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8.4.08

Vem aí: III Festa Brasileira em Dubai

Bom, apenas repassando:

III Noite Brasileira em Dubai!!!

Com DJ Igor!

Data: sexta, 11 de Abril de 2008
Horario: das 21:00 as 3:00

Local: Sky Club, Golden Tulip Hotel (04 341 7750), Al Barsha

Referência: entre o Mall of the Emirates e o Greens (mapa em anexo)

Entrada Franca!

Restrito para maiores de 21 anos.

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3rd Brazilian Night in Dubai!!!

With DJ Igor!

Date: Friday, April 11th, 2008
Time: from 9pm to 3am

Location: Sky Club, Golden Tulip Hotel (04 341 7750), Al Barsha
Reference: between the Mall of the Emirates and the Greens (map attached)

Free entrance!
Minimum age: 21


31.1.08

Carnaval em Dubai

Apenas repassando o SMS que recebi ontem de pelo menos umas 3 pessoas:


FESTA DE CARNAVAL!
Sexta, 1 Fev, das 20:00 as 3:00.
Entrada gratuita.
Skyy Club, Golden Tulip Hotel, Al Barsha.
Ver mapa http://www.goldentulipalbarsha.com.
20% desconto nas bebidas galera da Emirates.


É isso aí: parabéns ao Ígor e ao Paulo pela iniciativa! E se você é brasileiro e está em Dubai, apareça. É o mais próximo de um carnaval que você vai encontrar por aqui.

11.12.07

Sheik Luís responde: "night life"

Jordi deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Aconteceu em
Dubai":

Caramba! Agora nao sei se fico no YHA, Deira ou Bur Dubai! Ou se fico 2
dias em cada! Gostaria de conhecer Dubai mas tb curtir um pouco da
nightlife! O que vc sugere Sheik?Valeu!Jordi



Postado por Jordi no blog Dubai F. C. em Segunda-feira, 10 Dezembro,
2007

Prezado Jordi,

Depois de uma longa caminhada (de ida-e-volta) até Abu Dhabi, as pernas do sheik só querem o conforto do lar e noites tranqüilas ao lado de suas 15 concumbinas.

Dá uma olhada nesta matéria da TimeOut sobre baladas daqui, talvez isso te ajude.

Particularmente, eu gosto do Barasti. Apesar de cheio, se chegar antes das 20h, entro de chinelo e bermudas e ainda tem agradáveis poltronas de frente para o mar. Depois das 20h, só pedindo ajuda para alguma menina sozinha do lado de fora (couples only...).

1.12.07

É proibido dançar

Então você, brasileiro, inglês "the book is on the table", que não perde uma feijoada com pagode na casa do Jojó, quer vir para Dubai, hein? Porque Dubai é legal, é a terra dos endinheirados, não é?

Sim, leitor, estou falando com você, que não sabe mais do que o refrão do hino nacional (aux aaaaaarmes citoyens!) mas jamais esqueceria a letra do Pagode da Madalena ("Madalena, Madaleeeena, vooooocê é meu bem querer...."). Então me diga o que você, forrozeiro, sambista, micaretista (especializado em qualquer dança onde haja mulheres) acha dessa aqui:




O que, leitor? Seu inglês é um "cocô" e você não entendeu? Tá bom, tá bom. Ele diz algo mais ou menos assim:


NOTA

Caro hóspede,

Por favor esteja ciente de que devido às novas regras do

DEPARTAMENTO DE MARKETING PARA O TURISMO E COMÉRCIO DE DUBAI

NENHUMA DANÇA É PERMITIDA EM BARES EM ÁREAS ABERTAS E CLUBES NOTURNOS
Em respeito a isto, pedimos sua gentil colaboração e compreensão.

Perdão pelo inconveniente.



Não estamos falando de Arábia Saudita, não estamos falando de proibição a cigarros. Estamos falando de proibição ao ato de dançar em Dubai. Isso mesmo! Dubai, a terra dos endinheirados!

Que me desculpem os fumantes: fumaça de cigarro em locais fechados não apenas incomoda, mas prejudica a saúde de terceiros, fumantes ou não, presentes no recinto. Proibir, assim, o seu consumo em locais fechados é algo razoável, justificável como um problema de saúde pública, tal qual a licença de trabalho a portadores de doença altamente contagiosa como pneumonia, tuberculose.

