Então você se cansou de Dubai: está achando muito monótono andar de Rolex nas ruas como se fosse invisível ("mas é um R-O-L-E-X", você diz), e pior, cansou de ser tratado como "um qualquer de classe-média" quando anda nas ruas com seu Porsche...
... entendo. Você gosta de status, mas de repente, se deu conta que aqui os símbolos de status não lhe conferem status algum. Isso realmente deprime, não é mesmo?
Mas tudo bem: não se deprima. Eu ajudo você a sair do país, seja lá para onde você for. Você que é um endinheirado, certamente tem uma montanha de pertences que precisa ser devidamente embalada e corretamente transportada. Você precisará contratar um serviço de mudança.
Algumas empresas na região, nos pacotes de atrativos que oferecem aos seus funcionários expatriados, incluem a mudança ao término de serviço. Em geral, a coisa funciona assim: você faz uma cotação de frete por mar em 3 empresas, a companhia escolhe a mais barata.
Aqui vão então 3 dicas de empresas especializadas em mudanças:
- Everex
- Global Relocations
- Euro Movers
Em geral, as empresas agendam uma visita gratuita a sua casa para realizar a cotação do frete.
Os preços variam de empresa para empresa, e claro, de acordo com a quantidade de bugiganga que você possui e a distância do país-destino. Um container de 20 pés custa em média na casa de 8 mil dólares. Se você possui pouca coisa, há outras opções mais baratas, como compartilhar um container.
Se você possuir realmente pouca coisa (até 200 kg com baixo volume), talvez valha mais a pena enviar por frete aéreo: o custo de envio de 200 kg de Dubai à países europeus custa entre 3.000 e 5.000 dirhams (1.500 a 3.000 reais).
Obviamente, não se esqueça de fazer seguro de seus pertences: o desaparecimento ou quebra de algum de seus pertences é algo tão recorrente que é praticamente uma certeza que irá ocorrer.
É de praxe a exigência de certos documentos pelo país-destino, tais como:
- comprovante de residência no país-origem
- visto de permanência no país-destino
- documento que comprove o motivo da mudança
- lista detalhada de mercadorias com preço por cada item reconhecida pela órgão consular do país-destino no país de origem (se você vai de Dubai para o Brasil, precisará carimbar a lista de mercadorias na Embaixada brasileira em Abu Dhabi)
Certifique-se também que você solicitou um serviço de entrega porta-à-porta (door-to-door service). Esse tipo de serviço é mais caro mas vale cada centavo: se você não contratou um serviço porta-à-porta, reserve ao menos 3 dias para conseguir aprender o tenebroso processo de desembaraço de mercadorias no porto e alfândega do país-destino. E esteja preparado para lidar com gente rude!
9.5.08
4.5.08
Kite surf em Dubai
Ah, leitor. Então você quer fazer kite surf em Dubai? Pior, você é tão ignorante, pobre e miserável que não sabe o que é isso.
Então está bem, vou explicar: cáitessãrf é um esporte onde as pessoas brincam com o vento e com o mar. Kite é pipa, e surf... bom assumo que você não é tão ignorante assim. Aliás, kite não é lá uma palavra inglesa que ficou conhecida mundo afora após o sucesso do livro de Khaled Hosseini, sobre as criancinhas pobres com ranho no nariz do Afeganistão. Você já leu? Aliás, você sabe ler?
Voltando ao ".": a prática do cáitisãrf em Dubai é uma atividade organizada e controlada pelo Dubai Kite Club. A filiação ao clube tornou-se obrigatória por pedido da Dubai Municipality, a prefeitura de Dubai. E lembre-se: é consenso de todos de não se praticar o esporte às sextas-feiras e feriados devido à quantidade de gente na praia. No sábado, pode brincar sem medo de ser feliz, só não vale passar cerol na linha...
Mas caro, leitor, não seja (tão) ignorante, assuma a sua incapacidade de aprender sozinho: contrate um instrutor (há vários listados no site). Digo isso sem ganhar comissão, simplesmente porque já vi muito cáitisurfista de primeira viagem bancar o espertão e perder o brinquedo (que vale quase 7 mil dirhams ao todo) ao brincar em dia de shamaal ou vento forte continental. Depois fica chorando na praia, com ranho no nariz, ramela no olho...
