
Hoje por aqui é feriado e ontem foi lei seca: aniversário de nascimento do profeta. Em um momento em que só se fala na visita do papa ao Brasil e do rabino preso por suspeita de furto, fica aqui como um contra-ponto Traité d'athéologie, de Michel Onfray (não encontrei nenhuma tradução para o português).
Tem ateu que não gostou do livro. Seguem algumas passagens:
Sobre a democracia:
Toda teocracia torna impossível a democracia.
Quando leio a frase acima, só consigo pensar nos bispos deputados e senadores, nas concessões de rádio e TV para os mesmos bispos e para a própria igreja católica, e para o lucrativo negócio que se tornou a religião no Brasil: um empreendimento sem riscos, sem leis e sem tributação... e ai do infiel que for contra!
Sobre a circuncisão:
(...) a exposição permanente ao atrito com os tecidos age de maneira abrasiva sobre a pele que se resseca e perde a sensibilidade. O desaparecimento desta superfície e o desaparecimento da lubrificação suprimem o conforto sexual para ambos os parceiros.
Na contra-capa do livro, reproduz-se a seguinte passagem:
Os três monoteísmos, animados por um mesmo impulso de morte genealógica, dividem uma série de desprezos idênticos: ódio à razão e à inteligência; ódio à liberdade; ódio a todos os livros em nome de um único; ódio à vida; ódio à sexualidade, às mulheres e ao prazer; ódio ao feminino; ódio aos corpos, aos desejos e aos impulsos. Em vez de tudo isso, judaísmo, cristianismo e islã defendem: a fé e a crença, obediência e submissão, o gosto pela morte e paixão pelo além, o anjo assexuado e a castidade, a virgindade e a fidelidade monogâmica, a esposa e o marido, a alma e o espírito. (...)
Bom, tem outras passagens interessantes, mas fica para quem o ler.