Mas é compreensível: dança é algo contagioso. Você vê, e quer aprender a dançar. Dança é algo perigoso. Dançando, o já temível e execrável bicho "solteiro" (que por si só, já pratica o crime de "existir") corre o sério risco de cometer outro crime: sentir-se atraído pela companheira de dança. Pensando bem, algo perfeitamente plausível esta proibição.

É isso aí, leitor. Você se adaptaria? Isso também é Dubai. Dubai Futebol Clube.

7.9.07

Pré-Ramadan

Eita janta longa, não é?

Pois é. Mas antes de eu começar a falar sobre a semana passada, vamos falar de presente e futuro.

A uma semana do início do Ramadã, período no qual todas as principais casas noturnas da cidade permanecerão fechadas, é festa em todo lugar: todo bar arranjou um jeito de trazer um DJ famoso na Inglaterra para tocar e assim, colocar os preços lá na estratosfera.

Ontem dei um pulo na Trilogy. Vamos falar de preços:

- entrada - 120 DH (R$ 60 / 24 €)
- cerveja mexicana "Corona" - 40 DH (R$ 20 / 8 €)
- garrafa de água (375 ml) - 20 DH (R$ 10 / 4 €)

A garrafa de água parece um vidro de perfume e vem lá da Noruega...

DJ inglês, cerveja mexicana, água norueguesa: são os habitantes de Dubai consumindo globalmente e assim, dando sua contribuição inteligente para o aquecimento do planeta.

8.7.07

Carnival Brazilian Party @ Savage Garden

Recebi a seguinte mensagem em meu celular:

Get ready to enjoy the best Carnival Brazilian Party at Savage Garden this coming wednesday 11th July 2007.


Fica aí esta dica para quem estiver por Dubai na próxima quarta-feira.

2.6.07

Irish Village: drink or leave


Everything was set to be a great Friday evening: during the day, I received more than 10 text messages on my mobile from passionate Brazilians inviting me to see the friendly football match England x Brasil at Irish Village.

Brazilians generally love football and also love to go the Irish Village, where the around 300-people community usually goes for a brunch, a drink, or even to support their traditional parties like Saint Patrick’s Day. However, from what I saw last night, it is clear that this feeling is not reciprocal: less than 5 minutes after my arrival there and before any waiter came to me, I was approached by a security guy in a very offensive manner asking me whether I was drinking or not. I said I was not, so he said in very rude way:

Drink or leave!

At first, I did not get the point and thought I was doing something wrong, so I asked why. He explained in his usual politeness:

Drink or leave, that’s the rule of the house. If you do not feel good with this, please the door is opened!

Drink or leave. I thought I had enough in Dubai with those couples-only nights, or those places who have face prices, and now, drink or leave. Nice marketing lesson: to sell more, threaten/push your clients! Would you feel likely to consume anything in such conditions? I simply left the place and I went to Sapphire, where I had a very nice reception and where I could eventually see the match and consume whatever I wanted without threats.

After the match, I went back to Irish Village and comment the incident with other Brazilians outside the pub and most of them reported that they were also threatened. One of them reported that when he asked why the guy was bothering him, the security guy advised him to discuss it with the (big) doorman…

I went to the manager and complained this embarrassing and ashaming approach. He apologized me for the incident and said they were doing this because the group flooded the house, had not reserved places and he ended with a not convincing argument that they were not consuming enough.

Not consuming enough, very subjective. I would argue that if they wanted to make the place exclusive for those with reservations, or condition the entrance to a minimal consumption, they should do it clearly, but I think one fact explains everything: they were doing this only to those dressing the Brazilian national football team jersey or speaking Portuguese in the pub

Well I think we don’t need to be Brazilian to see that these kind of treatment is unacceptable and I’m advising all my friends not to get back to Irish Village, which has proved to be a non-friendly place, at least to the Brazilian community in Dubai.

+++

Tudo mostrava que teríamos um grande noite de sexta-feira: durante o dia, recebi mais de 10 SMS no meu celular de brasileiros convidando-me para assistir o amistoso Inglaterra x Brasil no Irish Village.

Brasileiros geralmente gostam de futebol and gostam também do Irish Village, onde comunidade de cerca de 300 pessoas vai para comer, beber ou mesmo para prestigiar suas tradicionais festas como o Dia de Saint Patrick. Entretanto, a partir do que pude ver ontem a noite, este sentimento não é recíproco: menos de 5 minutos após a minha chegada ao local, fui abordado por um segurança de maneira bem agressiva perguntando se eu estava bebendo ou não. Eu disse que não, então ele disse de maneira bem rude:

Beba ou saia!

