a considerá-los como tais por esta desrazão que é a deles?
Claude Lévi-Strauss, Tristes Tropiques, 1950, no capítulo "Multidão", sobre a Índia. Um cenário não muito diferente do que vi em 2007. Longe de ser uma verdade absoluta ou de propagar preconceitos, esse texto representa bem o choque dos ocidentais ao chegar às grandes cidades do país.
Tributação sobre brasileiros não-residentes no Brasil
Isso aqui interessa a todo brasileiro residente no exterior:
http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2008/Perguntas/Exterior.htm
http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2008/Perguntas/Exterior.htm
14.1.09
Carnaval em Dubai
Menina de Angola deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Táxi x aluguel de carro e habilitação":
Postado por Menina de Angola no blog Dubai F. C. em Quinta-feira, 18 Dezembro, 2008
Oi Menina de Angola,
Desculpa a demora. A esta altura, você até já tomou a sua decisão, mas vamos lá: sim, nessa época do ano, acontece o Dubai Shopping Festival. Mas atenção: ele vai de 15 de janeiro a 15 de fevereiro. Se voê for no fim do mês...
Se compensa? Aí vou dizer que alguns mitos precisam cair por terra: os preços de bens não-duráveis nos Emirados Árabes são baixos, e Dubai passa metade do ano com quase todas as lojas em "promoção". A diferença é que em períodos como o DSF e o "Summer Surprises", acontecem muitos sorteios incentivando o consumo, e alguns espetáculos gratuitos nos centros comerciais. Muitas lojas fazem uma queima radical de estoque nessa época, mas em geral, tem muita loja que faz isso fora dessas temporadas também...
Um exemplo clássico é a Pierre Cardin: passa o ano com uma sessão expressiva à metade do preço o ano inteiro com coisas que realmente valem a pena. Aliás, há muitos ocidentais que não compram mais Pierre Cardin em Dubai justamente porque é barato. Argumentam que é "roupa de indiano"... em Paris, pouca gente usa terno Pierre Cardin, mas porque é muito caro!
Se você for mesmo nessa época, não espere festas como no Brasil. Aproveite para dar uma olhada nas corridas-de-cavalo. Essa é a temporada.
Ex Sheik, eu moro em Angola e estive em Dubai em Agosto (Jesus como vcs aguentam esse calor?). Mas relaxa não estou procurando emprego. Queria saber se é verdade que em fevereiro todos os shoppings entram em promoção e se vale a pena mesmo ir fazer umas comprinhas básicas. Aqui em Angola além de ser difícil encontrar itens básicos como creminhos, perfumes e eletro eletrônicos, quando a gente encontra os preços são astronomicos... Agora temos um voo direto para Dubai e não é tão caro US$ 1.000 e como vc disse que de janeiro a março a temperatura é agradável... enfim tô pensando em junta o útil ao agradável no carnaval... Mas então, o que acha o custo benefício compensa?
bj
Postado por Menina de Angola no blog Dubai F. C. em Quinta-feira, 18 Dezembro, 2008
Oi Menina de Angola,
Desculpa a demora. A esta altura, você até já tomou a sua decisão, mas vamos lá: sim, nessa época do ano, acontece o Dubai Shopping Festival. Mas atenção: ele vai de 15 de janeiro a 15 de fevereiro. Se voê for no fim do mês...
Se compensa? Aí vou dizer que alguns mitos precisam cair por terra: os preços de bens não-duráveis nos Emirados Árabes são baixos, e Dubai passa metade do ano com quase todas as lojas em "promoção". A diferença é que em períodos como o DSF e o "Summer Surprises", acontecem muitos sorteios incentivando o consumo, e alguns espetáculos gratuitos nos centros comerciais. Muitas lojas fazem uma queima radical de estoque nessa época, mas em geral, tem muita loja que faz isso fora dessas temporadas também...
Um exemplo clássico é a Pierre Cardin: passa o ano com uma sessão expressiva à metade do preço o ano inteiro com coisas que realmente valem a pena. Aliás, há muitos ocidentais que não compram mais Pierre Cardin em Dubai justamente porque é barato. Argumentam que é "roupa de indiano"... em Paris, pouca gente usa terno Pierre Cardin, mas porque é muito caro!
Se você for mesmo nessa época, não espere festas como no Brasil. Aproveite para dar uma olhada nas corridas-de-cavalo. Essa é a temporada.
Creme "Michael Jackson" em Dubai?
