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27.10.07
2.6.07
Irish Village: drink or leave

Everything was set to be a great Friday evening: during the day, I received more than 10 text messages on my mobile from passionate Brazilians inviting me to see the friendly football match England x Brasil at Irish Village.
Brazilians generally love football and also love to go the Irish Village, where the around 300-people community usually goes for a brunch, a drink, or even to support their traditional parties like Saint Patrick’s Day. However, from what I saw last night, it is clear that this feeling is not reciprocal: less than 5 minutes after my arrival there and before any waiter came to me, I was approached by a security guy in a very offensive manner asking me whether I was drinking or not. I said I was not, so he said in very rude way:
Drink or leave!
At first, I did not get the point and thought I was doing something wrong, so I asked why. He explained in his usual politeness:
Drink or leave, that’s the rule of the house. If you do not feel good with this, please the door is opened!
Drink or leave. I thought I had enough in Dubai with those couples-only nights, or those places who have face prices, and now, drink or leave. Nice marketing lesson: to sell more, threaten/push your clients! Would you feel likely to consume anything in such conditions? I simply left the place and I went to Sapphire, where I had a very nice reception and where I could eventually see the match and consume whatever I wanted without threats.
After the match, I went back to Irish Village and comment the incident with other Brazilians outside the pub and most of them reported that they were also threatened. One of them reported that when he asked why the guy was bothering him, the security guy advised him to discuss it with the (big) doorman…
I went to the manager and complained this embarrassing and ashaming approach. He apologized me for the incident and said they were doing this because the group flooded the house, had not reserved places and he ended with a not convincing argument that they were not consuming enough.
Not consuming enough, very subjective. I would argue that if they wanted to make the place exclusive for those with reservations, or condition the entrance to a minimal consumption, they should do it clearly, but I think one fact explains everything: they were doing this only to those dressing the Brazilian national football team jersey or speaking Portuguese in the pub…
Well I think we don’t need to be Brazilian to see that these kind of treatment is unacceptable and I’m advising all my friends not to get back to Irish Village, which has proved to be a non-friendly place, at least to the Brazilian community in Dubai.
+++
Tudo mostrava que teríamos um grande noite de sexta-feira: durante o dia, recebi mais de 10 SMS no meu celular de brasileiros convidando-me para assistir o amistoso Inglaterra x Brasil no Irish Village.
Brasileiros geralmente gostam de futebol and gostam também do Irish Village, onde comunidade de cerca de 300 pessoas vai para comer, beber ou mesmo para prestigiar suas tradicionais festas como o Dia de Saint Patrick. Entretanto, a partir do que pude ver ontem a noite, este sentimento não é recíproco: menos de 5 minutos após a minha chegada ao local, fui abordado por um segurança de maneira bem agressiva perguntando se eu estava bebendo ou não. Eu disse que não, então ele disse de maneira bem rude:
Beba ou saia!
E início, eu não entendi e pensei que estava fazendo algo errado, então eu pedi para ele explicar do que se tratava, ao qual ele explicou com sua habitual delicadeza:
Beba ou saia, esta é a regra da casa. Se você não se sente confortável com isso, por favor a porta está aberta!
Beba ou saia. Eu pensei que já tinha visto de tudo em Dubai como as noites só para casais, ou ainda certas casas noturnas que definem o preço pela sua aparência, e agora beba ou saia. Essa foi a primeira vez isso aconteceu comigo lá. Boa lição de marketing: para vender mais, ameace/force a barra com seus clientes.! Você se sentiria à vontade para consumir algo nestas condições? Eu saí do lugar e fui para o Sapphire, onde eu fui bem recebido e pude finalmente ver a partida, e até mesmo consumir algo sem ameaças.
Após a partida, voltei ao Irish Village e comentei o ocorrido com outros brasileiros fora do bar e a maioria reportou que também tinham sido ameaçados. Um deles disse que ao perguntar a razão de tanto assédio, o segurança recomendou-o a discutir isso com o porteiro (um armário)...
