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13.4.09

Reconhecimento de diploma

Ju deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Dubai e a crise: o estouro da bolha":

Oi, Sheik!

Não sei se v. pode me ajudar. Sou formada em direito no Brasil e vou fazer um curso de pós-graduação aqui em Dubai. Porém, para reconhecer meu diploma aqui, eles exigiram que ele seja reconhecido no Brasil pelo Min. Educação, Embaixada e Min. Rel. Exteriores para, então, eu reconhecê-lo no Min. Educação de Dubai.
V. sabe algo sobre esse procedimento ou teria alguma dica?

Desde já agradeço.
Ju.


Postado por Ju no blog Dubai F. C. em Quarta-feira, 08 Abril, 2009

Olá Juliana,

Até onde sei, você não precisará que ele seja reconhecido pelo Ministério da Educação brasileiro. Em tese, o diploma em si já tem essa qualidade (ele já deve ter alguma assinatura ou carimbo do MEC). Mas você terá que passar por algumas etapas ligeiramente chatas, a saber:

1a etapa - tradução juramentada do diploma para o árabe ou para o inglês

Prazo: 1 dia
Custo: em torno de R$ 100 (um chute. Depende do tamanho do seu documento)

Em geral, os tradutores pegam o seu diploma na manhã e com sorte, te devolve no mesmo dia de tarde.

Dica: traduza para o inglês. Se um dia você sair daí para outro país, a probabilidade de que alguém aceite a tradução juramentada para o inglês é muito maior que a do árabe.

2a etapa - reconhecimento de firma das assinaturas do diploma (1 a X dias)

Prazo: 1 dia (se todas as assinaturas estiverem no mesmo cartório)
Custo: irrisório

Essa é uma exigência do Ministério das Relações Exteriores para poder reconhecer seu diploma: reconhecer firma das assinaturas no seu diploma e também do tradutor juramentado, caso este não resida em Brasília.

Na dúvida, reconheça a assinatura de todo mundo que assinou o seu diploma. Não é tão difícil assim: em geral, as pessoas que assinam os diplomas terão firma no cartório mais próximo do estabelecimento de ensino.

3a etapa - validação pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE)

Custo: "gratuito"

Prazo:

- ao menos 24h para pedidos efetuados pessoalmente em Brasília, RJ, SC ou MG
- de 30 a 40 dias úteis para pedidos feitos via postal para o MRE em Brasília
- de 10 a 20 dias úteis para pedidos feitos via postal em SP

Maiores detalhes:

http://www.abe.mre.gov.br/legalizacao-de-documentos/legalizacao-em-documentos

Dicas de ouro de ex-sheik:

+ quer que a coisa saia rápido? Não tem jeito, vá pessoalmente ou mande alguém para Brasília em seu lugar com o documento e tradução juramentada com as firmas devidamente reconhecidas. Essa pessoa terá que ficar ao menos 2 dias na cidade: o primeiro para entregar o documento, e o segundo para buscar e com sorte já pegar a Embaixada dos Emirados Árabes aberta para a etapa seguinte.

+ se o seu documento está em Dubai, reserve uns bons 350 dirhams para o envio do seu diploma para o Brasil via DHL e algo similar em reais para o retorno;

+ jamais mande documentos através do correio comum, ESPECIALMENTE EM DUBAI. Já tive caso de coisas que enviei a partir de Dubai por correio comum e NUNCA chegaram. Gaste em um SEDEX, DHL ou equivalente. Se o documento se extraviar, haverá choro e ranger de dentes.

4a etapa - carimbo da Embaixada dos Emirados Árabes Unidos

Prazo: de 1 a 2 dias
Custo: 120 por selo (a confirmar preço na Embaixada dos EAU em Brasília)

Passar com todos estes documentos à Embaixada dos Emirados Árabes em Brasília para receber o selo oficial. Se der sorte, na manhã seguinte à entrega dos documentos no Itamaraty, você volta lá, pega o diploma validado e já corre na Embaixada dos EAU e já resolve mais essa.

Prepare-se para mais uma facada: você terá que pagar 2x: o selo que vai na tradução juramentada e no seu documento oficial.

Após essa maratona, você poderá sorrir feliz e contente: o seu diploma está validado, pronto para ser apresentado ao Ministério da Educação em Dubai.

Burocrático? Sim, mas este é um procedimento de praxe que não muda muito de país para país.

Mãos à obra e boa sorte!

Abraço de ex-sheik,

Luís

6.3.09

Fugindo da mordida do leão

Nando Melo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Declaração
de sada definitiva II":

Olá Sheik,

Lendo suas valiosas explicações, me deparei com uma dúvida em
relação ao envio do dinheiro ganho no exterior para o Brasil.
Tendo eu, feito a declaração de sada definitiva do País, posso enviar
todos os meses valores para uma conta poupança no Brasil no período em
que estiver no exterior? Se eu enviar valores durante este ano todo, como
terei que declarar esta poupança no ano que vem? Tenho que enviar de
alguma forma específica ou pode ser através de agências de envio?

