xúf - ver
xúfak - vejo você
bucra - amanhã
ahút - enfiar
fi - em
tizak - sua perna/bunda
AAussu - cobrir
hara - merda
magnun - louco
Enta pitichtagal eih?/Xô amalak? - qual o seu trabalho?
aiwa - correto; de acordo; isso mesmo
Exemplos:
- Xô amalak? (qual é o seu emprego)
- Ahút fi tizak! (Ponha na sua bunda/perna! - uma maneira oblíqua de dizer "vai se foder")
- Ahút fi tizak?!?!
- Aiwa! AAussu hara! (Cubra de merda! - para bom entendedor, meia palavra basta: mais uma maneira de dizer "enfia no rabo")
- Ktir magnun (muito louco). Xúfak bucra (até amanhã)!
- Xúfak! (até)
12.5.08
Minha querida aula de árabe I
Wala - melhor
Ferekh - frango
Gamaya/djamaya - cooperativa
Etihad - união
Meia - 100
MENA - Middle East and North Africa
Exemplos:
- Meia-meia? (100%?)
- Meia-meia! Wala ferékh al gamaya. (100%! Melhor que o frango da cooperativa)
Etihad é uma companhia aérea baseada no emirado de Abu-Dhabi.
MENA Media Guide é um guia de endereços e telefones das empresas de mídia que atuam no Oriente Próximo e Norte da África.
Ferekh - frango
Gamaya/djamaya - cooperativa
Etihad - união
Meia - 100
MENA - Middle East and North Africa
Exemplos:
- Meia-meia? (100%?)
- Meia-meia! Wala ferékh al gamaya. (100%! Melhor que o frango da cooperativa)
Etihad é uma companhia aérea baseada no emirado de Abu-Dhabi.
MENA Media Guide é um guia de endereços e telefones das empresas de mídia que atuam no Oriente Próximo e Norte da África.
África do Sul: "a guerra de nossos pais"
Já passa da meia-noite e ele está lá no terraço, com uma garrafa de vinho.
- Que foi, cara?
- Nada, boss... quer um copo?
Vinho não se toma sozinho, então subo, aceito.
- Eu ainda volto lá...
- Aonde?
Tomado pelo frenesi coletivo, alistou-se ao exército para defender algo que, segundo ele, só hoje compreende de fato. O que era para ser o serviço militar tornou-se sua profissão por cinco, sete anos...
- Imagine você, tão jovem - menos de 20 anos! - comandando um batalhão...
Memórias de uma conversa com uma garota da Emirates: ela contava que a amiga sul-africana estranhou quando recebeu o convite para estudar juntas:
- Você é a primeira branca que me faz esse convite... por que quer estudar comigo?
A noite segue no terraço:
- Éramos uma força semi-especial: eu , um outro branco, e quase uma centena de owambos.
África do Sul; África Sudoeste. Da base na fronteira, incursões Angola adentro, "in the bush", destocando emboscadas.
- Você já viu a selvas africanas? Mato alto... a gente ia beirando a estrada para evitar as minas. Os veículos derrubavam coqueiros maiores que esse aí...
- E a luta era para que?
- Nossa missão era acabar com os terroristas... hoje vejo: milícias. Gente boa, mas naquela época, estavam do outro lado; os comunistas...
Guerra complexa: naquela época, forças sul-africanas realizavam operações conjuntas com a UNITA de Jonas Savimbi no sul de Angola com o interesse de evitar a formação de bases guerrilheiras da SWAPO (South West Africa People's Organization) em sua luta pela independência da atual Namíbia. Ajudavam, assim, a UNITA a se defender dos avanços das tropas governamentais do MPLA, apoiadas por URSS e Cuba.
Dias atrás, na cozinha, conversava com o rapaz mais novo:
- Eu, na guerra? Já não é do meu tempo....
- E por que Dubai?
- Eu queria conhecer o mundo, viajar um pouco também... e a moeda aqui é mais forte. E no meu país, hoje é meio difícil... tem essas questões... - ele hesita - ...há algo que não se diz: ainda há muitos ressentimentos. De brancos com negros e de negros com brancos. E isso não se comenta, mas é preconceito também: se você procura um emprego, há uma preferência por negros... revanche?
Em uma escala em Viena, a garota da Emirates pede à amiga uma foto com o parque infantil ao fundo.
- Eu não gosto de parques infantis. Lá, eu não podia brincar: eram apenas para os brancos...
Épocas de Apartheid: parques, escolas, hospitais, praias separadas. Casamentos inter-raciais proibidos.
A garrafa já está quase no fim. Ele acende um charuto.
- Ainda quero voltar lá, só para ver como estão hoje as coisas. Eu vi fotos na internet dos locais exatos onde estávamos. Dizem que está tudo em paz. Para tirar esse peso das costas...
Seu amigo tinha 19 anos também. Conversa interrompida: ele estava ao seu lado, um tiro lhe varou a testa. Nesses momentos a guerra perde seu caráter ideológico e ganha novas motivações, contornos pessoais:
- Caçamos todos eles. Derrubamos um a um, 5 dias pelo no mato, sem dormir. Não sobrou nenhum, nenhum... Jesus! Éramos os dois únicos brancos no grupo mas todos os owambos choraram... as batalhas nos uniam.
Ele continua:
- Meu amigo... por que ele e não eu? Ele teria 42, como eu... a gente era muito jovem, no meio daquela grande merda, sem saber por que. Mas hoje eu sei: a gente lutava a guerra de nossos pais.
E na cozinha o rapaz encerra o assunto:
- Meu país é lindo, cara. Mas vai levar anos para o povo esquecer toda essa coisa ruim.
A garrafa já está vazia e meu copo também.
- Ei, boss: ainda vou voltar lá. Você vai receber um e-mail. Vai saber que é pra vir junto.
Aperto firme de mão: hora de dormir. Ele ainda fica com um resto de charuto e um dedo de vinho no terraço, pensando na vida, e nas mortes, talvez.
- Que foi, cara?
- Nada, boss... quer um copo?
Vinho não se toma sozinho, então subo, aceito.
- Eu ainda volto lá...
- Aonde?
Tomado pelo frenesi coletivo, alistou-se ao exército para defender algo que, segundo ele, só hoje compreende de fato. O que era para ser o serviço militar tornou-se sua profissão por cinco, sete anos...
- Imagine você, tão jovem - menos de 20 anos! - comandando um batalhão...
Memórias de uma conversa com uma garota da Emirates: ela contava que a amiga sul-africana estranhou quando recebeu o convite para estudar juntas:
- Você é a primeira branca que me faz esse convite... por que quer estudar comigo?