Fui até o gerente reclamar da vergonhosa e desagradável abordagem. Ele desculpou-se pelo incidente e disse que assim o fizeram porque o grupo lotou a casa, não reservou lugares e por fim terminou com um argumento pouco convicente de que eles não estavam consumindo o bastante.
Consumir o bastante, muito subjetivo. I iria argumentar qu se eles quisessem manter o local exclusivo para aqueles com reserva, ou condicionar a entrada a uma consumação mínima, eles deveriam fazê-lo claramente, mas eu penso que uma coisa explica tudo: eles estavam abordando apenas as pessoas com camisas da seleção brasileira ou que falavam português... outras pessoas entraram no pub no mesmo momento e não receberam o mesmo tratamento.
Bom, eu penso que a gente não precisa ser brasileiro para ver que este tipo de tratamento é inaceitável e estou recomendando a todos os meus amigos para evitar voltar ao Irish Village, que mostrou-se um lugar não-amigável, ao menos para a comunidade brasileira em Dubai.
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Dor-de-cabeça SA
19.12.06
No correio
Abro a minha caixa postal e oba! Uma carta. Epa! É do Emirates Post. Upa! Ela diz assim: "Please don't forget to renew your signature until the end of January 2007!"
Sensacional: não faz nem um mês que paguei a assinatura anual para descobrir que anual para eles é de janeiro a dezembro. Lá vou eu buscar recibos, voltar nos correios, ... enfim, seria de admirar se tudo desse certo de primeira, sem nenhuma dor-de-cabeça.
Sensacional: não faz nem um mês que paguei a assinatura anual para descobrir que anual para eles é de janeiro a dezembro. Lá vou eu buscar recibos, voltar nos correios, ... enfim, seria de admirar se tudo desse certo de primeira, sem nenhuma dor-de-cabeça.
11.10.06
A conta no HSBC
Há mais de um mês atrás, solicitei ao gerente de vendas do HSBC a abertura de uma conta. O rapaz veio até a empresa, Adriano, um simpático filipino. Deu-me uma pasta com apresentações sobre o banco, e por fim, disse: os cartões chegam em uma semana (cartão de débito, crédito VISA e Mastercard).
Dia 12/09/2006, recebi um SMS: "Bom dia, sr. Luís: sua conta foi aberta, número tal e tal.".
Há duas semanas, liguei para o gerente que abriu minha conta: "onde estão meu cartões?". Ele se desculpou e disse que tinham feito uma mudança de versão no sistema do banco e que nesta mudança, o meu pedido se perdeu e prometeu os cartões em uma semana.
Hoje, dia 11 de outubro. Passou-se um mês e ainda não recebi nem o cartão de débito, muito menos os de crédito. Encontrei em um arquivo de correspondências perdidas da empresa uma carta do HSBC para mim: é a senha para o phone banking.
Chega de esperar: fui até a agência, em Jebel-Ali, a 25 Dh de táxi para ir, outros 25 DH para voltar. Um almoço em um bom restaurante sai por 30 DH. Chego lá e a mocinha o atendimento me surpreende: "chegou apenas um talão de cheque para você, mas não há nenhum registro de pedido de cartão de débito e crédito". Tento ligar para o filipino, caixa postal.
Refiz o pedido para o cartão de débito, o que me interessa. A promessa é que domingo posso passar na agência para pegá-lo pessoalmente. Quanto menos intermediários, melhor...
Dia 12/09/2006, recebi um SMS: "Bom dia, sr. Luís: sua conta foi aberta, número tal e tal.".
Há duas semanas, liguei para o gerente que abriu minha conta: "onde estão meu cartões?". Ele se desculpou e disse que tinham feito uma mudança de versão no sistema do banco e que nesta mudança, o meu pedido se perdeu e prometeu os cartões em uma semana.
Hoje, dia 11 de outubro. Passou-se um mês e ainda não recebi nem o cartão de débito, muito menos os de crédito. Encontrei em um arquivo de correspondências perdidas da empresa uma carta do HSBC para mim: é a senha para o phone banking.