Se você não fala inglês, vá até a praia do Kite Surf (listada no site) e procure pelo Rodrigo da Emirates. Ele está quase sempre por lá, e de repente, pode te dar algumas dicas.
Então está bem, vou explicar: cáitessãrf é um esporte onde as pessoas brincam com o vento e com o mar. Kite é pipa, e surf... bom assumo que você não é tão ignorante assim. Aliás, kite não é lá uma palavra inglesa que ficou conhecida mundo afora após o sucesso do livro de Khaled Hosseini, sobre as criancinhas pobres com ranho no nariz do Afeganistão. Você já leu? Aliás, você sabe ler?
Voltando ao ".": a prática do cáitisãrf em Dubai é uma atividade organizada e controlada pelo Dubai Kite Club. A filiação ao clube tornou-se obrigatória por pedido da Dubai Municipality, a prefeitura de Dubai. E lembre-se: é consenso de todos de não se praticar o esporte às sextas-feiras e feriados devido à quantidade de gente na praia. No sábado, pode brincar sem medo de ser feliz, só não vale passar cerol na linha...
Mas caro, leitor, não seja (tão) ignorante, assuma a sua incapacidade de aprender sozinho: contrate um instrutor (há vários listados no site). Digo isso sem ganhar comissão, simplesmente porque já vi muito cáitisurfista de primeira viagem bancar o espertão e perder o brinquedo (que vale quase 7 mil dirhams ao todo) ao brincar em dia de shamaal ou vento forte continental. Depois fica chorando na praia, com ranho no nariz, ramela no olho...
Se você não fala inglês, vá até a praia do Kite Surf (listada no site) e procure pelo Rodrigo da Emirates. Ele está quase sempre por lá, e de repente, pode te dar algumas dicas.
O alcance da aranha e a Grande Sola de Sapato
Tiro os jornais do caminho e, d'entre uma folha e outra salta uma aranha que se põe em retirada.
Pobre aranha: ela não escolheu ser aranha. Assim, como eu, que não escolhi ser o que sou. Com uma diferença: sou "imagem e semelhança", que me dá super-poderes. Então eu posso. Ela não: é apenas aranha. Ela, na iminência do perigo, corre. Na iminência do perigo, às vezes corro também, mas neste caso, levantei o pé. Reação instintiva: sabe-se lá em que momento aprendi a ter medo de aranhas. E a minha reação ante ao perigo é destrui-lo.
Pobre aranha: ela corre inutilmente. Inutilmente, pois meu pé já vai a caminho. Mas ela faz o que pode, corre em zigue-zague, estica as pernas em sincronia rápida, faz o que está a seu alcance. Mas que pena: o que está a seu alcance... ainda é pouco. E talvez ela nem saiba...
Meu pé alcança a aranha. Morte instantânea. Em uma fração de segundo, geléia. Já não corre mais. Consolo: você, leitor que viu a cena, dirá: "ela fez o que estava ao seu alcance". Outros, mais conscientes dos desejos aracnídeos, dirão: "ela morreu fazendo o que gosta". Alguém ainda vê a questão por um outro lado do prisma: "ao menos não sofreu". Alguém, notando minha consternação perante o cadáver, põe a mão em meu ombro: "Esse é um animal ruim: vive de matar outros animais de forma cruel". Mas o fato é que ela agora já não é mais. Com um papel higiênico, limpo o azulejo, e em breve, ninguém mais se lembrará da pobre criatura...
Limpo a sola do sapato. Tiro a roupa, hora de dormir. Fecho os olhos e de repente penso que a Grande Sola de Sapato chegará para mim também. Aflição, aperto no peito. Desespero... ainda bem que sou Humano, e que para nós, nos foi reservada a Grande Gincana da Vida. Amanhã faço uma boa-ação e já garanto o "depois" pós-geléia. Pós-pó. Ufa, que alívio: durmo tranquilo, acordo, tomo café com pão-com-manteiga. Faço o trabalho desagradável com o peito cheio de esperança: hoje é melhor que ontem e amanhã será diferente. Faço o que está a meu alcance, e esqueço meus limites - 2010, 2015, ... com sorte, 2050? - enquanto a Grande Sola segue seu caminho pelo tempo.