Obrigado e um abraço,
Fernando



Postado por Nando Melo no blog Dubai F. C. em Terça-feira, 03 Março,
2009

Olá Fernando,

Essa sua dúvida é a de todos, hehehe. Mas vamos por partes:

1) Como transferir: essa é a mais fácil. Na verdade, pouco importa a maneira como você manda. Todo banco tem o serviço de transferência internacional. Para isso, você precisará do código IBAN de sua conta de destino (pergunte na sua agência no Brasil). O problema é que esse é um processo meio arcaico, às vezes a transferência se completa somente após a passagem da ordem por vários bancos, que cobram tarifa... se compensa fazer pelo banco ou através de agências de transferência, aí você precisa fazer as contas. Independente do meio, faça sempre primeiro uma transação de teste com baixo valor.

2) Montante da transferência: para uma transferência até 5.000 reais, em geral, os bancos já fazem o contrato de câmbio automático e o dinheiro já cai na sua conta. Para quantias maiores, você precisará que seu procurador legal no Brasil passe na agência para assinar o contrato de câmbio.

3) Durante a assinatura do contrato de câmbio, poderá ser solicitada uma justificativa da origem do dinheiro. O seu contrato de trabalho e cópia da declaração de saída definitiva servem como tal (até onde sei).

4) Como declarar no ano seguinte: aí, há controvérsias. O texto da Receita dá margem a diversas interpretações. Vejamos o que ele diz:

Remuneração do trabalho e de serviços

Os rendimentos do trabalho, com ou sem vínculo empregatício, e os da prestação de serviços, exceto serviços técnicos e de assistência técnica e administrativas, pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a não-residente sujeitam-se à incidência do imposto na fonte à alíquota de 25%.


Consultei aqui o conselho de sábios barbudos, e em uma mesa redonda calorosa, chegou-se ao seguinte entendimento:

Essas regras referem-se a rendas geradas no Brasil, ou seja, pagamentos efetuados ao não-residente de uma fonte situada no Brasil. Para rendimentos recebidos no exterior, vale a legislação do país de onde os recursos são originários.

Desta forma, você pode transferir seus recursos sem medo de ser feliz. Você não pagará imposto sobre o montante enviado, mas apenas sobre a renda gerada por ele em caso de aplicá-lo no Brasil. Se você aplicar esse dinheiro e ainda assim, sobre o lucro auferido. Aliás, se não me engano, a poupança é isenta de imposto.

Bom, acho que é isso. Não agradeça a mim, mas ao conselho de sábios barbudos.

Abraço de ex-sheik,

Luís

27.1.09

Brazilian English

xxxx deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Escola de futebol":

Hello;

My name is xxxxx, 02 children got married where I live and socially.

Objectives:

Be aware of new culture, improve the language, pay growth for professional goals, education.

Educational Level:

- Formed in Esdatual School of Government.
- Formed in theology in private schools.
- Technical degree in industrial mechanics private
- Formed in progress in the Police Fire Brigade for Fire Department of Brazil.
- Formed ongoing control of expenses and desperticios.
- Driver and mociclista approved by the organ of the federal government.
- course English organ of the government


Professional experience:

- 03 years Promenade hotel - motorist, Valet and reception.

- 09 years equity security of shopping.

- 03 years of help construction.

- 06 years of theology in IBL assistant.

- 07 years working private.

- 16 years driver and rider.

- 02 years in industry and maintenance assistant.


Charter:

I learned of a possible wave conceptualized this company where I am as a candidate to wave, I am immediately available for admission.

I am available full time or part.

just need an invitation letter to lodge immigration in Brazil.

thank

xxxx

Postado por xxxx no blog Dubai F. C. em Segunda-feira, 26 Janeiro, 2009

Caro amigo,

Primeiramente, respeito muito os seus 46 anos de experiência. Infelizmente, não posso te ajudar, a não ser com meus humildes conselhos, que por vezes profiro enquanto lixo minhas belas unhas, entre uma baforada e outra de xixa sabor banana.

E se você quer um conselho, aqui vai um: muito cuidado com o que você escreve. Escrever é uma exposição imensa: através de nossas palavras, dizemos muito sobre nossa personalidade, muito mais do que imaginamos. Não é por outra razão que mantenho fiéis fileiras de escravos e conselheiros eunucos, que revisam cada letra, cada vírgula; reviram e desnudam cada nuance de meu texto, lançam-me uma intifada de pedras antes que este seja exposto aos leões. E nem este zelo me exime do ridículo.

Permita-me por alguns instantes ser um desses trabalhadores que, com um lustroso bigode, dá-lhe ardidas chicotadas em suas costas nuas: você claramente tentou caprichar em seu texto. Você deu o melhor de si, escrevendo em um idioma que ainda não domina. Respeitada a tentativa de comunicação - que é válida - a leitura de seu texto causa constrangimento, colocando em xeque a sua vasta experiência.