E início, eu não entendi e pensei que estava fazendo algo errado, então eu pedi para ele explicar do que se tratava, ao qual ele explicou com sua habitual delicadeza:

Beba ou saia, esta é a regra da casa. Se você não se sente confortável com isso, por favor a porta está aberta!

Beba ou saia. Eu pensei que já tinha visto de tudo em Dubai como as noites só para casais, ou ainda certas casas noturnas que definem o preço pela sua aparência, e agora beba ou saia. Essa foi a primeira vez isso aconteceu comigo lá. Boa lição de marketing: para vender mais, ameace/force a barra com seus clientes.! Você se sentiria à vontade para consumir algo nestas condições? Eu saí do lugar e fui para o Sapphire, onde eu fui bem recebido e pude finalmente ver a partida, e até mesmo consumir algo sem ameaças.

Após a partida, voltei ao Irish Village e comentei o ocorrido com outros brasileiros fora do bar e a maioria reportou que também tinham sido ameaçados. Um deles disse que ao perguntar a razão de tanto assédio, o segurança recomendou-o a discutir isso com o porteiro (um armário)...

Fui até o gerente reclamar da vergonhosa e desagradável abordagem. Ele desculpou-se pelo incidente e disse que assim o fizeram porque o grupo lotou a casa, não reservou lugares e por fim terminou com um argumento pouco convicente de que eles não estavam consumindo o bastante.

Consumir o bastante, muito subjetivo. I iria argumentar qu se eles quisessem manter o local exclusivo para aqueles com reserva, ou condicionar a entrada a uma consumação mínima, eles deveriam fazê-lo claramente, mas eu penso que uma coisa explica tudo: eles estavam abordando apenas as pessoas com camisas da seleção brasileira ou que falavam português... outras pessoas entraram no pub no mesmo momento e não receberam o mesmo tratamento.

Bom, eu penso que a gente não precisa ser brasileiro para ver que este tipo de tratamento é inaceitável e estou recomendando a todos os meus amigos para evitar voltar ao Irish Village, que mostrou-se um lugar não-amigável, ao menos para a comunidade brasileira em Dubai.

3.3.07

E hoje é dia de...


... Salsa no Scarlett's!

Pra quem chega antes das 21h, tem aulas gratuitas.

Samba em Dubai?

Essa vai para o pessoal da banda Fino Trato de SP e para quem está em Dubai: acabo de ver uma propaganda do Beachcombers (bar de praia no Jumeirah Beach Hotel) na revista Timeout informando:

monday - samba nights
Wind down with a live 3 piece
Samba band from 6.00pm


Mas atenção! Deve ser entrada gratuita, mas tem que fazer reserva: 04 406 8999.

Double Decker

Ela debruçou-se no balcão, enquanto ele esperava o garçom voltar com o troco. Ele olha ao lado, e vê uma garota morena de pele e olhos claros com um comportado vestido branco riscado de preto bebendo um coquetel. Ela sorri e diz:

- Hi!
- Hi!

Que estranho, mulher cumprimentando. Ele volta então a seu grupo de amigos, e quando ela volta, olha novamente para ele e cumprimenta:

- Hi!
- Hi!

Em Dubai, todos partem do pressuposto que ninguém nasceu aqui. E é assim então que ele desfere a primeira pergunta oficial deste lugar:

- Where are you from?
- I'm from Russia.

Chega-se então ao momento da segunda pergunta oficial: se alguém não é daqui, é porque chegou aqui algum dia:

- How long have you been here?
- 1 month...

Um mês em Dubai. Que sorte, hein? O rapaz já está se sentindo realmente alguém de sorte quando ela pergunta:

- Are you staying in a hotel or in an appartment?

Já diz o ditado: "Para bom entendedor, ...". Ela é discreta, mas não deixa dúvidas. Por fim, ela se despede dizendo "já volto" e metros à frente aborda um senhor mais velho e barrigudo com colares de ouro no pescoço.

Long's Bar

Ela queria mesmo chamar a atenção: aproximou-se e chamou a funcionária:

- Por favor, você pode mudar de canal?

Long's Bar é mais um dentre tantos pubs da cidade onde homens assistem futebol e bebem cerveja. Ela debruçou-se então sobre o parapeito de madeira em frente à TV e ficou ali, mexendo seu quadril de um lado para o outro, eventualmente trombando com o rapaz que ali estava:

- Desculpa…

Havia muitas TVs no recinto. O rapaz ignorou a atitude e voltou para o bar, onde se sentou e voltou a assistir a partida na TV ao lado.