Pobre aranha: ela não escolheu ser aranha. Assim, como eu, que não escolhi ser o que sou. Com uma diferença: sou "imagem e semelhança", que me dá super-poderes. Então eu posso. Ela não: é apenas aranha. Ela, na iminência do perigo, corre. Na iminência do perigo, às vezes corro também, mas neste caso, levantei o pé. Reação instintiva: sabe-se lá em que momento aprendi a ter medo de aranhas. E a minha reação ante ao perigo é destrui-lo.
Pobre aranha: ela corre inutilmente. Inutilmente, pois meu pé já vai a caminho. Mas ela faz o que pode, corre em zigue-zague, estica as pernas em sincronia rápida, faz o que está a seu alcance. Mas que pena: o que está a seu alcance... ainda é pouco. E talvez ela nem saiba...
Meu pé alcança a aranha. Morte instantânea. Em uma fração de segundo, geléia. Já não corre mais. Consolo: você, leitor que viu a cena, dirá: "ela fez o que estava ao seu alcance". Outros, mais conscientes dos desejos aracnídeos, dirão: "ela morreu fazendo o que gosta". Alguém ainda vê a questão por um outro lado do prisma: "ao menos não sofreu". Alguém, notando minha consternação perante o cadáver, põe a mão em meu ombro: "Esse é um animal ruim: vive de matar outros animais de forma cruel". Mas o fato é que ela agora já não é mais. Com um papel higiênico, limpo o azulejo, e em breve, ninguém mais se lembrará da pobre criatura...
Limpo a sola do sapato. Tiro a roupa, hora de dormir. Fecho os olhos e de repente penso que a Grande Sola de Sapato chegará para mim também. Aflição, aperto no peito. Desespero... ainda bem que sou Humano, e que para nós, nos foi reservada a Grande Gincana da Vida. Amanhã faço uma boa-ação e já garanto o "depois" pós-geléia. Pós-pó. Ufa, que alívio: durmo tranquilo, acordo, tomo café com pão-com-manteiga. Faço o trabalho desagradável com o peito cheio de esperança: hoje é melhor que ontem e amanhã será diferente. Faço o que está a meu alcance, e esqueço meus limites - 2010, 2015, ... com sorte, 2050? - enquanto a Grande Sola segue seu caminho pelo tempo.
Na cama com a python
- Hey, Bru, Cudjai ius ior cáiaq des wik?
- Xôo, bru. No problem. Jãs teikit.
Aí o canadense interrompe:
- Didiu breik dze kêidg?
- Nou, bru. It uôs lái dzat uên I bótit.
Ué... mas a jaula está vazia... tem só um toco de madeira dentro.
- En fór uá kaindov énimou es dzes kêidg for?
- Dzes kêidg es fó mai Páitzon.
- Páitzon?
- Iê, bru. Ei sneik.
- Nôooouuuuêiii. Bãt uérizit?
- Híer - e dá três tapinhas no lado da cama. - Ela dorme comigo.
- Iur kidin mi.
E rindo, ele tira de baixo da coberta uma cobra...
- Putaquipariu! Caralho! Porra! Fáákiu, bru!
- Hey, bru... no problem...
Passo a mão na cobra. O bicho é gelado:
- E o que esse animal come?
- Ai giv máaas
Sul-africanos, como ingleses, não costumam pronunciar 'érres' ao final de palavras:
- Mars? Du iu giv tchóklets tu dze snêik?
- Nôu bru! Ai sêd Máaas
E o canadense completa:
- Ei Méuss... un souris...
E o sul-africano aponta para a marca de sangue na parede: "essa foi da última vez que ela esmagou um ratinho...".
- Xôo, bru. No problem. Jãs teikit.
Aí o canadense interrompe:
- Didiu breik dze kêidg?
- Nou, bru. It uôs lái dzat uên I bótit.
Ué... mas a jaula está vazia... tem só um toco de madeira dentro.
- En fór uá kaindov énimou es dzes kêidg for?
- Dzes kêidg es fó mai Páitzon.
- Páitzon?
- Iê, bru. Ei sneik.
- Nôooouuuuêiii. Bãt uérizit?
- Híer - e dá três tapinhas no lado da cama. - Ela dorme comigo.
- Iur kidin mi.
E rindo, ele tira de baixo da coberta uma cobra...
- Putaquipariu! Caralho! Porra! Fáákiu, bru!