Constrangimento de quem assiste um casamento humilde: está lá o moço ao lado do altar; pela primeira vez ele veste um terno (alugado); passara a manhã tratando do cabelo (com gel). O topete ficou bonito. Colocou no pulso o relógio dourado que ganhou da avó. Diante de si, a cena não é diferente: seus pais estão ali, orgulhosos de casar um filho. Eles também vestem suas melhores roupas, o sapato que se guarda para as ocasiões especiais. O vestido de sua mãe, bem verdade, está um pouco apertado. Mas não há outro... a moça noiva chega na escadaria, saindo do carro do moço, um Volkswagen Apolo tunado - faróis de neon, rodas de liga leve, som para incomodar um quarteirão, ... - e só o seu deus sabe quanto sacrifício é que se fez para se ter esse rapaz cafona tocando trompete na Igreja, esse orgão, esse cantor de terno e gravata com voz mansa, toda essa decoração de flores organizada pela empresa que joga com a necessidade do moço de se sentir incluído, de não ser tratado mais uma vez como um humilde incitando-o a um gasto que lhe escravizará por meses, talvez anos. Mas pouco importa, agora os dois aguardam a benção da autoridade e o juramento: "Até que a morte os separe...". Marido e mulher! Na hora da foto, eles fazem caras de bonitos apaixonados. Horrível.

Tudo seria triste e doloroso demais a suportar, não fosse a festa que se segue. Na festa do moço está a sua salvação, caro amigo: já em casa, vestindo suas alpargatas, de bermuda e camiseta com a foto de seu candidato a vereador dando jóia e um copo de cerveja na mão ao som de pagode, o moço volta a ser ele mesmo.

Parece que já tem uma proposta. Pense bem: essa proposta é tão boa que aparentemente você tem que implorar para alguém te convidar a ir ao país. A leitura que se faz: a empresa está cagando pra você e não assume nenhum risco. E você vai por sua própria conta se mudar a um país cujo idioma você não domina e cuja cultura é diametralmente oposta a sua...

... muitos indianos também são assim: eles se arriscam. Mas nem é tão difícil: metade da população dos Emirados é composta de indianos. A cada esquina ele encontra um conterrâneo, alguém que fala seu idioma. E quando tem fome, tem um restaurante típico. Não é à toa que brincam, chamam o país de United Indian Emirates. Se eles ganham pouco, não há problema: o diram vale 10x a rúpia. E se der errado, ele ainda tem amigos no Qatar, no Bahrein, na Arábia Saudita, ... tudo para eles é familiar. Pense nisso.

Bom, cansei. Meus braços doem. Paro por aqui.

Nota: sinto que essa sessão "Sheik Luis responde" já está ficando repetitiva demais. E isso me incomoda.

Abraços eunucos de um humilde ex-sheik.

18.5.08

Pequenos negócios no UAE

Foi lançada recentemente uma nova publicação bimestral nos Emirados Árabes, voltada para pequenos empresários, ou para pessoas interessadas em abrir um pequeno negócio nos Emirados Árabes.

A revista se chama Your Business e discute temas como o sucesso de pequenos empreendimentos, abertura de franquias, como montar um plano de negócio, etc.

Para maiores informações, clique aqui.

10.5.08

Aulas de árabe em Dubai



Então você realmente quer aprender árabe em Dubai? Está bem, está bem, segue então uma dica do Sr. Nelson Lomba sobre curso de árabe em Dubai:


Oi, Luis.

O instituto se chama ETON e fica em knowledge Village.

O curso para iniciantes é de 30 horas e custa 1200 dirhams (incluindo o material didático – 1 livro e alguns CDs).

Há uma turma aos domingos e terças, e uma outra às segundas e quartas. As aulas comecam às 19:30 e terminam às 21:00hs. Ate agora eu só fiz uma aula, que foi bem legal. O nome da professora é Saly. Ela e egípcia e dá as aulas em inglês. O inglês dela tambem é muito bom.

O site do curso é http://www.eton.ac/index.php

Eles também têm um curso de árabe intensivo. Tem um amigo que está fazendo, são 5 dias por semana.

Abraços,

Nelson


É isso aí. Vale lembrar que a garota bonita da página não está inclusa no curso.

Nelson Lomba é especialista em "Arcaísmo Contemporâneo" e ganha a vida dando palestras e consultorias em Dubai. Com a fortuna que já fez, já comprou o seu Rolex em Karama, colaborando assim para o fim do desemprego infantil na China, e agora esbanja luxo pelas ruas de Dubai.

Grande dica, seu Nelson!

Abraço de sheik.

9.5.08

Indo embora de Dubai

Então você se cansou de Dubai: está achando muito monótono andar de Rolex nas ruas como se fosse invisível ("mas é um R-O-L-E-X", você diz), e pior, cansou de ser tratado como "um qualquer de classe-média" quando anda nas ruas com seu Porsche...

... entendo. Você gosta de status, mas de repente, se deu conta que aqui os símbolos de status não lhe conferem status algum. Isso realmente deprime, não é mesmo?

Mas tudo bem: não se deprima. Eu ajudo você a sair do país, seja lá para onde você for. Você que é um endinheirado, certamente tem uma montanha de pertences que precisa ser devidamente embalada e corretamente transportada. Você precisará contratar um serviço de mudança.

Algumas empresas na região, nos pacotes de atrativos que oferecem aos seus funcionários expatriados, incluem a mudança ao término de serviço. Em geral, a coisa funciona assim: você faz uma cotação de frete por mar em 3 empresas, a companhia escolhe a mais barata.

Aqui vão então 3 dicas de empresas especializadas em mudanças:

- Everex
- Global Relocations
- Euro Movers

Em geral, as empresas agendam uma visita gratuita a sua casa para realizar a cotação do frete.