Ela voltou ao balcão e posicionou-se em um ponto visível, e quando o rapaz se virou para deixar sua cerveja, ela piscou os olhos. Ele então se levanta e vai até ela:

- Olá, você queria perguntar algo?
- Sim. Qual é o seu nome?
- Fulano, e o seu?
- Julieta…

Ela exala um perfume forte o suficiente para ser notado em um ambiente com tanta fumaça. Uma saia preta justa à cintura e que desce até abaixo dos joelhos, uma blusa preta semi-aberta deixa um sutiã preto à mostra. Na cabeça, uma boina, também preta, com as inscrições “D. G.” em lantejoulas:

- Julieta de onde?
- Turca-libanesa…
- Quanto tempo em Dubai?

Ela gira o canudo com a ponta do indicador direito. Olhos nos olhos:

- O suficiente para me sentir confiante... e você, o que faz aqui?

Mulher experiente: sabe que no jogo da sedução, a primeira regra é não dar detalhes sobre sua vida, mas deixar o outro falar sobre si mesmo. Cada pergunta é rebatida com respostas que o levam a falar de sua própria vida. E ele responde, enquanto ela olha fixamente para seus olhos, com olhos grandes e verdes. Ela desce vagarosamente seu olhar sobre seu peito até encontrar algo interessante:

- Que colar é esse? – ela enrola lentamente o colar sobre seu indicador direito, posicionando-o de modo que o rapaz, ao olhar para seu dedo, tenha como pano-de-fundo os seus peitos. Eram peitos bonitos, aparentemente firmes: maiores que uma bola de tênis, menores que um melão.

- São sementes…
- Desta cor ou são pintadas?
- É assim mesmo…

Ela faz uma cara de espanto e diz com ar inocente:

- Mas que engraçado! É da cor de minha calcinha - e posiciona sua mão esquerda bem a frente de seus peitos, mostrando assim uma minúscula calcinha vermelha.

A garota errou: tudo ficou óbvio demais.

- Mas por que você está segurando sua calcinha, assim, em público?
- Um amigo duvidou que eu tirava e eu tirei.
- Muito bem! Você é uma garota bem decidida. E por que pediu para mudar o canal de TV?
- Porque não gosto de futebol…

Sua expressão tão inabalável denota sinais de fraqueza: não olha mais nos olhos e, de braços cruzados, comporta-se como qualquer mulher do recinto, resistiva a qualquer contato com homens.

Mulher experiente, sabe que em batalhas perdidas a melhor saída é a retirada-relâmpago. Olhou para o lado e viu, sentado na mesa, um rapaz de terno, meia-idade, que fumava um charuto e acabara de abrir uma garrafa de espumante: provavelmente um velho amigo. Recobrou a usual auto-confiança que anos em Dubai lhe deram e deixou de maneira triunfante o rapaz falando sozinho.

O rapaz voltou ao seu lugar no balcão e de longe viu a garota que agora acariciava a nuca do amigo com os peitos encostados em suas costas. Minutos atrás ele lhe falava de sua profissão, mas não teve coragem de perguntar a dela. Há perguntas que não se faz. Riu e concluiu que o amor, este nobre sentimento que une as pessoas, é de fato uma coisa maravilhosa e intrigante: tão fácil para alguns e tão caro para outros.

5.2.07

Barasti


Fazia tempo que não ia em um lugar com mais mulheres que homens. Logo na entrada, tenho que desviar de 2 que iam indo embora, fazendo um zigue-zague...

O Barasti fica no Le Meridien, hotel 5 estrelas localizado entre a Dubai Media City e a Marina. É um terraço ao lado da praia com vista para a Palm, com uma banda tocando reggae. E o melhor: não paga pra entrar.


Dubai High Society

Estava quase indo embora quando alguém olha pra bandeira presa a minha bolsa e pergunta:

- Are you Brazilian?
- Opa!

É a Thaís, engenheira da Embraer que mora há 2 anos em Paris. Veio a trabalho para Dubai, para algumas reuniões no Oriente Médio. Quase me convence a comprar um jatinho. Mas aí olhei para a carteira... hmmm... hoje não.



É isso aí, Thaís! Abraço do Sheik.

Local: Barasti
Preço: Não paga para entrar!

Kuya Disco - a discoteca filipina

Essa fica em um Hotel meio decadente em Deira. Para quem vem da ponte Al Garhoud, é virar à esquerda na rotatória do relógio (Clock Tower Roundabout) e entrar à direita após o posto de gasolina.