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Procurando emprego em Dubai":
Postado por Anônimo no blog Dubai F. C. em Segunda-feira, 12 Janeiro, 2009
ex-sheik Luis responde:
Caro Anônimo!
É sempre bom receber seus comentários. Vamos lá: não sei se vende esse creme mágico em Dubai. Em todo caso, se for de laboratório famoso e reconhecido, venderá.
Não queria fazer comentários lenga-lengas, mas espero que esse creme não vire moda. Alguém aqui acha o Michael Jackson atual bonito?
Confesso que não entendo essa neurose quase sempre das mulheres que se lançam na fogueira consumista das vaidades e não se aceitam mais como são: alisar o cabelo, torná-lo encaracolado, pintá-lo incessantemente das cores mais sintéticas, implante, usar lentes coloridas, cremes para esconder rugas, bronzeamento artificial, plástica nos dentes, regimes para manter a forma ao invés de exercícios pra manter a saúde, ... isso tudo sem falar das plásticas. Tudo isso para se enquadrar em um determinado padrão estético que mais e mais se distancia da realidade humana... que horror, todo mundo quer ser capa da Playboy. E todo a indústria por trás dessa insanidade agradece.
Mas enfim, cada um, cada um.
Beijos multi-coloridos de um ex-sheik,
Luis
gostaria de saber se e verdadeiro que existe um creme no mercado do dubai que ao passar na pele negra a pela clareia... gostaria de saber se e verdadeiro
Postado por Anônimo no blog Dubai F. C. em Segunda-feira, 12 Janeiro, 2009
ex-sheik Luis responde:
Caro Anônimo!
É sempre bom receber seus comentários. Vamos lá: não sei se vende esse creme mágico em Dubai. Em todo caso, se for de laboratório famoso e reconhecido, venderá.
Não queria fazer comentários lenga-lengas, mas espero que esse creme não vire moda. Alguém aqui acha o Michael Jackson atual bonito?
Confesso que não entendo essa neurose quase sempre das mulheres que se lançam na fogueira consumista das vaidades e não se aceitam mais como são: alisar o cabelo, torná-lo encaracolado, pintá-lo incessantemente das cores mais sintéticas, implante, usar lentes coloridas, cremes para esconder rugas, bronzeamento artificial, plástica nos dentes, regimes para manter a forma ao invés de exercícios pra manter a saúde, ... isso tudo sem falar das plásticas. Tudo isso para se enquadrar em um determinado padrão estético que mais e mais se distancia da realidade humana... que horror, todo mundo quer ser capa da Playboy. E todo a indústria por trás dessa insanidade agradece.
Mas enfim, cada um, cada um.
Beijos multi-coloridos de um ex-sheik,
Luis
10.1.09
Enquanto isso, na França...
Ele tem vontade de parar com o preservativo.
Ela também.
Eles vão primeiro fazer o teste do HIV.
Está aí o tipo de propaganda que você jamais vai ver em Dubai. A política em Dubai é muuuito mais avançada nesse aspecto:
- na hora de pedir o visto de residência, exame de HIV obrigatório e (dizem) eliminatório;
- sexo antes do casamento = crime (válida especialmente para emiratis e para aqueles que resolvem dar uma "rapidex" na praia durante o dia);
- dividir a cidade em "bairros familiares" e "bairros de solteiros";
- impedir solteiros do mesmo sexo de viverem juntos (e aplicar a lei quando convir);
- impedir as pessoas de dançarem em bares "ao ar-livre". Dançar? Só em recintos fechados;
- instituir o uso de vestidões ou calças jeans para mulheres em centros comerciais;
Afinal, a melhor prevenção é... a Prevenção!
Mas eu ia também sugerir ao governo francês para completar a propaganda: "... e depois do teste, se for trair, use camisinha."
Inocência minha: até mesmo na França há coisas que não se diz, não é mesmo?
Isso tudo me faz pensar sobre essa coisa linda que é o amor. Ah, o amor... o amor na maioria das vezes pressupõe alguma forma de exclusividade, mínima que seja. Algo que diga: "você é especial e único(a) para mim". Às vezes essa exclusividade se expressa por formas de tratamento: "Oi, meu chuchuzinho" para o parceiro. "Fala, cara", para os amigos (repare na sutileza: o chuchu é um legume sem gosto). Outras vezes ainda essa exclusividade está expressa justamente na exclusividade da parceria sexual: beijo (na boca, de língua) pode. Sexo não! Esse tipo de contrato amoroso é muito comum, diga-se de passagem, entre atores que, vez ou outra, vêem-se forçados pelas circunstâncias profissionais a tórridas cenas de amor. E pior que isso: forçados a repetir e repetir e repetir, até que fique perfeito. E a sábia atriz Vera Fischer, certa vez, sentenciou (com aparente conhecimento de causa): "não existe beijo profissional".