Os preços variam de empresa para empresa, e claro, de acordo com a quantidade de bugiganga que você possui e a distância do país-destino. Um container de 20 pés custa em média na casa de 8 mil dólares. Se você possui pouca coisa, há outras opções mais baratas, como compartilhar um container.

Se você possuir realmente pouca coisa (até 200 kg com baixo volume), talvez valha mais a pena enviar por frete aéreo: o custo de envio de 200 kg de Dubai à países europeus custa entre 3.000 e 5.000 dirhams (1.500 a 3.000 reais).

Obviamente, não se esqueça de fazer seguro de seus pertences: o desaparecimento ou quebra de algum de seus pertences é algo tão recorrente que é praticamente uma certeza que irá ocorrer.

É de praxe a exigência de certos documentos pelo país-destino, tais como:

- comprovante de residência no país-origem
- visto de permanência no país-destino
- documento que comprove o motivo da mudança
- lista detalhada de mercadorias com preço por cada item reconhecida pela órgão consular do país-destino no país de origem (se você vai de Dubai para o Brasil, precisará carimbar a lista de mercadorias na Embaixada brasileira em Abu Dhabi)

Certifique-se também que você solicitou um serviço de entrega porta-à-porta (door-to-door service). Esse tipo de serviço é mais caro mas vale cada centavo: se você não contratou um serviço porta-à-porta, reserve ao menos 3 dias para conseguir aprender o tenebroso processo de desembaraço de mercadorias no porto e alfândega do país-destino. E esteja preparado para lidar com gente rude!

4.5.08

Kite surf em Dubai

Ah, leitor. Então você quer fazer kite surf em Dubai? Pior, você é tão ignorante, pobre e miserável que não sabe o que é isso.

Então está bem, vou explicar: cáitessãrf é um esporte onde as pessoas brincam com o vento e com o mar. Kite é pipa, e surf... bom assumo que você não é tão ignorante assim. Aliás, kite não é lá uma palavra inglesa que ficou conhecida mundo afora após o sucesso do livro de Khaled Hosseini, sobre as criancinhas pobres com ranho no nariz do Afeganistão. Você já leu? Aliás, você sabe ler?

Voltando ao ".": a prática do cáitisãrf em Dubai é uma atividade organizada e controlada pelo Dubai Kite Club. A filiação ao clube tornou-se obrigatória por pedido da Dubai Municipality, a prefeitura de Dubai. E lembre-se: é consenso de todos de não se praticar o esporte às sextas-feiras e feriados devido à quantidade de gente na praia. No sábado, pode brincar sem medo de ser feliz, só não vale passar cerol na linha...

Mas caro, leitor, não seja (tão) ignorante, assuma a sua incapacidade de aprender sozinho: contrate um instrutor (há vários listados no site). Digo isso sem ganhar comissão, simplesmente porque já vi muito cáitisurfista de primeira viagem bancar o espertão e perder o brinquedo (que vale quase 7 mil dirhams ao todo) ao brincar em dia de shamaal ou vento forte continental. Depois fica chorando na praia, com ranho no nariz, ramela no olho...

Se você não fala inglês, vá até a praia do Kite Surf (listada no site) e procure pelo Rodrigo da Emirates. Ele está quase sempre por lá, e de repente, pode te dar algumas dicas.

17.4.08

Revisando o ar-condicionado

O ar-condicionado é um equipamento muito importante aqui no Mídoulíst, que portanto deve ser tratado com muito amor e carinho durante todo o ano, e não apenas nos meses de Calor Maligno que se avizinham.

Um ar-condicionado é uma criança bem independente, mas mesmo as crianças bem-independentes vez ou outra necessitam de uma ajudinha aqui ou ali. Com o ar-condicionado não é diferente: ele precisa de ao menos uma revisão anual, para tirar as carepas de sujeira do conversor, verificar se o compressor não perdeu pressão. Convenhamos, em geral, você não precisa de um especialista para limpar os filtros de um ar-condicionado: é só deixar de preguiçoso e acomodado. Mas não vou explicar aqui como limpar um filtro, pois esse, de fato, não é o objetivo deste post.

Qual o objetivo deste post? Serei muito sincero, leitor: não quero te ajudar. Quero apenas saciar meu ego, acalmar esse desejo insano, quase-psicótico de organizar meu pensamento de uma forma linear. Ou nem por isso, apenas um desejo de ser lido, de forçar uma baboseira guela-abaixo e ainda ler comentários dizendo: "puxa, sheik, como você é inteligente!". Mas vamos lá, mantenhamos as aparências. Imaginemos que eu esteja realmente imbuido de um desejo altruísta louco de te ajudar, e você realmente interessado no que escrevo.

Leitor ignorante, deixa eu te ajudar! Minto e desminto. Aceite minha mão como guia: não sou a luz tampouco o caminho, mas percamo-nos juntos nus pelo deserto, regando as dunas com a seiva da vida. Sigamos juntos que nossa relação é de reciprocidade. Eu escrevo e você lê. Eu sento no trono e estendo a mão, enquanto você se ajoelha e beija o diamante do anel de minha mão.

Então vamos a mais uma dica de sheik: não deixe para realizar a revisão anual do seu ar-condicionado em meados de junho, julho e agosto, quando se frita ovo no chão às 10h da noite. Quando você entra em sauna úmida para se refrescar. Nos meses quentes do ano, os especialistas em ar-condicionado tornam-se as pessoas mais cobiçadas do Oriente Próximo. Seus telefones são inundados por súplicas de pobres mortais em busca de uma brisa fresca e torna-se quase impossível tê-los à disposição em menos de 2 semanas.