A pintura é meio escura, mesas em volta de uma pista de dança em frente ao palco. Uma TV branco-e-preto fica ligada em um canto, enquanto na mesa em frente alguns casais jantam o que parece ser um frango com farofa. Do lado esquerdo, um American bar e uma mesa de bilhar. No palco, rapazes com roupas de rappers tocam rock filipino, cantado por uma mulher em tagalog, inglês e algumas palavras perdidas em espanhol, enquanto 4 garotas de uma curta minissaia e um pequeno top dançam uma coreografia mal-ensaiada. Sensacional.

Você será um dos poucos não-filipinos no local, mas não se assuste: logo o garçom virá apertar sua mão e colocar um tigela de pipoca sobre a mesa, cortesia da casa. E se você não estiver dirigindo, poderá dar-se ao luxo de pedir uma das jarras de cerveja, e beber alguns litros de álcool antes de voltar para casa de táxi...

Definitivamente, esta balada não tem nada a ver com as baladas ultra-sofisticadas que acontecem do outro lado da cidade, mas justamente por isso, vale a pena uma visita durante uma eventual estada em Dubai.

Preço: 30 dirhams de entrada (dependendo do dia)

20.11.06

Aquecimento pré-balada na Marina...





Na sexta (nosso domingo, que vem antes do sábado), fizemos um aquecimento luso-brasileiro pré-balada na casa do Bruno, portuga de Setúbal, ó pá. Com direito a caipirinha instantânea, vinho "Terras do Pó" (bué da fixe, combina com Dubai), e pizza.


Na saída, a brigada da limpeza não perdoou o imundo veículo automotivo poluidor estacionado na rua...

6.10.06

Pubs, canadense de Barcelona e o chá

Pub é o nome genérico para bares anglo-saxões. Um pub pode ser inglês, irlandês ou australiano, ou ainda um misto dos três, o que no final das contas, não faz muita diferença. Em todos eles, há cerveja de qualidade, a música é rock e se faz apologia ao rugby.

Os pubs, assim como os Mc Donalds e hotéis de nível internacional, são um dos produtos da globalização que são o porto seguro de um viajante confuso e por vezes oprimido pelo choque cultural: é um lugar-comum, algo que você sabe como é e que funciona essencialmente da mesma maneira em qualquer parte do mundo. Assim o Double Decker, o pub onde estamos, não é muito diferente do O’ Malleys, localizado em uma das travessas da rua da Consolação, nos Jardins, ali em São Paulo. É até melhor: não se paga para entrar, e há cerveja de qualidade por preços inferiores aos praticados no Brasil. Uma pint (500 ml) de Guinness, Heineken, Stella Artois sai por 17 dirhams (R$ 10,00). Achou caro? Nas casas noturnas, uma long neck custa 30 dirhams...

Logo na entrada, encontro com o português Daniel, e com os brasileiros Márcio e Willian. Lá dentro encontraríamos ainda com o Anderson, com o Vítor e com o Bruno. O bar está cheio: é uma das poucas opções para os ocidentais durante o Ramadã. Garotas inglesas altas tiram fotos com rapazes ingleses barrigudos. Nas mesas, um grupo de asiáticas tímidas conversa diante de um prato de batatas-fritas.

Conversávamos em um grupo então quando alguém me puxa para outra roda de homens e me cumprimenta. Eu não conheço ninguém, tento ser simpático – Cheers! – mas o rapaz loiro e bêbado insiste: “Eu te conheço eu sei de onde você é”.

- Ah é? – desafiei com ar incrédulo – então de onde eu sou?
- De Nazaréééé... oh, oh, oh...

Gargalhadas na roda. Bêbado é uma merda, né? Tudo bem, eu sou Jesus Cristo, e vocês? Começo então a conhecer o grupo: dois engenheiros civis libaneses que trabalham nas obras do metrô de Dubai, e um canadense que trabalha com hotelaria. O libanês me apresenta o rapaz que me puxou para a roda: “ele é israelense! É de Haifa, conhece?”. Pela ira e preocupação que isso despertou no rapaz, começo mesmo a acreditar que ele era mesmo israelense de dupla nacionalidade...

O canadense puxa conversa. O rapaz aparenta seus 35 anos e é alto, barrigudo e calvo, mas insiste em deixar o cabelo crescer. Então fica aquele rabo-de-cavalo amarrado logo abaixo de uma lustrosa careca. Ele não percebe, mas eu faço um esforço sobre-humano para entender o seu sotaque enquanto ele fala cada vez mais rápido.