Chega de esperar: fui até a agência, em Jebel-Ali, a 25 Dh de táxi para ir, outros 25 DH para voltar. Um almoço em um bom restaurante sai por 30 DH. Chego lá e a mocinha o atendimento me surpreende: "chegou apenas um talão de cheque para você, mas não há nenhum registro de pedido de cartão de débito e crédito". Tento ligar para o filipino, caixa postal.
Refiz o pedido para o cartão de débito, o que me interessa. A promessa é que domingo posso passar na agência para pegá-lo pessoalmente. Quanto menos intermediários, melhor...
5.10.06
Contas da casa

Estou quase desistindo de morar onde mal entrei.
Ontem chegou o DEWA - conta de água e luz da casa. Valor para cada um: mais de 500 DH (R$ 300). Valor para cada morador no mês passado: 120 DH (R$ 72).
Questionado, o sr. Mohammed explicou o que aconteceu: até o mês passado, a conta de DEWA da casa estava no nome de um emirati. Pequeno detalhe: locais não pagam água e pagam apenas 25% do valor da tarifa de energia elétrica. Em outras palavras, os estrangeiros que aqui moram pagam a água e 75% da energia elétrica dos locais.

Agora a conta foi passada para o nome da empresa de carburadores dele, e deu no que deu. O valor que veio é mais do que o dobro do valor de DEWA de um estúdio.
Isso sem contar a sujeira nas partes comuns (tirei duas vezes o lixo, e ninguém mais tirou desde então).
3.10.06
"Lembretes" no celular
Há dois dias, recebi uma carta embaixo da porta do meu quarto dizendo:
"Pague o aluguel e o depósito entre os dias 1 e 3, ou a eletricidade de seu quarto será cortada."
Hoje, último dia para pagar o aluguel e o depósito, recebo o seguinte SMS:
"Deposite seu aluguel hoje sem falhas para evitar a desconexão (da eletricidade). Assinado: sr. Mohammed".
Respondi:
"Relacionamento não se constrói com desconfiança."
Dez minutos depois, meu telefone toca: é ele pedindo desculpas.
Isso é Dubai. Dubai Futebol Clube.
"Pague o aluguel e o depósito entre os dias 1 e 3, ou a eletricidade de seu quarto será cortada."
Hoje, último dia para pagar o aluguel e o depósito, recebo o seguinte SMS:
"Deposite seu aluguel hoje sem falhas para evitar a desconexão (da eletricidade). Assinado: sr. Mohammed".
Respondi:
"Relacionamento não se constrói com desconfiança."
Dez minutos depois, meu telefone toca: é ele pedindo desculpas.
Isso é Dubai. Dubai Futebol Clube.
A internet lá em casa
Antes de mudar para a casa, a primeira pergunta que fiz ao sr. Mohammed foi: “tem acesso à internet?”
Não se preocupe - disse ele - Jo-Anne já solicitou, então logo a casa já terá acesso à internet. Aí você conversa com ela.
Pois bem. Ainda não havia me mudado para o quarto quando perguntei à inglesa:
- Sim, eu já solicitei o acesso à internet. Na verdade, eu trabalho em casa e a empresa paga meu acesso. Mas você poderá usá-la sem problemas. Eu te passo a senha... – disse ela.
- Espera um pouco, não preciso de favores. Eu quero dividir o valor da internet. Eu preciso de acesso à internet.
- Não, mas minha empresa paga o acesso. Aí você pode usar, de graça, sem problemas.
Perfeito, não?! Aluguel sem precisar pagar 6 meses adiantado, e com acesso à internet banda larga gratuita. Esse é o esquema, senti-me “surfando a onda”, o esperto, dominando os esquemas de Dubai.
Uma semana depois, mudo-me para a casa. Vi que ela usa um modem que já é roteador wi-fi. Isso significa usar internet sem-fio. Baixei o manual na rede, estudei-o, comprei um cabo de rede. Cheguei com todo o aparato decidido a configurar meu acesso, a inglesa se esquiva: “Ah sim, vamos ver.”
- Tem ou não tem problema? Já disse que se for o caso eu posso pedir mais uma conexão...
- Isso vai alterar a qualidade de minha conexão? Eu não entendo nada de computadores, mas preciso de uma conexão 100%...