A noite segue no terraço:
- Éramos uma força semi-especial: eu , um outro branco, e quase uma centena de owambos.
África do Sul; África Sudoeste. Da base na fronteira, incursões Angola adentro, "in the bush", destocando emboscadas.
- Você já viu a selvas africanas? Mato alto... a gente ia beirando a estrada para evitar as minas. Os veículos derrubavam coqueiros maiores que esse aí...
- E a luta era para que?
- Nossa missão era acabar com os terroristas... hoje vejo: milícias. Gente boa, mas naquela época, estavam do outro lado; os comunistas...
Guerra complexa: naquela época, forças sul-africanas realizavam operações conjuntas com a UNITA de Jonas Savimbi no sul de Angola com o interesse de evitar a formação de bases guerrilheiras da SWAPO (South West Africa People's Organization) em sua luta pela independência da atual Namíbia. Ajudavam, assim, a UNITA a se defender dos avanços das tropas governamentais do MPLA, apoiadas por URSS e Cuba.
Dias atrás, na cozinha, conversava com o rapaz mais novo:
- Eu, na guerra? Já não é do meu tempo....
- E por que Dubai?
- Eu queria conhecer o mundo, viajar um pouco também... e a moeda aqui é mais forte. E no meu país, hoje é meio difícil... tem essas questões... - ele hesita - ...há algo que não se diz: ainda há muitos ressentimentos. De brancos com negros e de negros com brancos. E isso não se comenta, mas é preconceito também: se você procura um emprego, há uma preferência por negros... revanche?
Em uma escala em Viena, a garota da Emirates pede à amiga uma foto com o parque infantil ao fundo.
- Eu não gosto de parques infantis. Lá, eu não podia brincar: eram apenas para os brancos...
Épocas de Apartheid: parques, escolas, hospitais, praias separadas. Casamentos inter-raciais proibidos.
A garrafa já está quase no fim. Ele acende um charuto.
- Ainda quero voltar lá, só para ver como estão hoje as coisas. Eu vi fotos na internet dos locais exatos onde estávamos. Dizem que está tudo em paz. Para tirar esse peso das costas...
Seu amigo tinha 19 anos também. Conversa interrompida: ele estava ao seu lado, um tiro lhe varou a testa. Nesses momentos a guerra perde seu caráter ideológico e ganha novas motivações, contornos pessoais:
- Caçamos todos eles. Derrubamos um a um, 5 dias pelo no mato, sem dormir. Não sobrou nenhum, nenhum... Jesus! Éramos os dois únicos brancos no grupo mas todos os owambos choraram... as batalhas nos uniam.
Ele continua:
- Meu amigo... por que ele e não eu? Ele teria 42, como eu... a gente era muito jovem, no meio daquela grande merda, sem saber por que. Mas hoje eu sei: a gente lutava a guerra de nossos pais.
E na cozinha o rapaz encerra o assunto:
- Meu país é lindo, cara. Mas vai levar anos para o povo esquecer toda essa coisa ruim.
A garrafa já está vazia e meu copo também.
- Ei, boss: ainda vou voltar lá. Você vai receber um e-mail. Vai saber que é pra vir junto.
Aperto firme de mão: hora de dormir. Ele ainda fica com um resto de charuto e um dedo de vinho no terraço, pensando na vida, e nas mortes, talvez.
11.5.08
Por que não escrevo: depois do almoço
Caro leitor, noto somente agora que escrevo em primeira pessoa e sinto sobre minhas costas todo o peso da responsabilidade sobre este ato: a primeira pessoa - do singular ou do plural - confere ao texto um caráter confessional, e você - leitor ignorante - pode assumir que é tudo verdade. Ou pior: que é tudo mentira. É por isso que logo agora, antes de seguir, penitencio-me indo ao Mall of the Emirates e tentando estacionar a máquina poluidora que me serve em um estacionamento apinhado de outras máquinas. Condeno-me a enfrentar a fila do caixa do Carrefour. Vou à Chata Táuer às 9h da manhã... e espero o elevador (não existe penitência pior do que ter que esperar). Penitência cumprida, sigamos em frente. Escrevo tudo em detalhes, para não haver dúvidas quanto à veracidade (ou não) dos fatos.
O almoço foi no Shu, casa de xixa em frente ao Jumeira Beach Park, que aos sábados oferece um buffet de saladas e pratos quentes por meros 39 dirhams por pessoa. E eu me pergunto o que confere ao lugar um ar simpático: seriam os livros? Eles ficam bonitos ali, embora me pareçam um pouco deslocados: ninguém vai puxar um livro de 500 páginas para uma leitura despretenciosa enquanto fuma xixa. Visão um pouco utilitarista, mas esses blocos de papel fariam mais jus à sua existência se estivessem em um local mais adequado ao seu consumo, mas o que importa é que a comida é boa. Aprovada.
O almoço acabou tarde, quase 4h:
- Moça, quer chá?
- Não é uma má idéia... vamos ao Limetree?
Café Limeira, um bom lugar para fechar a tarde.
- O que você vai beber?
- Eu gosto de Earl Grey, mas se eu tomar isso agora, não durmo de noite. Vou de Jasmin. E você?
- Ah, eu vou tomar um suco.
Minutos depois, chegam à mesa dois chás: jasmin e laranja com canela.
- Mas você não pediu suco?
- É... mudei de idéia...
Mulheres: dizem uma coisa, fazem outra. Sempre.
- Quer ir comigo ao 360? É aniversário de um amigo gay - mulheres adoram dizer que têm amigos gays. E que possuem gatos, cachorros...
- Não, obrigado. Eu preciso escrever no blog.
- Hey, come on... eles não vão te dar cantadas.
- Eu sei.
Mulheres às vezes gostam de provocar:
- Quando é que você chegou à conclusão que você não é gay?
- Como assim?
- É. Desde quando você sabe que não gosta de homens.
Preconceito: como se todo homem fosse obrigado a ser gay. Meu pai, sheik de renome, sempre dizia: morria de medo de ter filho veado. E sempre dizia: "se alguém falar que você não é homem, mostra o pinto!".
Era um dia singelo na pré-escola quando a vizinha, em plena aula, provoca:
- Se você não faz isso, você não é homem.
Entusiasmado com a idéia de colocar em prática os ensinamentos paternos, lá se foi a calça para os joelhos, para o espanto da professora:
- O que é isso???
Compreensível o espanto dela. Caro leitor, eu imagino que você já saiba: sou sheik. Sheiks possuem genitálias enormes...
- Foi meu pai que mandou.