- Hey, bru... no problem...
Passo a mão na cobra. O bicho é gelado:
- E o que esse animal come?
- Ai giv máaas
Sul-africanos, como ingleses, não costumam pronunciar 'érres' ao final de palavras:
- Mars? Du iu giv tchóklets tu dze snêik?
- Nôu bru! Ai sêd Máaas
E o canadense completa:
- Ei Méuss... un souris...
E o sul-africano aponta para a marca de sangue na parede: "essa foi da última vez que ela esmagou um ratinho...".
Méus in dza háus
E de repente o canadense falou:
- Hey, lôk: dériz ei méus in dza haus!
- Don't uôri, bós. It's jãs...talítouãn. - retruca o sul-africano.
- Bãt... uát káindov énimou is ei méus?
- Ei méus?! It's jãstei lítou méusss... - e mostra "um tiquinho" com os dedos.
- Cúdiul spélit?
- M - O - U - S - E. Un souris - muitos canadenses também falam francês.
- Oh! A Máuz?!? Fãc. In de háus?!?!?
- Iés. Ei Méuusss. Ei Mickey.
- Uér?
- Dzér!
- Putaquipariu!!!
- Hey, lôk: dériz ei méus in dza haus!
- Don't uôri, bós. It's jãs...talítouãn. - retruca o sul-africano.
- Bãt... uát káindov énimou is ei méus?
- Ei méus?! It's jãstei lítou méusss... - e mostra "um tiquinho" com os dedos.
- Cúdiul spélit?
- M - O - U - S - E. Un souris - muitos canadenses também falam francês.
- Oh! A Máuz?!? Fãc. In de háus?!?!?
- Iés. Ei Méuusss. Ei Mickey.
- Uér?
- Dzér!
- Putaquipariu!!!
28.4.08
The Wild West
23.4.08
E há espaço?
E há espaço para mais um veículo de comunicação? Essa era a discussão em um programa de rádio esta semana, e um dos editor de jornais entrevistados acha que sim: "o mercado de publicidade no Golfo é de 1 bilhão de dólares".
Um bilhão de dólares: acho que ouvi errado. 1000 vezes 1 milhão de dólares para que não haja confusão... recentemente soube por um amigo que um estúdio (leia-se um apartamento de pequenas dimensões) em um empreendimento imobiliário lançado recentemente custa na planta justamente 1 milhão de dólares (já falarei em breve a respeito). Pensando bem, inflada ou não, a cifra de 1 bilhão é até plausível.
Façamos então uma nova abstração: imagine que ao invés de utilizar dinheiro para negociar publicidade na mídia por aqui, as empresas utilizassem estúdios nesse novo empreendimento como moeda. Estamos falando de um mercado onde as pessoas negociariam apenas 1000 estúdios de 50 m quardados. Pensando bem, êita mercado minúsculo! Que coisa de pobre. Acho que eu realmente ouvi errado: esta cifra deve ser para o UAE, e não o golfo todo.
Um bilhão de dólares: acho que ouvi errado. 1000 vezes 1 milhão de dólares para que não haja confusão... recentemente soube por um amigo que um estúdio (leia-se um apartamento de pequenas dimensões) em um empreendimento imobiliário lançado recentemente custa na planta justamente 1 milhão de dólares (já falarei em breve a respeito). Pensando bem, inflada ou não, a cifra de 1 bilhão é até plausível.
Façamos então uma nova abstração: imagine que ao invés de utilizar dinheiro para negociar publicidade na mídia por aqui, as empresas utilizassem estúdios nesse novo empreendimento como moeda. Estamos falando de um mercado onde as pessoas negociariam apenas 1000 estúdios de 50 m quardados. Pensando bem, êita mercado minúsculo! Que coisa de pobre. Acho que eu realmente ouvi errado: esta cifra deve ser para o UAE, e não o golfo todo.
Novo jornal: The National
E começou a circular um novo jornal nos Emirados Árabes: The National.

Editado pela empresa Abu Dhabi Media Company, o jornal é, obviamente, baseado em Abu Dhabi, e portanto, vem com um enfoque mais centrado no cotidiano desta cidade. De certo modo, um contra-ponto, em um momento em que Dubai monopoliza os meios que controlam corações e mentes além das fronteiras do Iúl-Êi-Í. Cada jornal custa 2 dirhams, mas aqui na empresa, é distribuído gratuitamente (por enquanto), a exemplo do que ocorria com o Business 24|7.