Quando descobre que sou brasileiro, abre um sorriso na cara, e diz todo empolgado: “eu também falo espanhol!” Faz questão de explicar, agora tudo em espanhol:

- Soy de Toronto, peró hay 6 años que vivo en Barcelona. Hablo español y un poquito de catalán, la lengua que...hmm... hablan there. Y ahora, Dubai... conoces Barcelona?

Desanda então a fazer uma inconveniente comparação entre Dubai e Barcelona, a contar de baladas que só acabam quando o sol nasce e das noites de Ramadã em Dubai. Esse maluco começa a comparar espanholas elegantes de saias curtas com mulheres de vestido e véu preto. É interessante como as pessoas tendem a idealizar o que lhe falta: a nossa volta, não há uma mulher sequer de preto, no entanto o canadense se lamenta. Por sorte apareceu um inglês para me salvar. Ele nos interrompe e serve um shot para cada um:

- Tem que virar!! – viramos. Oportunidade para mudar de assunto.

Contei pra eles que estou tentando seguir o jejum. Longa gargalhada: “Jesus jejuando no deserto...”.


Ele por fim, muda de assunto e volta a falar o seu inglês que desafia meus ouvidos. Fala da caixa de garrafas de absinto que tem em sua casa e de um esquema ilegal para alugar carros sem carteira de motorista local ou internacional... mas se a polícia pega...


Sou interrompido mais uma vez: agora é o suposto israelense, que começa a gritar comigo em alta voz com o dedo em riste próximo ao meu nariz. O que é que eu fiz? Fiquei paralisado e não entendi nada do que dizia. Por fim, saiu e voltou minutos depois com duas pints de Heineken. Entregou uma para mim, xingou-me mais uma vez e saiu trançando as pernas. Vai entender.

Não liga não, está bêbado - diz Hassam, o engenheiro libanês. Ele conta que aprendeu francês na escola, mas que nunca teve oportunidade de falar. Começa então a fazer profecias sobre o futuro do metrô de Dubai em um idioma misto e alcoólico, que tende ao francês:

- Não vai dar certo. Eu sou árabe, eu sei: árabe gosta de se mostrar, de ostentar. Não vai querer se esconder debaixo da terra se ele pode mostrar seu carro para todo mundo...


A luz acende e o som pára. São 2h da manhã, hora de ir embora. Agora um batalhão de funcionários gentilmente empurra todos para fora da casa, e cada qual busca o seu táxi. O suposto israelense sai carregado. O canadense mostra meu telefone marcado na palma de sua mão e me diz: "Amanhã eu te ligo, sobre o esquema dos carros. Prometo!". Não ligou.


Em casa, fome: Earl Grey tea com leite, e hawala, doce libanês. Durmo como um nenê.

17.9.06

Tá explicado


Se até as havaianas, as legítimas, são brasileiras, faz todo sentido tocar samba no Baile do Havaí.

Aliás...

... no Havaí, depois da Ula-Ula, será que dançam samba?
... alguém aqui já conheceu um havaiano?

Mas eu entendo...

Eu passei a minha adolescência em Limeira indo todo ano ao badalado Baile do Havaí, no Nosso Clube.

Baile chic: todos vão de roupas brancas e floridas para beber muito álcool e comer melancia, dançando samba em volta da piscina. Mas nunca vi um havaiano legítimo por lá.

Salve, simpatia...


- Radisson Hotel, boa tarde, como posso te ajudar?
- Olá, eu vi uma propaganda de uma festa chamada Favela Chic!, com músicas brasileiras, e fiquei interessado. Eu vi que é preciso se vestir de branco e que é apenas para quem está na lista de convidados, correto?
- Correto.
- E qual o preço da entrada?
- Senhor, não é cobrado nada na entrada, mas é preciso ter o nome na lista.
- Nossa, que legal. E como faço para colocar meu nome na lista?
- Senhor... hmmm... você recebeu o SMS do barman?
- Ah, é uma festa privada? Tudo bem, desculpe-me...
- Não senhor, a festa não é privada, mas para entrar, precisa receber um convite do barman.
- E como eu falo com o barman? Olha, eu sou brasileiro e fiquei interessado em ir nesta festa brasileira.
- Passe-me seu nome e telefone que eu passo para o barman. Se ele te enviar um SMS de resposta, seu nome foi confirmado na lista.

Não recebi o SMS, portanto, não fui na festa. Salve simpatia. Festa brasileira sim, brasileiros não.