Expliquei para ela: o máximo que poderia acontecer seria uma diminuição na velocidade de conexão, e não afetaria em nada a força do sinal wi-fi. Mesmo assim, só quando eu ligasse meu computador...
Não dei outra: mal conectei o cabo, falei para ela testar o sinal e ela berrou: “caiu pela metade! Caiu pela metade! Você quebrou a internet!” Porra, Jo, não tem nada a ver uma coisa com a outra... esse é o sinal wi-fi... não misture as coisas...
Para quem não é engenheiro de computação, explico: o sinal wi-fi são ondas eletromagnéticas, como celular ou telefone sem-fio, sujeito à interferências causadas, por exemplo, quando se aproxima um computador de qualquer aparelho que emita freqüências eletromagnéticas, como um outro computador ou um celular. Por alguma razão, naquele momento, o computador da moça estava sofrendo interferência. Eu não havia quebrado nada.
Além de ter que lidar com o medo da menina que não conhece nada de informática, eu estava diante de um problemão: o modem estava configurado para permitir um acesso por vez. Isso não estava no manual. Quando conectei meu micro, o de Jo perdeu a conexão. Quando conectei o dela, em alguns minutos eu perdi a minha conexão. Que lixo. Não descobri como arrancar esta restrição. Eu nervoso, suando frio, e a menina do meu lado, histérica.
Resumindo: a menina ficou apavorada. Falou que os técnicos da empresa viriam à casa no final do mês para checar se ela fez bom uso da internet. Que ridículo, colocaram medo na menina, eles nem têm como fazer isso. E agora, qualquer problema que ocorrer com a internet, a culpa é minha, né? Não quero mais.
Agora fiquei numa sinuca-de-bico. Se quiser ter internet por minha conta, tenho que:
Não se preocupe - disse ele - Jo-Anne já solicitou, então logo a casa já terá acesso à internet. Aí você conversa com ela.
Pois bem. Ainda não havia me mudado para o quarto quando perguntei à inglesa:
- Sim, eu já solicitei o acesso à internet. Na verdade, eu trabalho em casa e a empresa paga meu acesso. Mas você poderá usá-la sem problemas. Eu te passo a senha... – disse ela.
- Espera um pouco, não preciso de favores. Eu quero dividir o valor da internet. Eu preciso de acesso à internet.
- Não, mas minha empresa paga o acesso. Aí você pode usar, de graça, sem problemas.
Perfeito, não?! Aluguel sem precisar pagar 6 meses adiantado, e com acesso à internet banda larga gratuita. Esse é o esquema, senti-me “surfando a onda”, o esperto, dominando os esquemas de Dubai.
Uma semana depois, mudo-me para a casa. Vi que ela usa um modem que já é roteador wi-fi. Isso significa usar internet sem-fio. Baixei o manual na rede, estudei-o, comprei um cabo de rede. Cheguei com todo o aparato decidido a configurar meu acesso, a inglesa se esquiva: “Ah sim, vamos ver.”
- Tem ou não tem problema? Já disse que se for o caso eu posso pedir mais uma conexão...
- Isso vai alterar a qualidade de minha conexão? Eu não entendo nada de computadores, mas preciso de uma conexão 100%...
Expliquei para ela: o máximo que poderia acontecer seria uma diminuição na velocidade de conexão, e não afetaria em nada a força do sinal wi-fi. Mesmo assim, só quando eu ligasse meu computador...
Não dei outra: mal conectei o cabo, falei para ela testar o sinal e ela berrou: “caiu pela metade! Caiu pela metade! Você quebrou a internet!” Porra, Jo, não tem nada a ver uma coisa com a outra... esse é o sinal wi-fi... não misture as coisas...
Para quem não é engenheiro de computação, explico: o sinal wi-fi são ondas eletromagnéticas, como celular ou telefone sem-fio, sujeito à interferências causadas, por exemplo, quando se aproxima um computador de qualquer aparelho que emita freqüências eletromagnéticas, como um outro computador ou um celular. Por alguma razão, naquele momento, o computador da moça estava sofrendo interferência. Eu não havia quebrado nada.