Imagine isso em um país muçulmano? Castigo: 2h olhando para a parede... ao chegar em casa, a mãe da garota falou sobre o muro: "não faça mais isso, hein?".
- Ok, eu te deixo em casa.
A professora de ioga entrou mais uma vez no quarto, coletou o biquini que jazia pendurado na porta do banheiro, a canga pendurada na porta do armário, mas se esqueceu da toalha na cadeira. Compreensível: para mulheres, uma estória sempre termina em reticências...
... mas eu sou homem. Não me provoque, que mostro a genitália. O que relatei aqui, justifica e muito a minha distância dos teclados. E é por essas e outras que qualquer hora, vou-me embora de Dubai. E assim sendo, termino este post sem reticências: apenas um ponto final.
O almoço foi no Shu, casa de xixa em frente ao Jumeira Beach Park, que aos sábados oferece um buffet de saladas e pratos quentes por meros 39 dirhams por pessoa. E eu me pergunto o que confere ao lugar um ar simpático: seriam os livros? Eles ficam bonitos ali, embora me pareçam um pouco deslocados: ninguém vai puxar um livro de 500 páginas para uma leitura despretenciosa enquanto fuma xixa. Visão um pouco utilitarista, mas esses blocos de papel fariam mais jus à sua existência se estivessem em um local mais adequado ao seu consumo, mas o que importa é que a comida é boa. Aprovada.O almoço acabou tarde, quase 4h:
- Moça, quer chá?
- Não é uma má idéia... vamos ao Limetree?
Café Limeira, um bom lugar para fechar a tarde.
- O que você vai beber?
- Eu gosto de Earl Grey, mas se eu tomar isso agora, não durmo de noite. Vou de Jasmin. E você?
- Ah, eu vou tomar um suco.
Minutos depois, chegam à mesa dois chás: jasmin e laranja com canela.
- Mas você não pediu suco?
- É... mudei de idéia...
Mulheres: dizem uma coisa, fazem outra. Sempre.
- Quer ir comigo ao 360? É aniversário de um amigo gay - mulheres adoram dizer que têm amigos gays. E que possuem gatos, cachorros...
- Não, obrigado. Eu preciso escrever no blog.
- Hey, come on... eles não vão te dar cantadas.
- Eu sei.
Mulheres às vezes gostam de provocar:
- Quando é que você chegou à conclusão que você não é gay?
- Como assim?
- É. Desde quando você sabe que não gosta de homens.
Preconceito: como se todo homem fosse obrigado a ser gay. Meu pai, sheik de renome, sempre dizia: morria de medo de ter filho veado. E sempre dizia: "se alguém falar que você não é homem, mostra o pinto!".
Era um dia singelo na pré-escola quando a vizinha, em plena aula, provoca:
- Se você não faz isso, você não é homem.
Entusiasmado com a idéia de colocar em prática os ensinamentos paternos, lá se foi a calça para os joelhos, para o espanto da professora:
- O que é isso???
Compreensível o espanto dela. Caro leitor, eu imagino que você já saiba: sou sheik. Sheiks possuem genitálias enormes...
- Foi meu pai que mandou.
Imagine isso em um país muçulmano? Castigo: 2h olhando para a parede... ao chegar em casa, a mãe da garota falou sobre o muro: "não faça mais isso, hein?".
- Ok, eu te deixo em casa.
A professora de ioga entrou mais uma vez no quarto, coletou o biquini que jazia pendurado na porta do banheiro, a canga pendurada na porta do armário, mas se esqueceu da toalha na cadeira. Compreensível: para mulheres, uma estória sempre termina em reticências...
... mas eu sou homem. Não me provoque, que mostro a genitália. O que relatei aqui, justifica e muito a minha distância dos teclados. E é por essas e outras que qualquer hora, vou-me embora de Dubai. E assim sendo, termino este post sem reticências: apenas um ponto final.
Sharjah: para solteiro é mais caro
E você aí no Brasil se pergunta qual é a vantagem de se morar em um país regido por uma democracia...
... certamente o que aconteceu recentemente em Sharjah não aconteceria por aí: um aumento nas tarifas de água, gás e luz sem qualquer aviso-prévio, de acordo com a reportagem do Gulf News.
E é através da mesma reportagem que surge uma informação deveras interessante: no emirado, as tarifas são diferenciadas para solteiros e famílias. Solteiros pagam uma taxa básica de eletricidade, gás e água de 200 dirhams, enquanto famílias pagam 70 dirhams.
Bela iniciativa, Sharjah! Se todos os emirados tomassem medidas semelhantes, em breve o UAE conseguiria erradicar do mapa esta doença maldita (o celibato).
... certamente o que aconteceu recentemente em Sharjah não aconteceria por aí: um aumento nas tarifas de água, gás e luz sem qualquer aviso-prévio, de acordo com a reportagem do Gulf News.
E é através da mesma reportagem que surge uma informação deveras interessante: no emirado, as tarifas são diferenciadas para solteiros e famílias. Solteiros pagam uma taxa básica de eletricidade, gás e água de 200 dirhams, enquanto famílias pagam 70 dirhams.
Bela iniciativa, Sharjah! Se todos os emirados tomassem medidas semelhantes, em breve o UAE conseguiria erradicar do mapa esta doença maldita (o celibato).
10.5.08
Aulas de árabe em Dubai
Então você realmente quer aprender árabe em Dubai? Está bem, está bem, segue então uma dica do Sr. Nelson Lomba sobre curso de árabe em Dubai:
Oi, Luis.
O instituto se chama ETON e fica em knowledge Village.
O curso para iniciantes é de 30 horas e custa 1200 dirhams (incluindo o material didático – 1 livro e alguns CDs).
Há uma turma aos domingos e terças, e uma outra às segundas e quartas. As aulas comecam às 19:30 e terminam às 21:00hs. Ate agora eu só fiz uma aula, que foi bem legal. O nome da professora é Saly. Ela e egípcia e dá as aulas em inglês. O inglês dela tambem é muito bom.
O site do curso é http://www.eton.ac/index.php
Eles também têm um curso de árabe intensivo. Tem um amigo que está fazendo, são 5 dias por semana.
Abraços,
Nelson
É isso aí. Vale lembrar que a garota bonita da página não está inclusa no curso.
Nelson Lomba é especialista em "Arcaísmo Contemporâneo" e ganha a vida dando palestras e consultorias em Dubai. Com a fortuna que já fez, já comprou o seu Rolex em Karama, colaborando assim para o fim do desemprego infantil na China, e agora esbanja luxo pelas ruas de Dubai.
Grande dica, seu Nelson!
Abraço de sheik.