E você, que não seguiu meus conselhos, precisará voltar às origens e fazer como seus comparsas da Índia que gastam menos de 1/3 da energia que você desperdiça diariamente eu seu veículo, luzes e climatizadores: dormirá no terraço, suando às picas.

Pronto! Até eu fiquei feliz agora: encontrei uma razão de existência para este post. Tal qual aqueles que para realizar um sonho, uma viagem ou passeio, e para obter patrocínio, encontram uma razão humanitária. O que não tira o mérito da viagem em si. Outro dia vi uma assim: viagem de escalada aos Himalaias. Para participar, você precisava levantar ao menos 100 mil dihrams em doações para as criancinhas pobres com ranho no nariz. Outro rapaz decidiu subir à pé todas as principais torres da Sheik Zayed em troca de doações para as criancinhas... que bom rapaz... tinha até um médico de óculos escuros (logo, especialista) para fazer o check-up das funções básicas entre a escalada (pelas escadas) de uma torre e outra (confesso que tenho uma dificuldade enorme em achar o mérito de tal ato. Nunca tive médicos avaliando meu estado precário nas diárias escaladas da Shatta Tower após cansar de esperar o elevador).

Mas o prazer da escrita é só meu, e já está acabando. Não se esqueça, portanto, do objetivo nobre que garantirá a leitura deste post por anos e anos após o fim de minha parca existência: revise o seu ar-condicionado antes do verão, ou sofrerá as consequências.

25.2.08

Receita do sheik: queijo artesanal


1) Acorde cedo de manhã, em pleno verão. Vista-se: você vai correr. Uma, duas, três cuecas, a terceira de lã. Uma calça de couro bem justa por cima e vamos lá. Um, dois, três quilômetros no sol. Não precisa muito: o importante é cozinhar;

2) Repita o processo acima por 3 dias, sem se banhar ou trocar de roupa. Sacrifícios: a partir do segundo dia, sentirá a presença de prurido anal (aquela coceira no intocável). Ao final do terceiro dia, vá à cozinha, e tire a calça, a cueca de lã, bem como as demais;

3) Abra as pernas, abaixe a cabeça: bem ali, entre uma perna e outra, onde o escroto encosta à virilha, haverá aquele creme amarelado: requeijão. Com a faca (muito cuidado!) retire a matéria orgânica e a coloque em um potinho;

4) Leve o potinho ao sol, e repita todo o processo acima até que o potinho esteja cheio;

Humm, que delícia! Sabor inigualável, variedade queijobolor quasepus.

Você deve estar horrorizado: "quanto trabalho!". Mas não se desespere, não é o fim: a globalização traz até você o melhor de cada parte do mundo. Basta ir ao supermercado (de banho tomado) e comprar.

++++

Brincadeiras à parte, se você gosta de fortes emoções... esse queijo aí é, digamos, peculiar. Força!

24.2.08

Comprando arroz


Então você se mudou para o UAE (Iú-Êi-Í) porque queria ser um endinheirado... e agora está aí, chorando pelos cantos: "cadê o feijão?! Cadê o arroz?!" Snif, snif, que dó.

Do feijão, já comentei há muuuito tempo atrás que o feijão mais parecido com o carioquinha é o Pinto. Mas hoje, você me desculpe mas não vou falar de Pinto aqui. Quer Pinto? Vai no supermercado e procure pelo Pinto enlatado. Você vai encontrar. Porque agora eu quero falar de arroz, aquela coisa que, em geral, acompanha(va) o feijãozinho carioca...

Então me diz: você achava curioso não ter por aqui arroz sem cheiro, nao é? Lá na sua primeira semana de Iúêííí (sim, estou aportuguesando pra facilitar pra você, ignorante, que já está confundindo UAE e EAU com EUA. Não, não é a mesma coisa) você até provava com gosto esse arroz comprido e cheiroso, esse tal de Basmati.

Mas o tempo passou, não é? Basmati. Cheiroso... ui! E agora já anda blasfemando por aí: "arroz fedido! Cheiro de barata!" Isso tudo porque você nem chegou a ir pra Índia, ver como ele é produzido... com fertilizante... coisa humana... tudo "natural". E pensa que é bem justo que toda porca tenha o seu parafuso e vê até com sapiência o amigo indiano que quase chora de felicidade quando sente o cheirinho do Basmati. "Cada um, cada um, e cada qual com o seu qual", você diz já se gabando de filósofo popular. Basmati pra quem quer Basmati, Pinto pra quer quer Pinto. Mas afinal... qual é o seu qual? Você bem que tentou: foi no supermercado e voltou com esse tal de PALAKKADAN MATTA RICE, arroz vermelho que, de tão duro, você ainda tem dúvidas se é arroz ou uma variedade de noz.

Esforço-me agora para te ajudar: se você não gosta de comer arroz parvo - perdão! - parboilizado, desses do âncoubêns (sim, estou te ajudando de novo), procure então uma variedade chamada Calrose, que vem lá da Austrália, país longínquo e desabitado lá no meio do mar. Não é o que se pode dizer de arroz soltinho - sim, ele é meio pegajoso - mas é branquinho, e o mais importante: não fede. Aí sim, aí fica fácil: é só botar o Pinto na panela ao lado é já está quase em casa!

