xxxx deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Escola de futebol":
Hello;
My name is xxxxx, 02 children got married where I live and socially.
Objectives:
Be aware of new culture, improve the language, pay growth for professional goals, education.
Educational Level:
- Formed in Esdatual School of Government.
- Formed in theology in private schools.
- Technical degree in industrial mechanics private
- Formed in progress in the Police Fire Brigade for Fire Department of Brazil.
- Formed ongoing control of expenses and desperticios.
- Driver and mociclista approved by the organ of the federal government.
- course English organ of the government
Professional experience:
- 03 years Promenade hotel - motorist, Valet and reception.
- 09 years equity security of shopping.
- 03 years of help construction.
- 06 years of theology in IBL assistant.
- 07 years working private.
- 16 years driver and rider.
- 02 years in industry and maintenance assistant.
Charter:
I learned of a possible wave conceptualized this company where I am as a candidate to wave, I am immediately available for admission.
I am available full time or part.
just need an invitation letter to lodge immigration in Brazil.
thank
xxxx
Postado por xxxx no blog Dubai F. C. em Segunda-feira, 26 Janeiro, 2009
Caro amigo,
Primeiramente, respeito muito os seus 46 anos de experiência. Infelizmente, não posso te ajudar, a não ser com meus humildes conselhos, que por vezes profiro enquanto lixo minhas belas unhas, entre uma baforada e outra de xixa sabor banana.
E se você quer um conselho, aqui vai um: muito cuidado com o que você escreve. Escrever é uma exposição imensa: através de nossas palavras, dizemos muito sobre nossa personalidade, muito mais do que imaginamos. Não é por outra razão que mantenho fiéis fileiras de escravos e conselheiros eunucos, que revisam cada letra, cada vírgula; reviram e desnudam cada nuance de meu texto, lançam-me uma intifada de pedras antes que este seja exposto aos leões. E nem este zelo me exime do ridículo.
Permita-me por alguns instantes ser um desses trabalhadores que, com um lustroso bigode, dá-lhe ardidas chicotadas em suas costas nuas: você claramente tentou caprichar em seu texto. Você deu o melhor de si, escrevendo em um idioma que ainda não domina. Respeitada a tentativa de comunicação - que é válida - a leitura de seu texto causa constrangimento, colocando em xeque a sua vasta experiência.
Constrangimento de quem assiste um casamento humilde: está lá o moço ao lado do altar; pela primeira vez ele veste um terno (alugado); passara a manhã tratando do cabelo (com gel). O topete ficou bonito. Colocou no pulso o relógio dourado que ganhou da avó. Diante de si, a cena não é diferente: seus pais estão ali, orgulhosos de casar um filho. Eles também vestem suas melhores roupas, o sapato que se guarda para as ocasiões especiais. O vestido de sua mãe, bem verdade, está um pouco apertado. Mas não há outro... a moça noiva chega na escadaria, saindo do carro do moço, um Volkswagen Apolo
tunado - faróis de neon, rodas de liga leve, som para incomodar um quarteirão, ... - e só o seu deus sabe quanto sacrifício é que se fez para se ter esse rapaz cafona tocando trompete na Igreja, esse orgão, esse cantor de terno e gravata com voz mansa, toda essa decoração de flores organizada pela empresa que joga com a necessidade do moço de se sentir
incluído, de não ser tratado mais uma vez
como um humilde incitando-o a um gasto que lhe escravizará por meses, talvez anos. Mas pouco importa, agora os dois aguardam a benção da
autoridade e o juramento: "Até que a morte os separe...". Marido e mulher! Na hora da foto, eles fazem caras de bonitos apaixonados. Horrível.
Tudo seria triste e doloroso demais a suportar, não fosse a festa que se segue. Na festa do moço está a sua salvação, caro amigo: já em casa, vestindo suas alpargatas, de bermuda e camiseta com a foto de seu candidato a vereador dando jóia e um copo de cerveja na mão ao som de pagode, o moço volta a ser ele mesmo.
Parece que já tem uma proposta. Pense bem: essa proposta é tão boa que aparentemente você tem que implorar para alguém te convidar a ir ao país. A leitura que se faz: a empresa está
cagando pra você e não assume nenhum risco. E você vai por sua própria conta se mudar a um país cujo idioma você não domina e cuja cultura é diametralmente oposta a sua...
... muitos indianos também são assim: eles se arriscam. Mas nem é tão difícil: metade da população dos Emirados é composta de indianos. A cada esquina ele encontra um conterrâneo, alguém que fala seu idioma. E quando tem fome, tem um restaurante típico. Não é à toa que brincam, chamam o país de
United Indian Emirates. Se eles ganham pouco, não há problema: o diram vale 10x a rúpia. E se der errado, ele ainda tem amigos no Qatar, no Bahrein, na Arábia Saudita, ... tudo para eles é familiar. Pense nisso.
Bom, cansei. Meus braços doem. Paro por aqui.
Nota: sinto que essa sessão "Sheik Luis responde" já está ficando repetitiva demais. E isso me incomoda.
Abraços eunucos de um humilde ex-sheik.