Marcadores:
Dicas para expatriados,
Dubai High Society,
O preço das coisas
Por que eu não escrevo: depois do banho
Saio do banho; a garota está estendida na cama.
- Se você não lê o livro, leio eu. - e começa a ler em voz alta:
Deito ao lado. Garotas ficam sensuais lendo:
- E aí, o que você acha disso?
- Conclusão: beba vinho e seja eterno!
- Chato!
A negação estimula o crente a converter o incrédulo. Ela continua:
Isso me traz à memória uma entrevista de Leonardo Boff ao programa Conexão Roberto D'Ávila em que ele comentava suas últimas conversas com Darcy Ribeiro, já em estágio terminal. Ele tentava mostrá-lo como seria bom o pós-morte, a Pachamama que o abraçaria cheia de amor e vida... e viu um Darcy Ribeiro reticente:
- Leonardo, isso tudo é muito bonito e confortante. Eu juro que gostaria muito de conseguir acreditar em tudo isso.
Sara continua a leitura. Seu cabelo ainda cheira a mar:
Agora ela se vira e me pega em flagrante olhando para a protuberância que se forma na camiseta sobre os seus seios sem sutiãs. Viva o ar condicionado! Protestos:
- Hey!! Você está prestando a atenção no que eu estou lendo??
- Imagino que muitos suicidas explosivos também ficam nervosos momentos antes de apertarem o botão. E encontram tranquilidade ao pensar que o Reino está próximo...
Deadlock: esse é uma palavrinha em inglês muito usada em computação cuja melhor tradução talvez seja "beco-sem-saída". Quando isso acontece em uma conversa, é melhor mudar de assunto, arejar um pouco:
- Vamos comer?
Na saída do quarto, o companheiro de casa estava atento:
- Eu conheço esta roupa...
Obrigado, Chris. Homem sente prazer ao ver outro homem pensando que você fez sexo. Prazer territorial que não é superior ao ato em si, mas seu deleite é mais duradouro, e curiosamente, independe da ocorrência do coito. Dizem que é feio mentir. Por isso não minto, apenas confirmo os fatos, nem um tiquinho a mais, nem um tiquinho a menos. Apenas um discreto piscar-de-olhos:
- Sim, é minha - adiantei.
Hora do almoço.
- Se você não lê o livro, leio eu. - e começa a ler em voz alta:
The body is like grapes, and if you use rightly you can create the wine in you. The body is going to disappear, but the wine can remain, the spirit can remain.
Deito ao lado. Garotas ficam sensuais lendo:
- E aí, o que você acha disso?
- Conclusão: beba vinho e seja eterno!
- Chato!
A negação estimula o crente a converter o incrédulo. Ela continua:
"The death of the seed will be the birth of the tree (..) But how can this be known to the poor seed which has never been anything else? It is inconceivable. That's why God is inconceivable."
Isso me traz à memória uma entrevista de Leonardo Boff ao programa Conexão Roberto D'Ávila em que ele comentava suas últimas conversas com Darcy Ribeiro, já em estágio terminal. Ele tentava mostrá-lo como seria bom o pós-morte, a Pachamama que o abraçaria cheia de amor e vida... e viu um Darcy Ribeiro reticente:
- Leonardo, isso tudo é muito bonito e confortante. Eu juro que gostaria muito de conseguir acreditar em tudo isso.
Sara continua a leitura. Seu cabelo ainda cheira a mar:
"(...) And the leap happened to Jesus: he relaxed on the cross and he said: "Thy Kingdom come. Thy will be done..."
Agora ela se vira e me pega em flagrante olhando para a protuberância que se forma na camiseta sobre os seus seios sem sutiãs. Viva o ar condicionado! Protestos:
- Hey!! Você está prestando a atenção no que eu estou lendo??
- Imagino que muitos suicidas explosivos também ficam nervosos momentos antes de apertarem o botão. E encontram tranquilidade ao pensar que o Reino está próximo...
Deadlock: esse é uma palavrinha em inglês muito usada em computação cuja melhor tradução talvez seja "beco-sem-saída". Quando isso acontece em uma conversa, é melhor mudar de assunto, arejar um pouco:
- Vamos comer?
Na saída do quarto, o companheiro de casa estava atento:
- Eu conheço esta roupa...
Obrigado, Chris. Homem sente prazer ao ver outro homem pensando que você fez sexo. Prazer territorial que não é superior ao ato em si, mas seu deleite é mais duradouro, e curiosamente, independe da ocorrência do coito. Dizem que é feio mentir. Por isso não minto, apenas confirmo os fatos, nem um tiquinho a mais, nem um tiquinho a menos. Apenas um discreto piscar-de-olhos:
- Sim, é minha - adiantei.
Hora do almoço.
Por que eu não escrevo: a aula de caiaque
A aula de caiaque começou com ela entrando no meio quarto e indo direto para a estante dos livros:
- Você já começou a ler o livro?
Sabia que ela iria perguntar: dias atrás, após um papo existencial, ela me emprestara "I say unto you", do Osho, e insiste em tentar me convencer que "existe alguma coisa depois". Tá.
- Prometo que começo hoje. Vamos pro mar.
Eu sei que você está interessado em saber o que aconteceu na água, mas confie em mim: nada de mais. Depois de alguns tombos com o bumbum à vista para uma atenta e paciente platéia de rapazes de bigode de cócoras na praia, ela desistiu e ficamos ali naquele papo de praia, sentados na areia: castelinhos de areia com o pé que o mar derruba. Olho no relógio: 13:30h. Fome:
- Ei, vamos almoçar?
- Hmm... mas eu vou ter que passar em casa tomar um banho...
- Ué, você toma banho em casa.
- Ah, mas eu não tenho roupa.
- Mas eu tenho.
- Ok.
E assim voltamos para o quarto. Para uma professora de ioga, camiseta e calça com motivações "Índia é super legal". Mas ela se esqueceu de levar para o banheiro...
... e ela sai do banheiro com a toalha enrolada no corpo:
- Está frio aqui!!
Ela põe a camisa sobre e a calça sob a toalha. Depois a retira e enrola na cabeça. Hora de eu tomar um banho... frio.
- Você já começou a ler o livro?
Sabia que ela iria perguntar: dias atrás, após um papo existencial, ela me emprestara "I say unto you", do Osho, e insiste em tentar me convencer que "existe alguma coisa depois". Tá.
- Prometo que começo hoje. Vamos pro mar.
Eu sei que você está interessado em saber o que aconteceu na água, mas confie em mim: nada de mais. Depois de alguns tombos com o bumbum à vista para uma atenta e paciente platéia de rapazes de bigode de cócoras na praia, ela desistiu e ficamos ali naquele papo de praia, sentados na areia: castelinhos de areia com o pé que o mar derruba. Olho no relógio: 13:30h. Fome:
- Ei, vamos almoçar?