E nisso, não há muito o que discutir: jornais, rádios, TVs e agências de notícias européias têm filiais em Dubai. CNN, BBC, Reuters, ... quando canais de TV foram fechados no Paquistão recentemente, estes continuaram a sua programação a partir de Dubai (até o Sheik aceitar o pedido do governo paquistanês e ordenar o seu fechamento). No Irã, embora ilegal, a instalação de antenas parabólicas é prática comum, de modo que os persas são muito familiarizados com a programação de canais abertos de Dubai, como o Dubai One, em inglês e árabe.
Editado pela empresa Abu Dhabi Media Company, o jornal é, obviamente, baseado em Abu Dhabi, e portanto, vem com um enfoque mais centrado no cotidiano desta cidade. De certo modo, um contra-ponto, em um momento em que Dubai monopoliza os meios que controlam corações e mentes além das fronteiras do Iúl-Êi-Í. Cada jornal custa 2 dirhams, mas aqui na empresa, é distribuído gratuitamente (por enquanto), a exemplo do que ocorria com o Business 24|7.
E nisso, não há muito o que discutir: jornais, rádios, TVs e agências de notícias européias têm filiais em Dubai. CNN, BBC, Reuters, ... quando canais de TV foram fechados no Paquistão recentemente, estes continuaram a sua programação a partir de Dubai (até o Sheik aceitar o pedido do governo paquistanês e ordenar o seu fechamento). No Irã, embora ilegal, a instalação de antenas parabólicas é prática comum, de modo que os persas são muito familiarizados com a programação de canais abertos de Dubai, como o Dubai One, em inglês e árabe.
22.4.08
Sukuk
Sukuk - títulos (bonds) islâmicos. A grosso modo, títulos de renda (quase) fixa que respeitam (contornam?) os princípios de investimento determinados pela Sharia (lei islâmica), que proíbe a cobrança de juros. São tipicamente lastreados em produtos/riquezas físicas (ações de empresas, imóveis) que pagam dividendos ou aluguel aos detentores destes títulos.
Juros não pode e aluguel pode? No fundo, pode ser apenas uma questão de interpretação: juro não é justamente o aluguel cobrado por um dinheiro emprestado? E o aluguel de um imóvel não é o juro cobrado pelo uso de uma riqueza imobilizada? Isso tudo me confunde (às vezes, até os sheiks se confundem). Mas assim é que determina a Shariah: o aluguel de dinheiro (riqueza pura, líquida) é proibido. O aluguel de coisas tangíveis (riqueza imobilizada, coisas que se compra com dinheiro), é permitido.
Basta um passeio pelas páginas de economia dos jornais do Golfo para encontrar este termo aos montes, seja nas propagandas, seja nas próprias notícias.
Leia mais:
Sukuk no Emirates Business 24-7
Sukuk no Gulf News
Sukuk no Wikipedia
Juros não pode e aluguel pode? No fundo, pode ser apenas uma questão de interpretação: juro não é justamente o aluguel cobrado por um dinheiro emprestado? E o aluguel de um imóvel não é o juro cobrado pelo uso de uma riqueza imobilizada? Isso tudo me confunde (às vezes, até os sheiks se confundem). Mas assim é que determina a Shariah: o aluguel de dinheiro (riqueza pura, líquida) é proibido. O aluguel de coisas tangíveis (riqueza imobilizada, coisas que se compra com dinheiro), é permitido.
Basta um passeio pelas páginas de economia dos jornais do Golfo para encontrar este termo aos montes, seja nas propagandas, seja nas próprias notícias.
Leia mais:
Sukuk no Emirates Business 24-7
Sukuk no Gulf News
Sukuk no Wikipedia
17.4.08
Revisando o ar-condicionado
O ar-condicionado é um equipamento muito importante aqui no Mídoulíst, que portanto deve ser tratado com muito amor e carinho durante todo o ano, e não apenas nos meses de Calor Maligno que se avizinham.