Além de ter que lidar com o medo da menina que não conhece nada de informática, eu estava diante de um problemão: o modem estava configurado para permitir um acesso por vez. Isso não estava no manual. Quando conectei meu micro, o de Jo perdeu a conexão. Quando conectei o dela, em alguns minutos eu perdi a minha conexão. Que lixo. Não descobri como arrancar esta restrição. Eu nervoso, suando frio, e a menina do meu lado, histérica.
Resumindo: a menina ficou apavorada. Falou que os técnicos da empresa viriam à casa no final do mês para checar se ela fez bom uso da internet. Que ridículo, colocaram medo na menina, eles nem têm como fazer isso. E agora, qualquer problema que ocorrer com a internet, a culpa é minha, né? Não quero mais.
Agora fiquei numa sinuca-de-bico. Se quiser ter internet por minha conta, tenho que:
- pedir uma carta de não-objeção para o dono da casa (o landlord)
- tentar convencer a operadora a aceitar instalar dois pontos de acesso à internet na mesma casa (imagine você querer colocar 2 Speedy em sua casa em SP com assinantes diferentes...)
- assinar um contrato de 1 ano, com multa de recisão de 300 DH (R$ 180)
Não tenho planos de ficar nesta casa além de novembro, então deixa o acesso à internet pra lá.
2.10.06
Preocupação do dia
Todo dia em Dubai é dia de dor-de-cabeça. Preocupação do dia: pagar ou não o security deposit do aluguel.
Em quase todo lugar, quando se aluga algum imóvel por aqui, é requisitado o depósito de um mês de aluguel que fica retido para caso você sair sem avisar ou quebrar alguma coisa na casa.
Os fatos que pesam contra eu pagar:
Em quase todo lugar, quando se aluga algum imóvel por aqui, é requisitado o depósito de um mês de aluguel que fica retido para caso você sair sem avisar ou quebrar alguma coisa na casa.
Os fatos que pesam contra eu pagar:
- o esquema é ilegal, e não estou lidando com uma imobiliária
- a inglesa falou que ouviu o próprio cara com quem eu negocio dizendo há um tempo atrás que jamais devolveria o valor do depósito de outra pessoa que entrou na casa
- o Ghisi aqui do lado falou: "não paga esse depósito, você nunca vai reaver esse dinheiro!" Opinião de chefe pesa
- a marroquina, o francês de Martinica e a inglesa não pagaram depósito
Os fatos que pesam a favor:
- o cara foi honesto: mês passado paguei o mês inteiro e só entrei depois. Ele está me cobrando 23 dias de aluguel em vez de 30
- o Alon, sul-africano, pagou o depósito, a Sandrella, síria, pagou um ano adiantado de aluguel. Ou seja, tem gente que pagou...
Definitivamente, não sei o que fazer. Se não pagar esse depósito, vou ficar sendo perseguido por essa máfia que aluga quartos ilegalmente, ou seja, mais dor-de-cabeça. Se pagar, estarei comprando uma dor-de-cabeça futura.
1.10.06
As pernas da mesa no IKEA
Há quase 1 mês atrás, comprei armário, cama e uma tábua de mesa no IKEA. Para quem não conhece, o IKEA é algo como uma Tok- Stok, de artigos para casa, mas com preços bem acessíveis. Você não compra as peças inteiras: você anota o código de cada item que compõe o artigo que quer comprar e o busca diretamente no estoque.
De fato, eu ia comprar apenas a cama e o armário. Eu havia gostado da mesa: mesa amarela, em formato de ovo. Mas um pequeno detalhe me fez desistir: as pernas, vendidas separadamente, estavam em falta.
O vendedor me convenceu a levar a tábua e a buscar as pernas mais tarde: com isso atingiria o valor a partir do qual a entrega seria gratuita. Bom negócio: a entrega é praticamente o preço da mesa. Levei a tábua da mesa sem as pernas.
O vendedor me recomendou: “a perna deve chegar no meio da semana que vem”. Beleza. Fui na loja no final-de-semana. Que bela notícia: “as pernas chegaram, mas já esgotaram mais uma vez. Volte aqui daqui a 2 semanas.”