- Hmm... mas eu vou ter que passar em casa tomar um banho...
- Ué, você toma banho em casa.
- Ah, mas eu não tenho roupa.
- Mas eu tenho.
- Ok.
E assim voltamos para o quarto. Para uma professora de ioga, camiseta e calça com motivações "Índia é super legal". Mas ela se esqueceu de levar para o banheiro...
... e ela sai do banheiro com a toalha enrolada no corpo:
- Está frio aqui!!
Ela põe a camisa sobre e a calça sob a toalha. Depois a retira e enrola na cabeça. Hora de eu tomar um banho... frio.
9.5.08
Por que eu não escrevo: o sábado
Para fins religiosos, o dia sempre começa no dia anterior, quando o sol se põe. E posso dizer que sim, o sábado começou um pouco na sexta à noite, quando recebi outro SMS:
Enrique é peruano e já vive aqui há longa data. A nossa conversa começa em portuñol e termina em espanglês. Geralmente é ele que marca as remadas coletivas, mas hoje não sei o que aconteceu: não apareceu. Talvez tenha sido sábio: o dia amanheceu com ventos e neblina forte. Isso significa mar com ondas e sem visibilidade, o que não é lá muito bom para remar.

Saí na praia com a esperança de que todos tivessem desistido, mas já vi que as duas meninas já estavam lá. Homem não pode fazer feio, fui pra água também. Cheguei atrasado e lá fui eu no meio da neblina, contra as ondas, tentar alcançar as duas, mais uma vez a Sandra e a Julia. Meninas abusadas: seguiam sem colete salva-vidas. E eu? Sou sheik, tenho 15 concumbinas para criar, não posso me arriscar assim por pouco. E lá fomos nós: 1 km fora da costa até um navio que estava atracado e retorno, surfando as ondas. Da praia, não se via o navio, e do navio, não se via a praia. Três idas e voltas, com direito a tombo em alto-mar com ondas e tudo.
Chego em casa com a sensação do dever-cumprido: "agora é só tomar um banho, almoçar e começar a atualizar o blog". Mas aí chegou um SMS:
Era a Sara, a professora de ioga. Ela quer aprender a andar no caiaque. Mas justo hoje, cheio de ondas? Mas os sheiks são generosos e benevolentes: "Sim, venha". Mas isso já não cabe aqui, é assunto para outro post.
Paddling 2morrow @ 8:30 w Enrique
Enrique é peruano e já vive aqui há longa data. A nossa conversa começa em portuñol e termina em espanglês. Geralmente é ele que marca as remadas coletivas, mas hoje não sei o que aconteceu: não apareceu. Talvez tenha sido sábio: o dia amanheceu com ventos e neblina forte. Isso significa mar com ondas e sem visibilidade, o que não é lá muito bom para remar.
Saí na praia com a esperança de que todos tivessem desistido, mas já vi que as duas meninas já estavam lá. Homem não pode fazer feio, fui pra água também. Cheguei atrasado e lá fui eu no meio da neblina, contra as ondas, tentar alcançar as duas, mais uma vez a Sandra e a Julia. Meninas abusadas: seguiam sem colete salva-vidas. E eu? Sou sheik, tenho 15 concumbinas para criar, não posso me arriscar assim por pouco. E lá fomos nós: 1 km fora da costa até um navio que estava atracado e retorno, surfando as ondas. Da praia, não se via o navio, e do navio, não se via a praia. Três idas e voltas, com direito a tombo em alto-mar com ondas e tudo.
Chego em casa com a sensação do dever-cumprido: "agora é só tomar um banho, almoçar e começar a atualizar o blog". Mas aí chegou um SMS:
Hey Luis! R u going 2 the beach now?
Era a Sara, a professora de ioga. Ela quer aprender a andar no caiaque. Mas justo hoje, cheio de ondas? Mas os sheiks são generosos e benevolentes: "Sim, venha". Mas isso já não cabe aqui, é assunto para outro post.
Por que eu não escrevo: a sexta-feira
E você me pergunta:
- por que é que você não escreve?
Pergunta com toda razão. Mais eu te digo, leitor: eu me esforço, mas às vezes a vida dá voltas mais rápidas do que é possível planejar. Como exemplo, cito um fim-de-semana que passou: na quinta à noite coloquei metas para o blog. Antes mesmo de dormir, já percebi que estabelecer "metas" é muita pretensão... recebo um SMS dizendo assim:
E o dia amanheceu perfeito: dia de sol, sem ventos. O mar, uma piscina sem ondas. E lá vamos nós: eu, a francesa Sandra e a norte-americana Julia, direto para o The World. Nada mal: 35 minutos de ida, 30 minutos de volta. 12 km no total.

E depois? Ah, aí chegou o momento reservado para a contemplação. Celebrar o ócio: "estou em Dubai..."

Sabe, leitor, confesso uma coisa: Dubai ficou muito melhor desde que você, aí do outro lado do mundo, começou com essa estória de que aqui é o Paraíso dos Arquitetos e dos Endinheirados. Quando eu voltei pra cá, ninguém falava em Dubai. Todo mundo dizia: "você é louco? Lá só tem terroristas, eixo do mal!". Falaram tanto que comecei a até mesmo duvidar de minhas convicções quando peguei logo na primeira noite 39 graus às 10h da noite no aeroporto...
Naquela época, nos pubs cheios de homens (como em quase todo lugar em Dubai), o assunto não era outro: o paraíso é a Europa! Um que acaba de chegar na cidade falava de praias com mulheres fazendo topless, outro dizia entre um copo e outro: "lá as pessoas são civilizadas...". O taxista não entendia: "ah, mulher brasileira... por que você veio pra cá?!".
Pois é, leitor, mas o tempo passa, não é mesmo? O sheik investiu pesado em propagandas justamente nos antigos paraísos: London, Paris, Tokyo, Milan. Brazil. Quase 2 anos depois, Dubai continua cheia de homens, e no verão, continua a fazer um calor deprimente mesmo de noite, mas agora, nos antigos paraísos não se fala em outra coisa a não ser em... Dubai. Ontem mesmo ouvi um executivo da Silverjet dizendo que Dubai é a segunda destinação preferida da Inglaterra. No ano passado, foram 4 milhões de passageiros para Nova Iorque e 3 milhões para Dubai...