Mas muito cuidado: prometa para o Sheik que você jamais, nunca, never, vai confundir o Calrose com a variedade Samba, que vem lá do Sri Lanka.

Quem avisa amigo é, diz lá o ditado, e eu aqui não digo nada, apenas escrevo: o arroz Samba é branquinho igual, pequenino igual, tem até um nomezinho carismático, dançante, familiar, mas... experimenta pô-lo na panela! Esta peculiar variedade de arroz vai infestar sua cozinha com um espesso aroma de ânus suado.

E você ainda terá de agüentar seus convidados a perguntar: "Por que você ferve cuecas?".

16.2.08

Declaração de saída definitiva II

Klaus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Declaração de saída definitiva do país":

Sheik,

como funciona isto. Não há taxação sobre os salários nem transações feitos em Dubai, mas ao deixar o país, provisóriamente ou definitivamente os estrangeiros são obrigado a recolher taxas?
Não entendi, pode explicar?

Obrigado

Klaus


Postado por Klaus no blog Dubai F. C. em Terça-feira, 12 Fevereiro, 2008

Klaus,

Muito pertinente a sua dúvida. Se você não declarar a saída do país, corre um sério risco de ser obrigado a pagar imposto de renda sobre o montante acumulado no exterior no momento de retorno ao país.

Vamos tentar entender um pouco o funcionamento do imposto de renda no Brasil e a finalidade das declarações.

O imposto de renda

O Brasil é um país que possui um imposto sobre o rendimento de pessoas físicas. Isso significa que todo cidadão ou estrangeiro residente no país é obrigado a pagar uma porcentagem de todos os seus rendimentos anuais em impostos. Do montante anual pago, há regras para se deduzir determinados gastos, com saúde e educação, por exemplo.

Vamos definir alguns casos:

a) No caso dos cidadãos cuja única fonte de renda é um emprego formal, o imposto já é retido "na fonte", ou seja, antes de receber o seu salário, o imposto já foi descontado. Os rendimentos provenientes de aplicações financeiras já são também automaticamente deduzidos antes da realização do lucro. Para os cidadãos que se encaixam neste perfil, a declaração anual é assim a chance de recuperar parte do imposto pago em excesso, considerando-se os descontos aplicáveis;

b) No caso de cidadãos cuja renda não seja proveniente de emprego formal ou aplicações financeiras - por exemplo, renda proveniente de aluguéis - o imposto não é retido "na fonte", ou seja, descontado automaticamente. Assim, a declaração do imposto serve para definir o montante anual a ser pago pelo contribuinte;

O brasileiro no exterior e a declaração de saída definitiva

A declaração de saída definitiva do país informa ao governo brasileiro que o cidadão não produz riqueza (ou não possui renda tributável) em território brasileiro. É a garantia que o cidadão que saiu do país de que não terá seu patrimônio tributado duas vezes em caso de repatriação. É a maneira de se evitar ser confundido com o cidadão do caso b).

A declaração de saída definitiva do país justifica a existência de patrimônio não compatível com a riqueza gerada no Brasil e evita que o cidadão seja considerado um criminoso por enriquecimento ilícito ou evasão de divisas.

Resumindo, a regra é: se você não é residente no país, não pagará imposto sobre o patrimônio acumulado no exterior (seja em um país tax-free ou não). Paga apenas sobre os rendimentos gerados no Brasil. Ao menos é esse meu entendimento.

Abraço de sheik,

Luís

31.1.08

Recomendações para mulheres

Caras leitoras:

Muitas vezes, reclamo e faço piadas com a distância nas relações homem x mulher por estas terras, principalmente se comparadas a sociedades como a brasileira.

Muitas leitoras perguntam: “é perigoso para mulheres?” Olhando nos históricos, verá que quase sempre tento evitar pintar um cenário negativo, estragar sonhos e apelo para o bom-senso. “Venha, mas use o bom-senso”.

Constato, porém, que esta recomendação apenas não basta, simplesmente porque o tal do bom-senso varia de uma cultura para outra. Simplesmente porque há ao menos duas Dubais: uma moderna, tolerante, progressista, que recebe de braços abertos estrangeiros e idéias de todo o mundo, que acredita na igualdade entre os sexos e que vê com naturalidade a independência feminina; e outra arcaica, intolerante e machista, que nutre um sentimento de inferioridade pelo sexo feminino. E nunca se sabe em qual delas se está.

O principal objetivo destas recomendações não é apenas evitar ofensas à cultura ou mal-entendidos decorrentes do choque destas várias cidades, mas principalmente reduzir as chances de ocorrência do principal crime contra a mulher por estas terras. Existe sim um compromentimento das autoridades para punir de maneira exemplar esses casos de abuso, mas se é possível evitar, melhor.