Voltei a ligar no IKEA nesta semana. As pernas voltaram a chegar e voltaram a acabar. Eu não sei que raios de gente compra tanta perna de mesa assim, mas suspeito de uma estupidez do próprio IKEA: eles têm mais tábuas de mesas do que pernas no estoque, proporcionando assim um previsível desgosto para seus clientes, que terão que disputar à tapa as perninhas para as suas tábuas de mesa.
Resumo da ópera: agora a atendente disse que as pernas chegarão apenas dentro de um mês. Eles não fazem reserva. Deram-me o telefone da loja de Abu-Dhabi, mas já me avisaram: “durante o Ramadã, a loja de lá só abre das 7h ao meio-dia.”
Eu estava quase ligando, e já pesquisando como fazer pra ir pra Abu-Dhabi (150 km daqui), mas agora que me toquei: por que EU é que tenho que ter essa DOR-DE-CABEÇA? Hoje estou decidido a resolver meus problemas: vou escrever a porcaria da carta para o hotel, depois vou pegar a tábua da mesa e ir até o IKEA. Quero meu dinheiro de volta.
Mais uma experiência extremamente frustrante em Dubai. Eu ainda me pergunto por que é que tudo aqui precisa ser resolvido no grito. Isso me causa um mal-estar terrível, creio que nunca vou me acostumar com isso.
De fato, eu ia comprar apenas a cama e o armário. Eu havia gostado da mesa: mesa amarela, em formato de ovo. Mas um pequeno detalhe me fez desistir: as pernas, vendidas separadamente, estavam em falta.
O vendedor me convenceu a levar a tábua e a buscar as pernas mais tarde: com isso atingiria o valor a partir do qual a entrega seria gratuita. Bom negócio: a entrega é praticamente o preço da mesa. Levei a tábua da mesa sem as pernas.
O vendedor me recomendou: “a perna deve chegar no meio da semana que vem”. Beleza. Fui na loja no final-de-semana. Que bela notícia: “as pernas chegaram, mas já esgotaram mais uma vez. Volte aqui daqui a 2 semanas.”
Voltei a ligar no IKEA nesta semana. As pernas voltaram a chegar e voltaram a acabar. Eu não sei que raios de gente compra tanta perna de mesa assim, mas suspeito de uma estupidez do próprio IKEA: eles têm mais tábuas de mesas do que pernas no estoque, proporcionando assim um previsível desgosto para seus clientes, que terão que disputar à tapa as perninhas para as suas tábuas de mesa.
Resumo da ópera: agora a atendente disse que as pernas chegarão apenas dentro de um mês. Eles não fazem reserva. Deram-me o telefone da loja de Abu-Dhabi, mas já me avisaram: “durante o Ramadã, a loja de lá só abre das 7h ao meio-dia.”
Eu estava quase ligando, e já pesquisando como fazer pra ir pra Abu-Dhabi (150 km daqui), mas agora que me toquei: por que EU é que tenho que ter essa DOR-DE-CABEÇA? Hoje estou decidido a resolver meus problemas: vou escrever a porcaria da carta para o hotel, depois vou pegar a tábua da mesa e ir até o IKEA. Quero meu dinheiro de volta.
Mais uma experiência extremamente frustrante em Dubai. Eu ainda me pergunto por que é que tudo aqui precisa ser resolvido no grito. Isso me causa um mal-estar terrível, creio que nunca vou me acostumar com isso.
O presente do hotel
Uma das coisas mais duras para mim em Dubai é que as coisas só acontecem de fato quando você ocorre um confronto, quando você é duro e “arma o barraco”. Definitivamente, discussões e o teatro da negociação pesada não é minha praia. Mas aqui as coisas só acontecem assim.
Qual não foi minha surpresa, dias antes de sair do hotel (16/09/2006) quando recebo debaixo da porta um papel dizendo assim:
“Mr. Luis
In appreciation of your patronage, I am pleased to offer you a unique personalised watch as compliments from our hotel.
Kindly contact our guest service or on 050-7598142 who would be glad to organise your visit to the watch gallery for creating this watch.