E por fim, chegamos ao amor moderno: "com você é sem camisinha. Com os outros é só sexo... e com camisinha! Mas isso não interfere em nada no nosso relacionamento". Sinceridade em tempos de doenças sexuais incuráveis vale mais que ouro: vale a vida. E o(a) companheiro(a) se rejubila de alegria, de ser "o escolhido(a)" para a propagação dos genes. E o marido continua a trazer proteção e sustento ao lar, a esposa continua a cuidar dos filhos, os amantes vem e vão, trazendo o prazer que se esqueceu em algum canto entre um tédio e outro, mas sem interferir na ordem cotidiana. E a vida segue.
Mas será esse o caminho do amor moderno, a aceitação da traição como um comportamento puramente humano e até, o compartilhamento das experiências, onde a exclusividade está justamente no prazer único proporcionado por essa cumplicidade? A julgar pelo crescimento da popularidade do swing (suruba) no mundo, diria que sim. E essa onda chegou até mesmo no Egito, onde um rapaz negociava um swing acabou sendo preso, meses atrás, no Cairo.
Enfim, pode até ser essa a tendência, mas isso não diz que todos têm que fazer igual (ter no plural é com acento? Essa nova regra me confundiu todo). Nem todos têm cabeça pra isso. Vejam só o caso do Egito: os outros, que nem participaram do ato em si, e portanto, a priori não tinha nada a ver com a história, mandaram prender todo mundo! Entendo: eles não tinham cabeça para viver uma experiência dessas e seguir uma vida normal, sem traumas. Só de ouvir a história, já começaram a imaginar o que nem aconteceu: suas esposas lá, e eles ali, vendo tudo, e elas lá vendo ele também, na festa com outras... um caldeirão de sensações bem próximas da loucura... prendam todo mundo! Eu não posso, ninguém pode. A melhor prevenção é mesmo a... Prevenção.
E eu o que acho isso tudo? Oras tem coisas que até mesmo em um blog não se diz, não é mesmo? Por muito menos do que isso, já vi gente em carne e osso ser despedida em Dubai, só porque emitiu comentários sobre um episódio infeliz com um tal ursinho de pelúcia que ocorreu lá no Sudão... felizmente português não é uma língua muito popular no Golfo.
Mas tudo bem, você tem razão: estou fugindo do assunto. Vou ser sincero com você, fiel leitor: eu não tenho cabeça pra essas coisas, e é por isso que sou fiel às minhas 15 concumbinas. Fidelidade é, sim, muito importante, e eu gosto! E antes que eu me esqueça: eu amo todos vocês. Um beijo (de língua) e até a próxima.
14.12.08
Táxi x aluguel de carro e habilitação
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Procurando emprego em Dubai":
Ex-sheik Luis responde:
Fala rapaz,
Essa é fácil:
Uma corrida sai por aproximadamente 1,5 dh por km. Uma corrida de 25 km sai por volta de uns 35 dh. É barato. Mas em Dubai, tudo é longe. No final das contas, fica caro.
Carro básico semi-novo... não entendi esse último detalhe. Geralmente aqui as empresas de aluguel de carro tem um padrão mínimo de qualidade, e todos os carros são novos e bem cuidados. O modelo mais barato é o Mitsubishi Lancer com motor 1.3, câmbio manual.
Você vai gastar entre 1500-2000 dh/mês. Com a gasolina barata, sai mais barato que táxi!
Uma empresa do setor: http://www.diamondlease.com
A gasolina custa 6,25 dirham/galão imperial.
Um galão imperial tem aproximadamente 3,8 litros.
Há duas condições primordiais para estar apto a dirigir e portanto, alugar carro:
1. você tem um visto de turista e uma carteira internacional de habilitação;
2. você tem um visto de residente e uma carteira local de habilitação;
ATENÇÃO: a partir do momento que o visto de residência é aplicado ao seu passaporte, você NÃO PODE MAIS dirigir com a carteira internacional. Aí é táxi até você conseguir passar na gincaninha da carteira de habilitação (alguns meses de contínua frustração).
Prepare-se, pois mais desagradável do que tirar a carteira de motorista em Dubai, só mesmo encontrar um lugar decente para morar com preço aceitável.