Um ar-condicionado é uma criança bem independente, mas mesmo as crianças bem-independentes vez ou outra necessitam de uma ajudinha aqui ou ali. Com o ar-condicionado não é diferente: ele precisa de ao menos uma revisão anual, para tirar as carepas de sujeira do conversor, verificar se o compressor não perdeu pressão. Convenhamos, em geral, você não precisa de um especialista para limpar os filtros de um ar-condicionado: é só deixar de preguiçoso e acomodado. Mas não vou explicar aqui como limpar um filtro, pois esse, de fato, não é o objetivo deste post.
Qual o objetivo deste post? Serei muito sincero, leitor: não quero te ajudar. Quero apenas saciar meu ego, acalmar esse desejo insano, quase-psicótico de organizar meu pensamento de uma forma linear. Ou nem por isso, apenas um desejo de ser lido, de forçar uma baboseira guela-abaixo e ainda ler comentários dizendo: "puxa, sheik, como você é inteligente!". Mas vamos lá, mantenhamos as aparências. Imaginemos que eu esteja realmente imbuido de um desejo altruísta louco de te ajudar, e você realmente interessado no que escrevo.
Leitor ignorante, deixa eu te ajudar! Minto e desminto. Aceite minha mão como guia: não sou a luz tampouco o caminho, mas percamo-nos juntos nus pelo deserto, regando as dunas com a seiva da vida. Sigamos juntos que nossa relação é de reciprocidade. Eu escrevo e você lê. Eu sento no trono e estendo a mão, enquanto você se ajoelha e beija o diamante do anel de minha mão.
Então vamos a mais uma dica de sheik: não deixe para realizar a revisão anual do seu ar-condicionado em meados de junho, julho e agosto, quando se frita ovo no chão às 10h da noite. Quando você entra em sauna úmida para se refrescar. Nos meses quentes do ano, os especialistas em ar-condicionado tornam-se as pessoas mais cobiçadas do Oriente Próximo. Seus telefones são inundados por súplicas de pobres mortais em busca de uma brisa fresca e torna-se quase impossível tê-los à disposição em menos de 2 semanas.
E você, que não seguiu meus conselhos, precisará voltar às origens e fazer como seus comparsas da Índia que gastam menos de 1/3 da energia que você desperdiça diariamente eu seu veículo, luzes e climatizadores: dormirá no terraço, suando às picas.
Pronto! Até eu fiquei feliz agora: encontrei uma razão de existência para este post. Tal qual aqueles que para realizar um sonho, uma viagem ou passeio, e para obter patrocínio, encontram uma razão humanitária. O que não tira o mérito da viagem em si. Outro dia vi uma assim: viagem de escalada aos Himalaias. Para participar, você precisava levantar ao menos 100 mil dihrams em doações para as criancinhas pobres com ranho no nariz. Outro rapaz decidiu subir à pé todas as principais torres da Sheik Zayed em troca de doações para as criancinhas... que bom rapaz... tinha até um médico de óculos escuros (logo, especialista) para fazer o check-up das funções básicas entre a escalada (pelas escadas) de uma torre e outra (confesso que tenho uma dificuldade enorme em achar o mérito de tal ato. Nunca tive médicos avaliando meu estado precário nas diárias escaladas da Shatta Tower após cansar de esperar o elevador).
Mas o prazer da escrita é só meu, e já está acabando. Não se esqueça, portanto, do objetivo nobre que garantirá a leitura deste post por anos e anos após o fim de minha parca existência: revise o seu ar-condicionado antes do verão, ou sofrerá as consequências.
Um ar-condicionado é uma criança bem independente, mas mesmo as crianças bem-independentes vez ou outra necessitam de uma ajudinha aqui ou ali. Com o ar-condicionado não é diferente: ele precisa de ao menos uma revisão anual, para tirar as carepas de sujeira do conversor, verificar se o compressor não perdeu pressão. Convenhamos, em geral, você não precisa de um especialista para limpar os filtros de um ar-condicionado: é só deixar de preguiçoso e acomodado. Mas não vou explicar aqui como limpar um filtro, pois esse, de fato, não é o objetivo deste post.
Qual o objetivo deste post? Serei muito sincero, leitor: não quero te ajudar. Quero apenas saciar meu ego, acalmar esse desejo insano, quase-psicótico de organizar meu pensamento de uma forma linear. Ou nem por isso, apenas um desejo de ser lido, de forçar uma baboseira guela-abaixo e ainda ler comentários dizendo: "puxa, sheik, como você é inteligente!". Mas vamos lá, mantenhamos as aparências. Imaginemos que eu esteja realmente imbuido de um desejo altruísta louco de te ajudar, e você realmente interessado no que escrevo.