Mulheres novas ou maduras, solteiras ou casadas, seguem aqui as recomendações. Peço encarecidamente que as levem à sério:

- evite realizar atividades cotidianas que impliquem em estar a sós com um homem desconhecido. Exemplos: tomar taxis a sós para locais distantes ou durante a noite, visitas à imóveis para alugar, escritórios ou consultórios. Para esses casos, traga sempre a companhia de um amigo de confiança ou parente homem;

- se a companhia de um amigo homem não for possível, alguns cuidados são necessários:

* ao tomar um taxi, sempre anote o número do taxi. Pergunte o mesmo ao taxista para torná-lo ciente;

* ao realizar visitas, deixem pessoas próximas avisadas do seu paradeiro: hora e local de visita, e horário de retorno. Peça para estas pessoas entrar em contato caso você não retorne à ligação;

* utilize roupas modestas e discretas e que cubram as curvas. Nada de saias curtas, decotes e/ou excesso de maquiagens;

* durante o percurso, evite intimidades com o estranho;

- ao sair da balada, não aceite caronas de vagos conhecidos;

- não aceite convites para ir ao deserto ou festas, a não ser que esteja em um grupo que inclua amigos (ou maridos) homens;

- ande sempre com um celular carregado;

- possua sempre em mãos os números dos consulados e embaixadas de seu país. Certifique-se da existência de um número de emergência;

- se estiver só e perdida, ou com carro quebrado em local desabitado, evite pedir ajuda a desconhecidos, nem mesmo a autoridades. Ligue primeiro para um homem de confiança;

- Em caso de emergências, não hesite em ligar para a embaixada de seu país;

- Se você sofreu algum tipo de agressão, não vá sozinha à polícia: vá sempre na companhia de marido, amigo homem e se possível, de um agente consular.

Estas recomendações podem parecer um tanto exageradas, mas prefiro assim a dizer “não venha”, ou pior, a dizer “venha tranqüila”. Seguindo-as, e principalmente entendendo a razão por detrás de cada uma delas, você evitará muitas dores-de-cabeça.

Por hoje é só. Se isso ajudar a algumas de vocês a não entrar em uma roubada, já fico feliz.

11.12.07

Consulado do Irã

No site, diz: "ao lado do Iranian Hospital (...)". Iranian Hospital é por assim dizer um complexo hospitalar decorado de mosaicos de azulejo com inscrições em árabe. Ou será em farsi? O alfabeto é o mesmo, com algumas letrinhas a mais. Provavelmente, são versos do Corão. De um lado da Al Wasl Road, o Hospital. Do outro, uma mesquita feminina, interligados por uma passarela.

- Onde é o consulado?
- Mais a frente, sir!

Se fosse verão, eu estaria perdido. Ou melhor: molhado. É nessas horas que se lembra de como é bom o inverno, esse tenebroso frio de congelantes 26 graus. Brrr. No verão, não dá nem pra considerar andar um quarteirão longo desses se o objetivo é chegar ao destino final "apresentável".

Prédio bonito esse do consulado. Dentro dele, tudo em árabe (ou farsi), com algumas palavrinhas em inglês, não mais que o essencial: information, counter, visa, exit. Fotos de barbudos pelas paredes. Gente fedida cortando fila, como de praxe em Dubai.

Chega minha vez. Para eu falar com o rapaz que está do outro lado do vidro eu tenho que abaixar pra falar pelo buraquinho:

- Oi! Eu vi no site que brasileiros têm visto automático no aeroporto para 7 dias. Mas eu comprei uma passagem em uma promoção da Emirates e gostaria de saber se...

- Filled form, photo and passport, please!

- Mas eu gostari...

- You get the form in the counter.

- Tá bom. Está aqui esta merda de formulário já preenchido. Vai. Pega aí, seu grosso.

- Why are you going there?


- Turismo.

- Do you have friends in Teheran?

- Não. Mas eu conheço uma iraniana aqui em Dubai que se chama Golnaz. Que nome!

- When do you go?

- Eu vou no dia tal.

- For how long?

- Eu volto no dia ta...

- FOR HOW LOONG?

- Estúpido. (1,2,3..)... hmmm... 12 dias.

Ele folheia o passaporte e franze a testa:

- But I cannot give you a visa for more than 7 days... - ele continua folheando o passaporte - hmmm... you are resident in UAE!

- Claro, oras! Sou sheik, porra. Vamos resolver logo esta merda que já estou atrasado.

O rapaz rabisca um número em algarismos árabes e diz:

- Counter, then back here.

275 dirhams. É o preço de um tênis "de marca" (ainda bem que os sheiks usam sandálias). Volto ele ele me entrega um selinho porco escrito: "volte em 3 dias". Simples demais. Deve ter algo errado. Ele nem ficou com a cópia da passagem.

- Meu senhor, você não quer a cópia da passagem?

Do outro lado do vidro, ele me olha, rabisca "110 dirhams" em outro papel e diz:

- Counter!

Fiquei parado com meu novo troféu a minha frente. O iraniano ao lado riu e explicou: "Você tem urgência em viajar? Isto é só para o caso de você precisar com urgência do visto. Pagando isso, sai em 24h!".

Ah bom, não tenho pressa. 3 dias depois, estava lá meu passaporte com um novo papelzinho colado: "visto para 15 dias".

Resumindo

Visto para o Irã:

Para brasileiros, visto de 7 dias que pode ser comprado direto no aeroporto Iman Khomeini em Teerã.

Período superior a 7 dias: se você é residente em Dubai, vá até o Consulado Geral do Irã, na Al Wasl Road.