O lado bom é que a época de janeiro a março é a mais agradável em Dubai: você vai poder andar à pé ou bicicleta ao ar-livre. Aproveite, pois depois...
É isso aí: boa sorte!
Abraço de ex-sheik,
Luis
Olá Sheik Luis,
Tenho acompanhado seu blog a algum tempo, pois no início de Janeiro irei para Dubai a trabalho.
Uma coisa que me preocupa muito, é a questão do transporte. Li em alguns posts onde voce comenta que transporte publico praticamente não existe e taxi é uma alternativa. Voce tambem citou a possibilidade de alugar um carro, que seria algo bem em conta.
Por isso quero te perguntar:
1- Qual é em média o custo de taxi por ai?
2- Qual é o custo de se alugar um carro básico semi-novo por mês ou semana?
3- Qual o custo da gasolina?
4- E carteira de habilitação? Nós brasileiros podemos utilizar nossa carteira por quanto tempo? Temos que tirar nova licença? Como funciona habilitação?
Grato pela ajuda e parabéns pelo blog.
Abraços
Wesley
Ex-sheik Luis responde:
Fala rapaz,
Essa é fácil:
1- Qual é em média o custo de taxi por ai?
Uma corrida sai por aproximadamente 1,5 dh por km. Uma corrida de 25 km sai por volta de uns 35 dh. É barato. Mas em Dubai, tudo é longe. No final das contas, fica caro.
2- Qual é o custo de se alugar um carro básico semi-novo por mês ou semana?
Carro básico semi-novo... não entendi esse último detalhe. Geralmente aqui as empresas de aluguel de carro tem um padrão mínimo de qualidade, e todos os carros são novos e bem cuidados. O modelo mais barato é o Mitsubishi Lancer com motor 1.3, câmbio manual.
Você vai gastar entre 1500-2000 dh/mês. Com a gasolina barata, sai mais barato que táxi!
Uma empresa do setor: http://www.diamondlease.com
3- Qual o custo da gasolina?
A gasolina custa 6,25 dirham/galão imperial.
Um galão imperial tem aproximadamente 3,8 litros.
4- E carteira de habilitação? Nós brasileiros podemos utilizar nossa carteira por quanto tempo? Temos que tirar nova licença? Como funciona habilitação?
Há duas condições primordiais para estar apto a dirigir e portanto, alugar carro:
1. você tem um visto de turista e uma carteira internacional de habilitação;
2. você tem um visto de residente e uma carteira local de habilitação;
ATENÇÃO: a partir do momento que o visto de residência é aplicado ao seu passaporte, você NÃO PODE MAIS dirigir com a carteira internacional. Aí é táxi até você conseguir passar na gincaninha da carteira de habilitação (alguns meses de contínua frustração).
Prepare-se, pois mais desagradável do que tirar a carteira de motorista em Dubai, só mesmo encontrar um lugar decente para morar com preço aceitável.
O lado bom é que a época de janeiro a março é a mais agradável em Dubai: você vai poder andar à pé ou bicicleta ao ar-livre. Aproveite, pois depois...
É isso aí: boa sorte!
Abraço de ex-sheik,
Luis
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O preço das coisas,
Sheik Luís responde
18.11.08
Área portuária
Terça-feira, 28 Outubro, 2008 ariosvaldo disse...
Segunda-feira, 17 Novembro, 2008 ariosvaldo disse...
ex-Sheik Luis responde:
Caro leitor exigente,
Vamos lá: tem chance? Sim, sempre tem. Na área portuária, há posições abertas para estrangeiros. Se o que eles têm a oferecer te interessará, já é outro caso...
Vamos falar um pouco dos portos existentes na região nos emirados mais importantes:
Dubai
Em Dubai, há dois portos: Port Rashid (o mais antigo, no centro da cidade) e o monstruoso Jebel Ali Terminal, o verdadeiro terminal de cargas de Dubai. Ambos são operados pela empresa Dubai Port World, ou simplesmente DP World.
As vagas de trabalho abertas estão disponíveis aqui.
Sharjah
Sharjah possui 3 portos: Port Khalid, Hamriyah Port e Khorfakkan Port (este último, já do outro lado leste do Emirado, face ao Oceano Índico).
Eles sao operados pelo departamento estatal: http://www.sharjahports.ae
Para consultar as carreiras disponiveis :
http://www.sharjahports.ae/candidatehome.php (é necessário se cadastrar).
Abu Dhabi
O porto mais importante de Abu Dhabi, terminal de cargas, é o Mina Zayed (Porto Zayed), seguido de outros portos menores, Mussafah e Ras Sadr. Todos são operados pela Abu Dhabi Ports Company.