Leitor ignorante, deixa eu te ajudar! Minto e desminto. Aceite minha mão como guia: não sou a luz tampouco o caminho, mas percamo-nos juntos nus pelo deserto, regando as dunas com a seiva da vida. Sigamos juntos que nossa relação é de reciprocidade. Eu escrevo e você lê. Eu sento no trono e estendo a mão, enquanto você se ajoelha e beija o diamante do anel de minha mão.
Então vamos a mais uma dica de sheik: não deixe para realizar a revisão anual do seu ar-condicionado em meados de junho, julho e agosto, quando se frita ovo no chão às 10h da noite. Quando você entra em sauna úmida para se refrescar. Nos meses quentes do ano, os especialistas em ar-condicionado tornam-se as pessoas mais cobiçadas do Oriente Próximo. Seus telefones são inundados por súplicas de pobres mortais em busca de uma brisa fresca e torna-se quase impossível tê-los à disposição em menos de 2 semanas.
E você, que não seguiu meus conselhos, precisará voltar às origens e fazer como seus comparsas da Índia que gastam menos de 1/3 da energia que você desperdiça diariamente eu seu veículo, luzes e climatizadores: dormirá no terraço, suando às picas.
Pronto! Até eu fiquei feliz agora: encontrei uma razão de existência para este post. Tal qual aqueles que para realizar um sonho, uma viagem ou passeio, e para obter patrocínio, encontram uma razão humanitária. O que não tira o mérito da viagem em si. Outro dia vi uma assim: viagem de escalada aos Himalaias. Para participar, você precisava levantar ao menos 100 mil dihrams em doações para as criancinhas pobres com ranho no nariz. Outro rapaz decidiu subir à pé todas as principais torres da Sheik Zayed em troca de doações para as criancinhas... que bom rapaz... tinha até um médico de óculos escuros (logo, especialista) para fazer o check-up das funções básicas entre a escalada (pelas escadas) de uma torre e outra (confesso que tenho uma dificuldade enorme em achar o mérito de tal ato. Nunca tive médicos avaliando meu estado precário nas diárias escaladas da Shatta Tower após cansar de esperar o elevador).
Mas o prazer da escrita é só meu, e já está acabando. Não se esqueça, portanto, do objetivo nobre que garantirá a leitura deste post por anos e anos após o fim de minha parca existência: revise o seu ar-condicionado antes do verão, ou sofrerá as consequências.
16.4.08
Você deve estar se perguntando...
... porque a foto da janela do prédio saiu tão escura. É que agora colaram uma propaganda gigante do lado de fora do prédio.

Boris Becker business tower, Michael Schumacher business avenue, Niki Lauda twin towers. E fica aqui a pergunta: uma torre com nome de homem te atrai? Qual será a relação de identidade entre um edifício com a memória de um competidor? Será que vai ter competição para entrar no elevador?
Boris Becker business tower, Michael Schumacher business avenue, Niki Lauda twin towers. E fica aqui a pergunta: uma torre com nome de homem te atrai? Qual será a relação de identidade entre um edifício com a memória de um competidor? Será que vai ter competição para entrar no elevador?
Around the clock
15.4.08
Minha querida aula de árabe
Ána - eu
tchôkh (kh tem som de R de carioca um pouco mais arranhado, como em pokhta, cakhta) - khr (para bom entendedor...)
fi - em
seiara - carro
chuaia - pouco
ktir- muito
Colocando em prática:
Ána tchôkh fi al seiara.
(Eu cago no carro).
Ána tchôkh chuaia.
(Eu cago pouco).
Ána tchôkh ktir.
(Eu cago muito).
tchôkh (kh tem som de R de carioca um pouco mais arranhado, como em pokhta, cakhta) - khr (para bom entendedor...)
fi - em
seiara - carro
chuaia - pouco
ktir- muito
Colocando em prática:
Ána tchôkh fi al seiara.
(Eu cago no carro).
Ána tchôkh chuaia.
(Eu cago pouco).
Ána tchôkh ktir.
(Eu cago muito).
Ponto de ônibus
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