É por essas e outras que eu, aqui no meu sofá, apenas sorrio com um prazer muito íntimo:
Foi só então que percebi a profundidade expressa nos versos que ouço na voz de Marisa Monte:
E passei o dia assim, sentado no sofá, saboreando meu prazer. Mas aí veio o sábado, que fica para um outro post.
- por que é que você não escreve?
Pergunta com toda razão. Mais eu te digo, leitor: eu me esforço, mas às vezes a vida dá voltas mais rápidas do que é possível planejar. Como exemplo, cito um fim-de-semana que passou: na quinta à noite coloquei metas para o blog. Antes mesmo de dormir, já percebi que estabelecer "metas" é muita pretensão... recebo um SMS dizendo assim:
2morrow paddling @ 9.30!
E o dia amanheceu perfeito: dia de sol, sem ventos. O mar, uma piscina sem ondas. E lá vamos nós: eu, a francesa Sandra e a norte-americana Julia, direto para o The World. Nada mal: 35 minutos de ida, 30 minutos de volta. 12 km no total.

E depois? Ah, aí chegou o momento reservado para a contemplação. Celebrar o ócio: "estou em Dubai..."
Sabe, leitor, confesso uma coisa: Dubai ficou muito melhor desde que você, aí do outro lado do mundo, começou com essa estória de que aqui é o Paraíso dos Arquitetos e dos Endinheirados. Quando eu voltei pra cá, ninguém falava em Dubai. Todo mundo dizia: "você é louco? Lá só tem terroristas, eixo do mal!". Falaram tanto que comecei a até mesmo duvidar de minhas convicções quando peguei logo na primeira noite 39 graus às 10h da noite no aeroporto...
Naquela época, nos pubs cheios de homens (como em quase todo lugar em Dubai), o assunto não era outro: o paraíso é a Europa! Um que acaba de chegar na cidade falava de praias com mulheres fazendo topless, outro dizia entre um copo e outro: "lá as pessoas são civilizadas...". O taxista não entendia: "ah, mulher brasileira... por que você veio pra cá?!".
Pois é, leitor, mas o tempo passa, não é mesmo? O sheik investiu pesado em propagandas justamente nos antigos paraísos: London, Paris, Tokyo, Milan. Brazil. Quase 2 anos depois, Dubai continua cheia de homens, e no verão, continua a fazer um calor deprimente mesmo de noite, mas agora, nos antigos paraísos não se fala em outra coisa a não ser em... Dubai. Ontem mesmo ouvi um executivo da Silverjet dizendo que Dubai é a segunda destinação preferida da Inglaterra. No ano passado, foram 4 milhões de passageiros para Nova Iorque e 3 milhões para Dubai...
É por essas e outras que eu, aqui no meu sofá, apenas sorrio com um prazer muito íntimo:
"Eu tenho o que você não tem".
Foi só então que percebi a profundidade expressa nos versos que ouço na voz de Marisa Monte:
"O teu desejo é o meu maior prazer."
E passei o dia assim, sentado no sofá, saboreando meu prazer. Mas aí veio o sábado, que fica para um outro post.
Indo embora de Dubai
Então você se cansou de Dubai: está achando muito monótono andar de Rolex nas ruas como se fosse invisível ("mas é um R-O-L-E-X", você diz), e pior, cansou de ser tratado como "um qualquer de classe-média" quando anda nas ruas com seu Porsche...
... entendo. Você gosta de status, mas de repente, se deu conta que aqui os símbolos de status não lhe conferem status algum. Isso realmente deprime, não é mesmo?
Mas tudo bem: não se deprima. Eu ajudo você a sair do país, seja lá para onde você for. Você que é um endinheirado, certamente tem uma montanha de pertences que precisa ser devidamente embalada e corretamente transportada. Você precisará contratar um serviço de mudança.
Algumas empresas na região, nos pacotes de atrativos que oferecem aos seus funcionários expatriados, incluem a mudança ao término de serviço. Em geral, a coisa funciona assim: você faz uma cotação de frete por mar em 3 empresas, a companhia escolhe a mais barata.
Aqui vão então 3 dicas de empresas especializadas em mudanças:
- Everex
- Global Relocations
- Euro Movers
Em geral, as empresas agendam uma visita gratuita a sua casa para realizar a cotação do frete.
Os preços variam de empresa para empresa, e claro, de acordo com a quantidade de bugiganga que você possui e a distância do país-destino. Um container de 20 pés custa em média na casa de 8 mil dólares. Se você possui pouca coisa, há outras opções mais baratas, como compartilhar um container.
Se você possuir realmente pouca coisa (até 200 kg com baixo volume), talvez valha mais a pena enviar por frete aéreo: o custo de envio de 200 kg de Dubai à países europeus custa entre 3.000 e 5.000 dirhams (1.500 a 3.000 reais).
Obviamente, não se esqueça de fazer seguro de seus pertences: o desaparecimento ou quebra de algum de seus pertences é algo tão recorrente que é praticamente uma certeza que irá ocorrer.
É de praxe a exigência de certos documentos pelo país-destino, tais como:
- comprovante de residência no país-origem
- visto de permanência no país-destino
- documento que comprove o motivo da mudança
- lista detalhada de mercadorias com preço por cada item reconhecida pela órgão consular do país-destino no país de origem (se você vai de Dubai para o Brasil, precisará carimbar a lista de mercadorias na Embaixada brasileira em Abu Dhabi)
Certifique-se também que você solicitou um serviço de entrega porta-à-porta (door-to-door service). Esse tipo de serviço é mais caro mas vale cada centavo: se você não contratou um serviço porta-à-porta, reserve ao menos 3 dias para conseguir aprender o tenebroso processo de desembaraço de mercadorias no porto e alfândega do país-destino. E esteja preparado para lidar com gente rude!
... entendo. Você gosta de status, mas de repente, se deu conta que aqui os símbolos de status não lhe conferem status algum. Isso realmente deprime, não é mesmo?
Mas tudo bem: não se deprima. Eu ajudo você a sair do país, seja lá para onde você for. Você que é um endinheirado, certamente tem uma montanha de pertences que precisa ser devidamente embalada e corretamente transportada. Você precisará contratar um serviço de mudança.
Algumas empresas na região, nos pacotes de atrativos que oferecem aos seus funcionários expatriados, incluem a mudança ao término de serviço. Em geral, a coisa funciona assim: você faz uma cotação de frete por mar em 3 empresas, a companhia escolhe a mais barata.
Aqui vão então 3 dicas de empresas especializadas em mudanças:
- Everex
- Global Relocations
- Euro Movers
Em geral, as empresas agendam uma visita gratuita a sua casa para realizar a cotação do frete.