Carreiras disponiveis : http://hr.adpc.ae/careers
Omã
Você não está contente com o trabalho nos portos do Brasil. Você quer trabalhar nos Emirados Árabes... sinal que você realmente gosta de rock. Então, rock por rock, por que não tentar uma vaga no país vizinho?
O porto mais importante do Sultanato de Omã é o Porto de Salalah, a aproximadamente 1000 km da capital, Musqat, quase na divisa com o Iêmen. Não sei como está hoje, mas há 2 anos atrás, a Vale do Rio Doce construía um terminal para si neste porto. Mais informações sobre o porto:
http://www.salalahport.com/
Tem um link neste site para "carreiras" (embora não haja nenhuma vaga disponível no momento):
http://www.salalahport.com/careers.aspx
Grandes do setor
Você pode tentar também entrar em contato com as grandes do setor que operam em Dubai. A Evergreen é de Taiwan, a COSCO, chinesa:
Evergreen: http://www.evergreen-marine.com/
COSCO: http://www.cosco.com/en/index.jsp
Subsidiária da CORASCO no UAE: http://www.cosraco.com/
Bom, se quiser realmente trabalhar por aqui, vai ter que pesquisar estes sites, avaliar as oportunidades disponíveis, quem sabe contactar o RH dessas empresas. As ferramentas para começar estão aqui. Mãos à obra!
Abraço de ex-xeirrrr,
Luís
Olá Luiz, trabalho na faixa portuária na função de operador de portainers. Gostaria de saber se tenho chance de conseguir um emprego na área, tenho experiencia de 7 anos.
Segunda-feira, 17 Novembro, 2008 ariosvaldo disse...
gostaria de saber a resposta
ex-Sheik Luis responde:
Caro leitor exigente,
Vamos lá: tem chance? Sim, sempre tem. Na área portuária, há posições abertas para estrangeiros. Se o que eles têm a oferecer te interessará, já é outro caso...
Vamos falar um pouco dos portos existentes na região nos emirados mais importantes:
Dubai
Em Dubai, há dois portos: Port Rashid (o mais antigo, no centro da cidade) e o monstruoso Jebel Ali Terminal, o verdadeiro terminal de cargas de Dubai. Ambos são operados pela empresa Dubai Port World, ou simplesmente DP World.
As vagas de trabalho abertas estão disponíveis aqui.
Sharjah
Sharjah possui 3 portos: Port Khalid, Hamriyah Port e Khorfakkan Port (este último, já do outro lado leste do Emirado, face ao Oceano Índico).
Eles sao operados pelo departamento estatal: http://www.sharjahports.ae
Para consultar as carreiras disponiveis :
http://www.sharjahports.ae/candidatehome.php (é necessário se cadastrar).
Abu Dhabi
O porto mais importante de Abu Dhabi, terminal de cargas, é o Mina Zayed (Porto Zayed), seguido de outros portos menores, Mussafah e Ras Sadr. Todos são operados pela Abu Dhabi Ports Company.
Carreiras disponiveis : http://hr.adpc.ae/careers
Omã
Você não está contente com o trabalho nos portos do Brasil. Você quer trabalhar nos Emirados Árabes... sinal que você realmente gosta de rock. Então, rock por rock, por que não tentar uma vaga no país vizinho?
O porto mais importante do Sultanato de Omã é o Porto de Salalah, a aproximadamente 1000 km da capital, Musqat, quase na divisa com o Iêmen. Não sei como está hoje, mas há 2 anos atrás, a Vale do Rio Doce construía um terminal para si neste porto. Mais informações sobre o porto:
http://www.salalahport.com/
Tem um link neste site para "carreiras" (embora não haja nenhuma vaga disponível no momento):
http://www.salalahport.com/careers.aspx
Grandes do setor
Você pode tentar também entrar em contato com as grandes do setor que operam em Dubai. A Evergreen é de Taiwan, a COSCO, chinesa:
Evergreen: http://www.evergreen-marine.com/
COSCO: http://www.cosco.com/en/index.jsp
Subsidiária da CORASCO no UAE: http://www.cosraco.com/
Bom, se quiser realmente trabalhar por aqui, vai ter que pesquisar estes sites, avaliar as oportunidades disponíveis, quem sabe contactar o RH dessas empresas. As ferramentas para começar estão aqui. Mãos à obra!
Abraço de ex-xeirrrr,
Luís
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