The team”
Não era um presente pequeno: poderia trocá-lo por um relógio de até 175 dirham (mais de R$ 100).
Ligo no número mencionado:
- Senhor Luís, o senhor precisa agendar um horário para que o nosso motorista possa buscá-lo. Isso foi num sábado.
- Ok. Então vamos marcar para hoje.
- Impossível senhor, nossos horários já estão cheios para hoje. Trabalhamos apenas em qualquer horário entre 11h e 18h.
- Então... eu trabalho das 9h às 18h... então marca pra mim às 18h.
- Senhor... poderia ser às 17:30h?
- Tudo bem, amanhã às 17:30h.
Ok. Dia seguinte, acordo mais cedo, pedalo até o trabalho mais cedo. Saio mais cedo, com muito sacrifício. Chego no hotel 17:20h e espero... 17:30h... nada. Vamos esperar... 17:45h, nada. 18h. Aconteceu alguma coisa, não é possível.
- Alô? É da relojoaria? Estou aqui esperando o motorista que iria me buscar às 17:30h.
- Meu senhor, desculpe-nos pois já estamos fechando.
- Como assim? Mas e o motorista não viria me buscar?
- Oh... hmmm.... um momento... (...) (...) (...) ... hm.... senhor, desculpe-nos, mas o motorista teve um problema e não pôde te buscar. Lamento. Podemos marcar para amanhã no mesmo horário?
- Tudo bem.
Dia seguinte. Acordo novamente mais cedo, tomo o café mais cedo e saio mais cedo para o trabalho. Trabalho o dia inteiro, e, às 16h ligo na relojoaria para confirmar:
- O motorista vai ou não me buscar?
- Sim, senhor. Está confirmado. Poderia ser antes das 17:30h?
- Não. Eu trabalho.
- Ok.
Justamente no momento de sair, tenho um contratempo no trabalho e me atraso. Volto a ligar na relojoaria e aviso. “No problems, sir. The driver can wait for you”. Chego no hotel às 17:45h. O motorista já havia passado e ido embora. Ligo novamente na relojoaria:
- Sorry sir. Podemos marcar amanhã às 11h?
- Amiguinhos... eu trabalho das 9h até não sei que horas.
- Sorry, sir.
- Então fica assim, eu ligo mais tarde.
Passou a semana, liguei no final-de-semana. Horários lotados. De novo a mesma história: “podemos marcar amanhã às 11h?”
Resumo: o voucher era válido por uma semana. Passaram-se já 2 semanas e não consegui pegar o relógio. O que era para ser um presente, transformou-se em uma frustrante experiência, mais uma dor-de-cabeça em Dubai, uma verdadeira perda de tempo.
Amanhã vou perder mais tempo com essa história: vou escrever uma carta, anexar o voucher e entregar no hotel de novo, apenas recomendo-lhes que não ofereçam aos seus hóspedes – principalmente aos que estão a trabalho ou mudando-se para Dubai – tão desagradável experiência.
Quem muda para cá fica farto de experiências desagradáveis: encontrar um lugar para morar, tirar a carta de motorista, etc. E não precisa de mais uma. Agora eu entendo o trabalho dos Personal Assistants: se eu tivesse dinheiro, eu pagava alguém pra não ter estes tipos de dores-de-cabeça.
Qual não foi minha surpresa, dias antes de sair do hotel (16/09/2006) quando recebo debaixo da porta um papel dizendo assim:
“Mr. Luis
In appreciation of your patronage, I am pleased to offer you a unique personalised watch as compliments from our hotel.
Kindly contact our guest service or on 050-7598142 who would be glad to organise your visit to the watch gallery for creating this watch.
The team”
Não era um presente pequeno: poderia trocá-lo por um relógio de até 175 dirham (mais de R$ 100).
Ligo no número mencionado:
- Senhor Luís, o senhor precisa agendar um horário para que o nosso motorista possa buscá-lo. Isso foi num sábado.
- Ok. Então vamos marcar para hoje.
- Impossível senhor, nossos horários já estão cheios para hoje. Trabalhamos apenas em qualquer horário entre 11h e 18h.