Os preços variam de empresa para empresa, e claro, de acordo com a quantidade de bugiganga que você possui e a distância do país-destino. Um container de 20 pés custa em média na casa de 8 mil dólares. Se você possui pouca coisa, há outras opções mais baratas, como compartilhar um container.
Se você possuir realmente pouca coisa (até 200 kg com baixo volume), talvez valha mais a pena enviar por frete aéreo: o custo de envio de 200 kg de Dubai à países europeus custa entre 3.000 e 5.000 dirhams (1.500 a 3.000 reais).
Obviamente, não se esqueça de fazer seguro de seus pertences: o desaparecimento ou quebra de algum de seus pertences é algo tão recorrente que é praticamente uma certeza que irá ocorrer.
É de praxe a exigência de certos documentos pelo país-destino, tais como:
- comprovante de residência no país-origem
- visto de permanência no país-destino
- documento que comprove o motivo da mudança
- lista detalhada de mercadorias com preço por cada item reconhecida pela órgão consular do país-destino no país de origem (se você vai de Dubai para o Brasil, precisará carimbar a lista de mercadorias na Embaixada brasileira em Abu Dhabi)
Certifique-se também que você solicitou um serviço de entrega porta-à-porta (door-to-door service). Esse tipo de serviço é mais caro mas vale cada centavo: se você não contratou um serviço porta-à-porta, reserve ao menos 3 dias para conseguir aprender o tenebroso processo de desembaraço de mercadorias no porto e alfândega do país-destino. E esteja preparado para lidar com gente rude!
4.5.08
Kite surf em Dubai
Ah, leitor. Então você quer fazer kite surf em Dubai? Pior, você é tão ignorante, pobre e miserável que não sabe o que é isso.
Então está bem, vou explicar: cáitessãrf é um esporte onde as pessoas brincam com o vento e com o mar. Kite é pipa, e surf... bom assumo que você não é tão ignorante assim. Aliás, kite não é lá uma palavra inglesa que ficou conhecida mundo afora após o sucesso do livro de Khaled Hosseini, sobre as criancinhas pobres com ranho no nariz do Afeganistão. Você já leu? Aliás, você sabe ler?
Voltando ao ".": a prática do cáitisãrf em Dubai é uma atividade organizada e controlada pelo Dubai Kite Club. A filiação ao clube tornou-se obrigatória por pedido da Dubai Municipality, a prefeitura de Dubai. E lembre-se: é consenso de todos de não se praticar o esporte às sextas-feiras e feriados devido à quantidade de gente na praia. No sábado, pode brincar sem medo de ser feliz, só não vale passar cerol na linha...
Mas caro, leitor, não seja (tão) ignorante, assuma a sua incapacidade de aprender sozinho: contrate um instrutor (há vários listados no site). Digo isso sem ganhar comissão, simplesmente porque já vi muito cáitisurfista de primeira viagem bancar o espertão e perder o brinquedo (que vale quase 7 mil dirhams ao todo) ao brincar em dia de shamaal ou vento forte continental. Depois fica chorando na praia, com ranho no nariz, ramela no olho...
Se você não fala inglês, vá até a praia do Kite Surf (listada no site) e procure pelo Rodrigo da Emirates. Ele está quase sempre por lá, e de repente, pode te dar algumas dicas.
Então está bem, vou explicar: cáitessãrf é um esporte onde as pessoas brincam com o vento e com o mar. Kite é pipa, e surf... bom assumo que você não é tão ignorante assim. Aliás, kite não é lá uma palavra inglesa que ficou conhecida mundo afora após o sucesso do livro de Khaled Hosseini, sobre as criancinhas pobres com ranho no nariz do Afeganistão. Você já leu? Aliás, você sabe ler?
Voltando ao ".": a prática do cáitisãrf em Dubai é uma atividade organizada e controlada pelo Dubai Kite Club. A filiação ao clube tornou-se obrigatória por pedido da Dubai Municipality, a prefeitura de Dubai. E lembre-se: é consenso de todos de não se praticar o esporte às sextas-feiras e feriados devido à quantidade de gente na praia. No sábado, pode brincar sem medo de ser feliz, só não vale passar cerol na linha...
Mas caro, leitor, não seja (tão) ignorante, assuma a sua incapacidade de aprender sozinho: contrate um instrutor (há vários listados no site). Digo isso sem ganhar comissão, simplesmente porque já vi muito cáitisurfista de primeira viagem bancar o espertão e perder o brinquedo (que vale quase 7 mil dirhams ao todo) ao brincar em dia de shamaal ou vento forte continental. Depois fica chorando na praia, com ranho no nariz, ramela no olho...
Se você não fala inglês, vá até a praia do Kite Surf (listada no site) e procure pelo Rodrigo da Emirates. Ele está quase sempre por lá, e de repente, pode te dar algumas dicas.
O alcance da aranha e a Grande Sola de Sapato
Tiro os jornais do caminho e, d'entre uma folha e outra salta uma aranha que se põe em retirada.
Pobre aranha: ela não escolheu ser aranha. Assim, como eu, que não escolhi ser o que sou. Com uma diferença: sou "imagem e semelhança", que me dá super-poderes. Então eu posso. Ela não: é apenas aranha. Ela, na iminência do perigo, corre. Na iminência do perigo, às vezes corro também, mas neste caso, levantei o pé. Reação instintiva: sabe-se lá em que momento aprendi a ter medo de aranhas. E a minha reação ante ao perigo é destrui-lo.
Pobre aranha: ela corre inutilmente. Inutilmente, pois meu pé já vai a caminho. Mas ela faz o que pode, corre em zigue-zague, estica as pernas em sincronia rápida, faz o que está a seu alcance. Mas que pena: o que está a seu alcance... ainda é pouco. E talvez ela nem saiba...
Meu pé alcança a aranha. Morte instantânea. Em uma fração de segundo, geléia. Já não corre mais. Consolo: você, leitor que viu a cena, dirá: "ela fez o que estava ao seu alcance". Outros, mais conscientes dos desejos aracnídeos, dirão: "ela morreu fazendo o que gosta". Alguém ainda vê a questão por um outro lado do prisma: "ao menos não sofreu". Alguém, notando minha consternação perante o cadáver, põe a mão em meu ombro: "Esse é um animal ruim: vive de matar outros animais de forma cruel". Mas o fato é que ela agora já não é mais. Com um papel higiênico, limpo o azulejo, e em breve, ninguém mais se lembrará da pobre criatura...