Preço: 275 dirhams por visto de 15 dias (sai em 3 dias). Adicionar mais 110 dirhams em caso de urgência (sai em 24h).

5.7.07

Orkut bloqueado

A Etisalat é outra empresa defensora da moral e dos bons costumes, ciente do dever a cumprir com a pátria e com as criancinhas: após reclamações de indefesos usuários de internet incapazes de não clicar em links didáticos, ela simplesmente bloqueou o acesso ao Orkut. Esses usuários temiam que pessoas pudessem usar comunidades para encontrar parceiros sexuais. Que perigo! Obrigado, Etisalat, por mais uma vez, proteger-nos de nossos instintos mais feios e bobos!

Ouvi dizer que alguns indecentes encontraram um jeito de driblar esta restrição: criaram contas no site http://www.yourfreedom.net e instalaram o software disponível para download neste site.

Como o site também é bloqueado, esses monstros estariam pedindo para amiguinhos desprivilegiados por não viverem em um lugar tão bem protegido para criarem uma conta para eles no site e enviarem o programa por e-mail. Feios! Bobos! Imorais!

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Etisalat is another company concerned about its duties with the nation: after complaints of defenceless internet users incapable of avoiding clicking on didactic links, it simply blocked the entire access to Orkut. These users feared that some people were using the site to find sexual partners. What a danger! Thanks again, Etisalat, for protecting us against our ugliest and foolishest instincts!

I heard that some indecent people found a way to bypass these restrictions: they created an account at http://www.yourfreedom.net and installed the software available to download on this website.

Once this website is also blocked, these monsters are asking unprivileged friends who do not live in such a protected place to create an account for them and to send the software by mail. Ugly! Fool! Imoral!

4.7.07

Aduana: atenção à bagagem

Está voltando ao Brasil do exterior?

Veja aqui a lista do que se pode ou não trazer do exterior.

Dentre os itens cuja entrada é proibida no país, atenção para este aqui:

Mercadoria atentatória à moral, aos bons costumes, à saúde ou à ordem pública


É a Receita Federal cumprindo seu dever com a pátria, em defesa dos bons costumes, da moral, da ordem, das mulheres, das criancinhas e dos homens de bem. Muito bem!

3.7.07

Brasileiros no exterior - informações úteis

Está aberta para consulta pública a elaboração de um documento que compila informações úteis aos brasileiros que vivem no exterior.

A coordenação dos trabalhos está sendo feita pelo Ministério do Trabalho e qualquer pessoa pode ler e oferecer sugestões até o próximo dia 19 de julho de 2007.

O documento é bastante abrangente, e de fato, não se destina apenas para quem já está no exterior, mas também para quem está no Brasil e pensa em emigrar. Para quem está no Brasil, o documento tenta de maneira sensata evitar que alguém saia do país "por impulso". Para quem está fora, contém informações louváveis sobre dificuldades que todo mundo encontra um dia: prisão no exterior, repatriação, remessa de dinheiro, educação infantil, validade de vistos, reconhecimentos de diplomas obtidos no exterior, etc.

Para maiores informações, clique aqui. Nesta página tem um link onde você pode baixar o documento em formato pdf.

E aí, você é um expatriado experiente, que já passou vários perrengues mundo afora, leu o documento e achou que está incompleto? Vamos lá, dê a sua sugestão!

14.6.07

Paddling in Honolulu

For those who consider learning to paddle race kayaks (surf ski, to be precise) here in Honolulu:

http://www.dubaipaddlingschool.com/

And this the website of the club:

http://www.dskc.net/

++++

Para aqueles que querem aprender a remar em caiaques de corrida (surf ski, para ser mais exato) aqui em Honolulu:

http://www.dubaipaddlingschool.com/

E esse aqui é o endereço do clube:

http://www.dskc.net/

28.2.07

Quer aprender inglês?



Quer aprender inglês?
Não sabe o que fazer??




Aiémi-tchulãrni iscúúl. O melhor lugar para se aprender inglês no Dubai.

Em tempo: isso é só uma escola infantil. Nada a ver com aulas de inglês...

1.2.07

Procurando lugar para morar

A internet é uma ótima fonte para quem procura um lugar para morar em Dubai:

http://www.dubizzle.com
http://www.expatriates.com/classifieds/
http://www.gulfnews.com/classifieds/index.html
http://www.khaleejtimes.com/ClassNewL.asp?loc=DXB

Mas talvez a maneira mais tradicional de fazer qualquer tipo de negócio seja mesmo consultar os prosaicos painéis disponíveis nos supermercados.

Isso já é uma tradição local: todo Spinneys tem um, todo Choitram também. É nestes painéis que a sociedade se comunica de maneira mais primária, seja na doação de um animal, na venda de móveis, uma oferta de trabalho, de um carro ou de um quarto para alugar. A frase em um deles, dá o tom de algo bem árabe que a comunidade de expatriados aqui incorporou: "all prices are negotiable" (todos os preços são negociáveis)... no fundo, acredito que há pessoas que compram produtos para vendê-los logo em seguida, apenas pelo prazer de negociar.

Foi assim que vi este anúncio que me interessou: uma casa grande, com piscina.


Epa! Mas é em Algarve, Portugal. Fica para a próxima.