- Então... eu trabalho das 9h às 18h... então marca pra mim às 18h.
- Senhor... poderia ser às 17:30h?
- Tudo bem, amanhã às 17:30h.
Ok. Dia seguinte, acordo mais cedo, pedalo até o trabalho mais cedo. Saio mais cedo, com muito sacrifício. Chego no hotel 17:20h e espero... 17:30h... nada. Vamos esperar... 17:45h, nada. 18h. Aconteceu alguma coisa, não é possível.
- Alô? É da relojoaria? Estou aqui esperando o motorista que iria me buscar às 17:30h.
- Meu senhor, desculpe-nos pois já estamos fechando.
- Como assim? Mas e o motorista não viria me buscar?
- Oh... hmmm.... um momento... (...) (...) (...) ... hm.... senhor, desculpe-nos, mas o motorista teve um problema e não pôde te buscar. Lamento. Podemos marcar para amanhã no mesmo horário?
- Tudo bem.
Dia seguinte. Acordo novamente mais cedo, tomo o café mais cedo e saio mais cedo para o trabalho. Trabalho o dia inteiro, e, às 16h ligo na relojoaria para confirmar:
- O motorista vai ou não me buscar?
- Sim, senhor. Está confirmado. Poderia ser antes das 17:30h?
- Não. Eu trabalho.
- Ok.
Justamente no momento de sair, tenho um contratempo no trabalho e me atraso. Volto a ligar na relojoaria e aviso. “No problems, sir. The driver can wait for you”. Chego no hotel às 17:45h. O motorista já havia passado e ido embora. Ligo novamente na relojoaria:
- Sorry sir. Podemos marcar amanhã às 11h?
- Amiguinhos... eu trabalho das 9h até não sei que horas.
- Sorry, sir.
- Então fica assim, eu ligo mais tarde.
Passou a semana, liguei no final-de-semana. Horários lotados. De novo a mesma história: “podemos marcar amanhã às 11h?”
Resumo: o voucher era válido por uma semana. Passaram-se já 2 semanas e não consegui pegar o relógio. O que era para ser um presente, transformou-se em uma frustrante experiência, mais uma dor-de-cabeça em Dubai, uma verdadeira perda de tempo.
Amanhã vou perder mais tempo com essa história: vou escrever uma carta, anexar o voucher e entregar no hotel de novo, apenas recomendo-lhes que não ofereçam aos seus hóspedes – principalmente aos que estão a trabalho ou mudando-se para Dubai – tão desagradável experiência.
Quem muda para cá fica farto de experiências desagradáveis: encontrar um lugar para morar, tirar a carta de motorista, etc. E não precisa de mais uma. Agora eu entendo o trabalho dos Personal Assistants: se eu tivesse dinheiro, eu pagava alguém pra não ter estes tipos de dores-de-cabeça.
31.8.06
Ibn Samuta
Recebo um SMS da inglesa hoje cedo:
- O quarto está desocupado. Fale com o sr. Fanzil.
Ligo para o sr. Fanzil:
- Negócio fechado?
- Sim, negócio fechado. Amanhã passo pra pegar o dinheiro
1h depois, recebo o telefonema da Jo-Anne:
- Luís, ligue agora para o sr. Fanzil, que ele está mostrando o quarto para outra pessoa!! Liga agora!!!
FDP. Ligo no celular do cara, e nada. Fechamos ou não negócio? Onde está a tal palavra? Bom saber que é assim que as coisas funcionam. Vou agora lá na casa.
- O quarto está desocupado. Fale com o sr. Fanzil.
Ligo para o sr. Fanzil:
- Negócio fechado?
- Sim, negócio fechado. Amanhã passo pra pegar o dinheiro
1h depois, recebo o telefonema da Jo-Anne:
- Luís, ligue agora para o sr. Fanzil, que ele está mostrando o quarto para outra pessoa!! Liga agora!!!
FDP. Ligo no celular do cara, e nada. Fechamos ou não negócio? Onde está a tal palavra? Bom saber que é assim que as coisas funcionam. Vou agora lá na casa.
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