Limpo a sola do sapato. Tiro a roupa, hora de dormir. Fecho os olhos e de repente penso que a Grande Sola de Sapato chegará para mim também. Aflição, aperto no peito. Desespero... ainda bem que sou Humano, e que para nós, nos foi reservada a Grande Gincana da Vida. Amanhã faço uma boa-ação e já garanto o "depois" pós-geléia. Pós-pó. Ufa, que alívio: durmo tranquilo, acordo, tomo café com pão-com-manteiga. Faço o trabalho desagradável com o peito cheio de esperança: hoje é melhor que ontem e amanhã será diferente. Faço o que está a meu alcance, e esqueço meus limites - 2010, 2015, ... com sorte, 2050? - enquanto a Grande Sola segue seu caminho pelo tempo.
Pobre aranha: ela não escolheu ser aranha. Assim, como eu, que não escolhi ser o que sou. Com uma diferença: sou "imagem e semelhança", que me dá super-poderes. Então eu posso. Ela não: é apenas aranha. Ela, na iminência do perigo, corre. Na iminência do perigo, às vezes corro também, mas neste caso, levantei o pé. Reação instintiva: sabe-se lá em que momento aprendi a ter medo de aranhas. E a minha reação ante ao perigo é destrui-lo.
Pobre aranha: ela corre inutilmente. Inutilmente, pois meu pé já vai a caminho. Mas ela faz o que pode, corre em zigue-zague, estica as pernas em sincronia rápida, faz o que está a seu alcance. Mas que pena: o que está a seu alcance... ainda é pouco. E talvez ela nem saiba...
Meu pé alcança a aranha. Morte instantânea. Em uma fração de segundo, geléia. Já não corre mais. Consolo: você, leitor que viu a cena, dirá: "ela fez o que estava ao seu alcance". Outros, mais conscientes dos desejos aracnídeos, dirão: "ela morreu fazendo o que gosta". Alguém ainda vê a questão por um outro lado do prisma: "ao menos não sofreu". Alguém, notando minha consternação perante o cadáver, põe a mão em meu ombro: "Esse é um animal ruim: vive de matar outros animais de forma cruel". Mas o fato é que ela agora já não é mais. Com um papel higiênico, limpo o azulejo, e em breve, ninguém mais se lembrará da pobre criatura...
Limpo a sola do sapato. Tiro a roupa, hora de dormir. Fecho os olhos e de repente penso que a Grande Sola de Sapato chegará para mim também. Aflição, aperto no peito. Desespero... ainda bem que sou Humano, e que para nós, nos foi reservada a Grande Gincana da Vida. Amanhã faço uma boa-ação e já garanto o "depois" pós-geléia. Pós-pó. Ufa, que alívio: durmo tranquilo, acordo, tomo café com pão-com-manteiga. Faço o trabalho desagradável com o peito cheio de esperança: hoje é melhor que ontem e amanhã será diferente. Faço o que está a meu alcance, e esqueço meus limites - 2010, 2015, ... com sorte, 2050? - enquanto a Grande Sola segue seu caminho pelo tempo.
Na cama com a python
- Hey, Bru, Cudjai ius ior cáiaq des wik?
- Xôo, bru. No problem. Jãs teikit.
Aí o canadense interrompe:
- Didiu breik dze kêidg?
- Nou, bru. It uôs lái dzat uên I bótit.
Ué... mas a jaula está vazia... tem só um toco de madeira dentro.
- En fór uá kaindov énimou es dzes kêidg for?
- Dzes kêidg es fó mai Páitzon.
- Páitzon?
- Iê, bru. Ei sneik.
- Nôooouuuuêiii. Bãt uérizit?
- Híer - e dá três tapinhas no lado da cama. - Ela dorme comigo.
- Iur kidin mi.
E rindo, ele tira de baixo da coberta uma cobra...
- Putaquipariu! Caralho! Porra! Fáákiu, bru!
- Hey, bru... no problem...
Passo a mão na cobra. O bicho é gelado:
- E o que esse animal come?
- Ai giv máaas
Sul-africanos, como ingleses, não costumam pronunciar 'érres' ao final de palavras:
- Mars? Du iu giv tchóklets tu dze snêik?
- Nôu bru! Ai sêd Máaas
E o canadense completa:
- Ei Méuss... un souris...
E o sul-africano aponta para a marca de sangue na parede: "essa foi da última vez que ela esmagou um ratinho...".
- Xôo, bru. No problem. Jãs teikit.
Aí o canadense interrompe:
- Didiu breik dze kêidg?
- Nou, bru. It uôs lái dzat uên I bótit.
Ué... mas a jaula está vazia... tem só um toco de madeira dentro.
- En fór uá kaindov énimou es dzes kêidg for?
- Dzes kêidg es fó mai Páitzon.
- Páitzon?
- Iê, bru. Ei sneik.
- Nôooouuuuêiii. Bãt uérizit?
- Híer - e dá três tapinhas no lado da cama. - Ela dorme comigo.
- Iur kidin mi.
E rindo, ele tira de baixo da coberta uma cobra...
- Putaquipariu! Caralho! Porra! Fáákiu, bru!
- Hey, bru... no problem...
Passo a mão na cobra. O bicho é gelado:
- E o que esse animal come?
- Ai giv máaas
Sul-africanos, como ingleses, não costumam pronunciar 'érres' ao final de palavras:
- Mars? Du iu giv tchóklets tu dze snêik?
- Nôu bru! Ai sêd Máaas
E o canadense completa:
- Ei Méuss... un souris...
E o sul-africano aponta para a marca de sangue na parede: "essa foi da última vez que ela esmagou um ratinho...".
Méus in dza háus
E de repente o canadense falou:
- Hey, lôk: dériz ei méus in dza haus!
- Don't uôri, bós. It's jãs...talítouãn. - retruca o sul-africano.
- Bãt... uát káindov énimou is ei méus?
- Ei méus?! It's jãstei lítou méusss... - e mostra "um tiquinho" com os dedos.
- Cúdiul spélit?
- M - O - U - S - E. Un souris - muitos canadenses também falam francês.
- Oh! A Máuz?!? Fãc. In de háus?!?!?
- Iés. Ei Méuusss. Ei Mickey.
- Uér?
- Dzér!
- Putaquipariu!!!
- Hey, lôk: dériz ei méus in dza haus!
- Don't uôri, bós. It's jãs...talítouãn. - retruca o sul-africano.
- Bãt... uát káindov énimou is ei méus?
- Ei méus?! It's jãstei lítou méusss... - e mostra "um tiquinho" com os dedos.
- Cúdiul spélit?
- M - O - U - S - E. Un souris - muitos canadenses também falam francês.
- Oh! A Máuz?!? Fãc. In de háus?!?!?
- Iés. Ei Méuusss. Ei Mickey.
- Uér?
- Dzér!
- Putaquipariu!!!
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